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Qual a aparição de Nossa Senhora mais importante na História?

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Fátima














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Postado em: 19/01/11 às 21:55:02 por: James
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Apêndice
Uma cronologia do encobrimento de Fátima (Padre Paul Kramer)

Breve história das intervenções de Nossa Senhora de Fátima para trazer a verdadeira Paz a toda a humanidade, e da campanha incessante para impedir, silenciar, falsificar e obstruir a Sua Mensagem de Paz, Esperança, Júbilo e Salvação.

O ataque terrorista sem precedentes ocorrido na América a 11 de Setembro de 2001 e os relatos, credíveis, de que os terroristas islâmicos possuem não só bombas nucleares como armas biológicas e químicas, trazem imediatamente ao espírito o aviso de Nossa Senhora (veja-se a inserção sobre Fátima nas páginas 278-279): se a Rússia não for consagrada ao Seu Coração Imaculado, “várias nações serão aniquiladas”, e só por meio da Consagração da Rússia o Mundo poderá alcançar a verdadeira Paz no nosso tempo. 
  
Mais de oitenta e seis anos volvidos sobre a primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, o Seu pedido de Consagração da Rússia continua por cumprir, e a Sua mensagem continua a passar despercebida.  E para cúmulo, enquanto o Mundo se dirige, cada vez mais, para um acontecimento apocalíptico final, certos elementos no Vaticano parecem mais determinados do que nunca a ligar a Mensagem de Fátima ao passado, e a perseguir aqueles que a continuam a proclamar. 
  
Repare-se: logo no dia a seguir ao ataque terrorista de 11 de Setembro, 2001 que roubou mais de 3.000 vidas e aturdiu o Mundo inteiro - passado só um dia sobre este facto! - o Gabinete de Imprensa do Vaticano tornava pública uma condenação do Padre Nicholas Gruner e do seu apostolado de Fátima, e declarava que ninguém deveria assistir à conferência do apostolado (calendarizada entre 7 e 13 de Outubro de 2001) sobre a Paz no Mundo através da Mensagem de Fátima! 
  
Será que estes funcionários do Vaticano têm mais medo de Fátima que do terrorismo mundial? Estarão eles mais preocupados com uma conferência sobre Fátima, a realizar em Roma, do que com a heresia e o escândalo que estão a dilacerar a Igreja pelo Mundo inteiro - e sob os seus olhares? É evidente que estes funcionários do Vaticano perderam todo e qualquer sentido das proporções, quanto à situação em que se encontra o Mundo e a Igreja a que presidem. 
  
Apresentamos aqui os acontecimentos-chave na longa história de um grande e terrível paradoxo: os esforços de alguns homens para, actuando no seio da própria Igreja Católica, suprimir, reinterpretar e impedir o cumprimento dos desejos do Céu para se alcançar a verdadeira Paz no nosso tempo. 
  
  
1929 - 1964 
13 de Junho, 1929 - Doze anos depois das Suas aparições originais em Fátima, e em cumprimento do que aí prometera a 13 de Julho de 1917, Nossa Senhora de Fátima aparece de novo à Irmã Lúcia em Tuy (Espanha). Nossa Senhora, de pé sobre uma nuvem, junto ao Seu Divino Filho, Jesus crucificado, disse: «É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do Mundo, a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la, por este dia de oração e reparação mundial.» 
  
Agosto, 1931- É Nosso Senhor que Se dirige pessoalmente à Irmã Lúcia, dizendo-lhe, a respeito da Consagração da Rússia: 
“Participa aos Meus ministros que, dado seguirem o exemplo do rei de França na demora em executar o Meu mandato, tal como a ele aconteceu, assim o seguirão na aflição”. 
21 de Janeiro, 1935 - A Irmã Lúcia escreve ao seu confessor, o Padre Gonçalves, respondendo às perguntas que este lhe fez: «Quanto à Rússia, parece-me que dará muito gosto a Nosso Senhor, trabalhando para que o Santo Padre realize os Seus desejos (...) (O senhor Padre pergunta-me) se acho bem que insista com o Senhor Bispo? Acho bem, e parece-me que será muito agradável a Nosso Senhor (...) Se se deve modificar alguma coisa? Acho que deve ser tal qual Nosso Senhor a pediu...» 
  
Maio, 1936 - Nosso Senhor fala de novo à Irmã Lúcia e diz-lhe que a Rússia só se converterá quando for solene e publicamente consagrada ao Coração Imaculado de Maria, pelo Papa em conjunto com todos os Bispos. Em outra ocasião, é Nossa Senhora que diz à Irmã Lúcia que a Rússia iria ser um instrumento de castigo para o Mundo, a menos que, previamente, a conversão «dessa pobre nação» fosse obtida por meio da Consagração. 
  
31 de Outubro e 8 de Dezembro, 1942 - O Papa Pio XII, sozinho, consagra o Mundo (mas não a Rússia) ao Imaculado Coração de Maria. Algumas semanas depois, Winston Churchill observa que “a roda da fortuna” tinha virado a seu favor; e os aliados começaram a ganhar a maior parte das batalhas contra os exércitos de Hitler. Na primavera de 1943, Nosso Senhor diz à Irmã Lúcia que a Paz no Mundo não virá desta consagração (embora a guerra tivesse sido abreviada): a Segunda Guerra Mundial continuará ainda por mais dois anos. 
  
Setembro, 1943 – A Irmã Lúcia está muito doente. O Bispo de Fátima receia que ela venha a morrer e leve consigo para o túmulo o Terceiro Segredo de Fátima. (Veja-se a inserção nas páginas 278-279) Então, sugere-lhe que o escreva num papel e o guarde num envelope lacrado. Ela responde que não se atreveria a tomar uma tal iniciativa — mas que, se o Senhor Bispo tomasse a responsabilidade dando-lhe formalmente essa ordem, nesse caso ela obedeceria de boa vontade. 
Outubro, 1943 - Depois de um mês de oração e reflexão, o Bispo de Fátima, Dom José da Silva, dá à Irmã Lúcia uma ordem formal, por escrito, para escrever o Terceiro Segredo. A Irmã Lúcia tenta obedecer imediatamente, mas, durante mais de dois meses, foi misteriosamente incapaz de passar ao papel o texto do Terceiro Segredo. 
  
2 de Janeiro, 1944 - Nossa Senhora aparece de novo à Irmã Lúcia, e pede-lhe que escreva a terceira parte do Segredo que Ela lhe confiara em Fátima, em Julho de 1917 - e que ficou a ser conhecida como o Terceiro Segredo de Fátima. A Virgem pede a Lúcia que o Terceiro Segredo seja revelado ao Mundo, o mais tardar em 1960. Quando, mais tarde, perguntaram à Irmã Lúcia por que razão deveria o Terceiro Segredo ser revelado em 1960, ela declara: «Porque a Santíssima Virgem assim o quer,» e «Ele (o Terceiro Segredo) será mais claro nessa altura». 
  
9 de Janeiro, 1944 - A Irmã Lúcia escreve ao Bispo de Fátima e diz-lhe que, depois de meses de incapacidade para o fazer (o que causou ao Senhor Bispo uma tão longa espera), pôde finalmente obedecer à sua ordem de pôr por escrito o Terceiro Segredo. 
  
17 de Junho, 1944 - Como a Irmã Lúcia não deixaria que qualquer pessoa (excepto um Bispo) levasse ao Bispo de Fátima essa carta - de uma só página, contendo as palavras de Nossa Senhora no Terceiro Segredo -, por esse motivo não a tinha ainda entregue até esta data. Mas, neste dia, andava um Bispo de visita próximo do Convento de Tuy, e a Irmã Lúcia confia-lhe o Segredo a ele. De regresso e nesse mesmo dia, ele próprio o entrega a Dom José da Silva, Bispo de Fátima - que, embora com autorização para ler o Segredo, prefere não o fazer. 
  
15 de Julho, 1946 - Em resposta a uma pergunta do Professor William T. Walsh, a Irmã Lúcia salienta que Nossa Senhora não pediu a consagração do Mundo (como fez o Papa Pio XII, em 1942), mas só e especificamente da RÚSSIA. «Se isto se fizer», acrescenta a Irmã Lúcia, Nossa Senhora promete «converter a Rússia; e terão Paz.» 
  
7 de Julho, 1952 - O Papa Pio XII consagra, especificamente, a Rússia, mas não o faz em conjunto com os Bispos Católicos de todo o Mundo - porque, não lhe tendo sido dito que tal era necessário, não lhes pediu que participassem. A guerra na Coréia continua, e outras guerras lhe seguem. 
  
2 de Setembro, 1952 - O Padre Schweigl, que fora enviado pelo Papa Pio XII em missão especial, vem a Coimbra (Portugal) ao convento onde se encontra a Irmã Lúcia, interrogá-la sobre o Terceiro Segredo. De volta ao Russicum, em Roma, o Padre Schweigl confia a um dos seus colegas: «Não posso revelar nada do que ouvi sobre Fátima no que respeita ao Terceiro Segredo, mas posso dizer que tem duas partes:uma fala do Papa. A outra, logicamente - embora eu não deva dizer nada -, teria de ser a continuação das palavras: Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé». 
17 de Maio, 1955 - O Cardeal Ottaviani, chefe do Santo Oficio do Vaticano, é enviado por Pio XII ao Convento das Carmelitas de Coimbra, para interrogar a Irmã Lúcia quanto ao conteúdo do Segredo. O interrogatório do Cardeal Ottaviani será seguido por uma ordem para o texto do Terceiro Segredo ser transferido para o Vaticano. 
  
Março, 1957 - Pouco antes de se efectuar essa transferência para o Vaticano, o Bispo Dom João Venâncio observa cuidadosamente à transparência, contra uma forte luz eléctrica, o envelope que contém o Terceiro Segredo, e repara que o Segredo tem, mais ou menos, 25 linhas, e que está escrito numa só folha de papel, com margens de 7.5 milímetros de cada lado. 
16 de Abril, 1957 - O texto do Terceiro Segredo, lacrado no envelope original e colocado noutro envelope exterior, é transferido para o Vaticano. O texto é colocado dentro de um cofre, nos aposentos do Papa, como mostrou uma foto da época na revista Paris-Match. 
  
A Mensagem de Fátima 
nossa única esperança contra o terrorismo e a guerra 
  
As aparições e a mensagem de Nossa Senhora de Fátima são uma luz de Esperança, Júbilo e Paz para o nosso Mundo perturbado. A nossa obediência à mensagem é a nossa única esperança para a Paz no Mundo e para que ele se liberte do terrorismo. Deus operou o grande Milagre do Sol no dia 13 de Outubro de 1917, para ser uma prova segura de que toda a mensagem tem, de facto, a garantia da autenticidade e vem de Deus. 
  
Esta mensagem profética começou durante a Primeira Guerra Mundial, quando o Papa Bento XV - depois de três anos de terríveis padecimentos, na maior guerra que o Mundo conhecera até então - suplicou, em grande angústia, à Santíssima Virgem, em oração pública no dia 5 de Maio de 1917, que lhe mostrasse, a ele e a toda a humanidade, o caminho da Paz. Ele bem sabia que os esforços humanos, por si só, nunca são suficientes. 
  
E a resposta veio oito dias depois: a Virgem cheia de Graça confiou, em Fátima, uma mensagem que é «dirigida a todos os homens» - como diz o Papa João Paulo II. 
  
A Senhora confiou esta mensagem a três pastorinhos, Lúcia, Jacinta e Francisco. Nossa Senhora apareceu uma vez cada mês, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917; mais tarde, voltou a aparecer à Irmã Lúcia (a única dos três pastorinhos que ainda é viva) a 10 de Dezembro de 1925 e a 13 de Junho de 1929, para explicar melhor e completar os Seus pedidos para a Paz no Mundo (veja-se acima, na cronologia, o que se passou em 1929). 
  
Nesse dia 13 de Julho de 1917, Nossa Senhora confiou também aos pastorinhos (e à Lúcia, que era quem dialogava com a Virgem Santíssima) um segredo que deveria ser revelado mais tarde ao Papa e a todos os fiéis. Ora é este Segredo que contém a chave para a Paz no Mundo. O segredo divide-se em três partes: as duas primeiras foram reveladas pela Irmã Lúcia em 1941; a terceira parte deveria ser tornada pública mais tarde, como vamos ver neste apêndice. 
  
Nossa Senhora prometeu: «Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão Paz». Mas também mostrou que loucura seria ignorar a Sua mensagem: «Se não atenderem aos Meus pedidos, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.» 
  
Ora, porque Deus foi publicamente insultado pela revolução russa de 1917 - que excluiu Deus da Rússia, e armou uma conspiração para lutar contra Deus e contra os Seus fiéis em qualquer lugar da terra - é que Ele insistiu, na Mensagem de Fátima, num acto público de reparação por este crime contra a Sua Divindade. E a 13 de Junho de 1929 - em Tuy (Espanha), onde a Irmã Lúcia se encontrava - Nossa Senhora de Fátima, na presença da Santíssima Trindade, explicou-lhe que Deus pedia a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. (Veja-se 13 de Junho, 1929; e também os acontecimentos de 1931, 1935 e 1936, anotados acima, na cronologia.) 
  
É neste acto que Deus insiste, como Acto de Reparação pelo crime do ateísmo imposto pelo estado; caso contrário, os nossos pecados atrairão sobre nós as consequências da terrível apostasia, das heresias, dos vícios e pecados terríveis que assolam o Mundo. Este acto de obediência é a nossa única esperança de nos vermos livres de guerras e terrorismos, tal como é a nossa única esperança para obter a Paz para o Mundo - não por ser algo difícil de realizar, mas, precisamente, por ser tão fácil de cumprir, é que todos hão de ver que a Paz que daí resulta se deve, inteiramente, a Deus e à intercessão da Bem-Aventurada Sempre Virgem Maria. 
  
Na Mensagem de Fátima, Deus insiste que só «por este meio» é que teremos Paz e nos libertaremos do terrorismo e da guerra: porque Deus quer estabelecer no Mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria, para salvar do Inferno muitos pecadores. 
  
26 de Dezembro, 1957 - O Padre Fuentes entrevista a Irmã Lúcia, que lhe fala de muitas nações que desaparecerão da face da terra e de muitas almas que irão para o Inferno, como resultado de ser ignorada a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima. 
  
1958 - O Padre Fuentes publica a entrevista com a Irmã Lúcia, com o Imprimatur do Bispo de Fátima que é amplamente lida, e cuja autenticidade ninguém questiona. 
  
9 de Outubro, 1958 - Faleceu o Papa Pio XII. 
2 de Julho, 1959 - Subitamente, a entrevista do Padre Fuentes com a Irmã Lúcia é denunciada como fraudulenta, em notícia anónimadimanada do gabinete da cúria de Coimbra. Durante mais de 40 anos, e até hoje, ninguém assumirá oficialmente a responsabilidade desta notícia. 
8 de Fevereiro, 1960 - Apesar do pedido de Nossa Senhora a Lúcia e, mais tarde, das repetidas promessas do Bispo de Fátima e do Cardeal Patriarca de Lisboa, alguém no Vaticano anuncia anonimamente que o Terceiro Segredo já não será revelado e que, provavelmente, «ficará para sempre sob absoluto sigilo.» A notícia (divulgada pela agência noticiosa A.N.I.) descreve o texto do Terceiro Segredo deste modo: «Acaba de ser declarado em círculos altamente fidedignos do Vaticano que é muito possível que nunca venha a ser aberta a carta em que a Irmã Lúcia escreveu as palavras que Nossa Senhora confiou aos três pastorinhos, como segredo, na Cova da Iria.» 
  
1960 - A Irmã Lúcia é oficialmente proibida de falar acerca do Terceiro Segredo, e não pode receber visitas, a não ser pessoas de família ou que conheça de há muito tempo. O seu próprio confessor de muitos anos, o Padre Aparício, regressa do Brasil e não lhe é permitido vê-la. 
  
1961 - Apesar de apoiado pelo Cardeal Primaz do México e por Dom Pio Lopez, o seu próprio Arcebispo, o Padre Fuentes é destituído de Postulador da Causa de Beatificação da Jacinta e do Francisco, com base na tal notícia anónima, proveniente da cúria de Coimbra e datada de 2 de Julho de 1959. 
  
Outubro, 1962 - O Vaticano - precisamente antes da abertura do Concílio Vaticano II -, entra em acordo com Moscovo nos seguintes termos: o Concílio não condenará a Rússia soviética nem o comunismo em geral; em troca, dois membros da Igreja Ortodoxa Russa assistirão ao Concílio como observadores, segundo o desejo do Papa João XXIII. Este acordo lança a [política da] Ostpolitik, segundo a qual o Vaticano fica impedido de se opor abertamente ao Comunismo (designando-o pelo nome), tal como fica impedido de condenar os regimes comunistas que perseguem os Católicos. A nova política do Vaticano é a favor do “diálogo” e das negociações com os comunistas - afastando-se, portanto, do ensinamento dos Papas Pio XII, Pio XI, São Pio X, Leão XIII e do Beato Pio IX acerca do dever que a Igreja tem de condenar e de se opor abertamente ao comunismo, bem como de se abster de qualquer colaboração com os comunistas, que tiram sempre partido de tal colaboração para mais infiltrar a sua guerra contra Cristo e a Sua Igreja. 
  
21 de Novembro, 1964 - O Papa Paulo VI, durante as cerimónias de encerramento da terceira sessão do Concílio Vaticano II, consagra de novo o Mundo. Em harmonia com a Ostpolitik, não há qualquer menção à Rússia, com receio de que os comunistas se ofendam. A Paz no Mundo continua adiada. A guerra do Vietname prolonga-se até aos anos 70. 
  
1965-1983 
  
8 de Dezembro, 1965 - Encerramento do Concílio Vaticano Segundo. 
  
  
1966 - No rescaldo do Concílio, o Bispo de Fátima, Dom João Venâncio, compreende então a necessidade e a urgência de defender a autêntica mensagem de Nossa Senhora contra os pérfidos ataques dos progressistas - todos eles discípulos do Padre Édouard Dhanis, um Jesuíta modernista. Para defender a Mensagem de Fátima dos revisionistas, em 1966, o Bispo encarrega o Padre Joaquim Alonso, um erudito Sacerdote claretiano, de elaborar uma história crítica completa das revelações de Fátima. Dez anos depois, o Padre Alonso terminará a sua obra, intitulada Textos e estudos críticos sobre Fátima. O total da obra apresenta 5.396 documentos, ordenados cronologicamente desde o início das aparições de Fátima até 12 de Novembro de 1974. Segundo o Abade René Laurentin que pessoalmente os consulta, os manuscritos do Padre Alonso eram «muito bem preparados» (isto é, rigorosamente compostos ou transcritos). 
  
15 de Novembro, 1966 - Novas revisões no Código do Direito Canónico permitem que qualquer pessoa que pertença à Igreja Católica publique obras sobre as aparições marianas, incluindo as de Fátima, e sem necessidade de haver um Imprimatur. Assim sendo, de todo um bilião de Católicos existentes no Mundo, só a Irmã Lúcia - a única pessoa que recebeu a Mensagem de Fátima - continua proibida de revelar o Segredo de Fátima, apesar de Nossa Senhora ter expressado a Sua vontade de que o Segredo fosse revelado, à Igreja e ao Mundo inteiro, o mais tardar em 1960. E até hoje a Irmã Lúcia continua submetida a um voto de silêncio, e proibida de falar abertamente sobre Fátima, sem uma autorização especial do Vaticano especificamente do Cardeal Ratzinger ou do Papa. 
  
1967 - São publicadas as Memórias da Irmã Lúcia onde ela revela o pedido de Nossa Senhora, em 1929, da Consagração da Rússia. Começa, de imediato, uma enorme campanha pública de recolha de milhares de assinaturas, pedindo ao Papa a consagração da Rússia. 
  
11 de Fevereiro, 1967 - Numa conferência de imprensa, o Cardeal Ottaviani, que leu o Terceiro Segredo, revela que ele está escrito numa única folha de papel. 
  
13 de Maio, 1967 - A Irmã Lúcia encontra-se com o Papa Paulo VI no espaço aberto do Santuário de Fátima, durante a sua visita e peregrinação àquele lugar. Na presença de 1.000.000 de peregrinos, ela pede para falar ao Papa. Chora quando o Papa a recebe mal e lhe diz apenas: «-Fale com o seu Bispo». De acordo com, pelo menos, um perito de Fátima, a Irmã Lúcia suplicou ao Papa Paulo VI que tornasse conhecido o Terceiro Segredo; mas ele recusou. 
1975 - Depois de 10 anos dedicados a estudar os arquivos de Fátima, o Padre Alonso declara publicamente que a entrevista (publicada em 1957) do Padre Fuentes à Irmã Lúcia é um relato autêntico e cuidadoso das declarações desta, respeitantes ao conteúdo da Mensagem de Fátima. 
  
1975 - Os 24 volumes, de oitocentas páginas cada, elaborados pelo Padre Alonso estão prontos para publicação. Esta obra monumental sobre a Mensagem de Fátima inclui, pelo menos, 5.396 documentos. O que acontece é que a tipografia é - literalmente - mandada parar pelo novo Bispo de Fátima, Mons. D. Alberto Cosme do Amaral, impedindo assim que a pesquisa que o Padre Alonso efectuara ao longo de dez anos chegasse ao grande público. Dos vinte e quatro volumes, só dois virão eventualmente a ser publicados (em 1992 e em 1999, respectivamente), mas apenas em edições alteradas. 
  
16 de Outubro, 1978 - O Papa João Paulo II é eleito. Lê o Terceiro Segredo alguns dias após a sua eleição, segundo virá a declarar (em Maio de 2000) a “Associated Press”, pelo seu porta-voz, Joaquin Navarro-Valls - declaração que será desmentida por Monsenhor Bertone, da Congregação para a Doutrina da Fé, que afirma que o Papa nunca lera o Terceiro Segredo antes de 18 de Julho de 1981. Estas duas declarações em conflito sugerem a possibilidade da existência de dois textos distintos que falam do Terceiro Segredo in toto. Ao que parece, o Papa terá lido o texto do Segredo que foi guardado no cofre dos aposentos papais em 1957. 
  
1980 - Em apenas três anos, e graças a uma ampla campanha patrocinada pelo Cardeal Josyf Slipyj, as subscrições públicas a favor da Consagração da Rússia reunem mais de três milhões de assinaturas - que chegam ao Vaticano. 
  
13 de Maio, 1981 - O Papa João Paulo II é alvejado a tiro, neste dia aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima. Os disparos deram-se no preciso instante em que o Papa se volta para ver uma estampa de Nossa Senhora de Fátima, presa à camisola de uma menina. As balas falham o objectivo. O Papa reconhece que Nossa Senhora de Fátima interveio para lhe salvar a vida. 
  
7 de Junho, 1981 - O Papa faz a consagração do Mundo, mas não da Rússia, quando está ainda convalescente dos ferimentos sofridos. 
  
18 de Julho, 1981 - Segundo Monsenhor Bertone (que, como já foi dito, contradiz neste ponto o porta-voz do Papa, Joaquin Navarro-Valls), o Papa João Paulo II lê o Terceiro Segredo pela primeira vez. 
  
12 de Dezembro, 1981 - O Padre Alonso morre. No entanto, pôde ainda publicar um certo número de artigos e opúsculos sobre Fátima. Aqui estão alguns extractos das conclusões mais importantes a que chegou na sua pesquisa sobre o Terceiro Segredo: 
  
       «No período que precede o grande triunfo do Coração Imaculado de Maria, sucederão coisas tremendas que são objecto da terceira parte do Segredo. Que coisas serão essas? Se “em Portugal, se conservará sempre o dogma da Fé,”... pode claramente deduzir-se destas palavras que, em outros lugares da Igreja, estes dogmas vão tornar-se obscuros ou chegarão mesmo a perder-se ... » 
  
  
«Seria, então, de toda a probabilidade que, nesse período ‘intermédio’ a que nos estamos a referir (depois de 1960 e antes do triunfo do Imaculado Coração de Maria), o texto (do Terceiro Segredo) faça referências concretas à crise da Fé na Igreja e à negligência dos Seus próprios Pastores.» O Padre Alonso fala ainda de «lutas intestinas no seio da própria Igreja e de graves negligências pastorais por parte das altas Hierarquias» e, mesmo, de «deficiências na alta Hierarquia da Igreja ...» 
«Falaria o texto original (e inédito) de circunstâncias concretas? É muito possível que não só fale de uma verdadeira ‘crise de fé’ na Igreja durante este período intermédio, mas ainda, como acontece com o segredo de La Salette, por exemplo, que haja referências mais concretas às lutas internas dos Católicos ou às deficiências de Sacerdotes e Religiosos. Talvez se refira, inclusivamente, às próprias deficiências da alta Hierarquia da Igreja.» «Por isso, nada disto é alheio a outros comunicados que a Irmã Lúcia tenha feito sobre este assunto.» 
Significativamente, a Irmã Lúcia nunca corrigiu estas conclusões do Padre Alonso - quando nunca hesitou em corrigir outras declarações de Clérigos e de vários autores sobre Fátima, sempre que estavam enganados. Ora o Padre Alonso teve acesso tanto aos documentos como à própria Irmã Lúcia. Assim, o seu testemunho é de importância capital. 
  
21 de Março, 1982 - A Irmã Lúcia encontra-se com o Núncio Apostólico, acompanhado por outro Bispo e pelo Dr. Lacerda, e informa-os dos requisitos para uma Consagração da Rússia que seja válida, de acordo com o pedido de Nossa Senhora de Fátima. Ora esta mensagem da Irmã Lúcia não é totalmente transmitida ao Papa pelo Núncio, porque o Bispo que o acompanhava lhe disse para não mencionar o requisito de os Bispos de todo o Mundo deverem participar na Consagração. 
  
12 de Maio, 1982 - Na véspera da visita do Papa João Paulo II a Fátima, L’Osservatore Romano - o próprio jornal do Papa - publica um artigo do Padre Umberto Maria Pasquale, S.D.B., sobre uma das conversas que teve com a Irmã Lúcia e sobre uma carta que ela depois lhe escreveu a propósito do assunto da Consagração da Rússia. É aí que o Padre Pasquale revela ao Mundo que a Irmã Lúcia lhe dissera nessa entrevista, clara e precisamente, que Nossa Senhora de Fátima nunca pediu a consagração do Mundo, mas só a consagração da Rússia. O Padre Pasquale publica também a reprodução fotográfica de uma nota manuscrita, do punho da Irmã Lúcia, a atestar este ponto da conversa. 
  
  
O Padre Umberto Maria Pasquale, Sacerdote salesiano bem conhecido, conhecia a Irmã Lúcia desde 1939 e, até este momento (1982), tinha recebido umas 157 cartas dela. Aqui está o seu testemunho pessoal, tal como foi publicado em L’Osservatore Romano: 
«Gostaria de clarificar a questão da Consagração da Rússia, uma vez que tenho recurso à fonte. A 5 de Agosto de 1978, no Carmelo de Coimbra, tive uma longa entrevista com a vidente de Fátima, Irmã Lúcia. A certa altura, disse-lhe: ‘-Irmã, gostaria de lhe fazer uma pergunta. Se não puder responder-me, paciência! Mas se puder, ficaria muito agradecido se me esclarecesse um pormenor que também não parece claro a muita gente... Alguma vez Nossa Senhora lhe falou da consagração do Mundo ao Seu Imaculado Coração?’ ‘-Não, Padre Umberto! Nunca! Na Cova da Iria, em 1917, Nossa Senhora prometeu: Eu virei pedir a consagração da Rússia … para impedir que ela espalhe os seus erros pelo Mundo, que haja guerras entre várias nações e perseguições à Igreja … Em 1929, em Tuy, tal como tinha prometido, Nossa Senhora voltou para me dizer que chegara o momento de pedir ao Santo Padre que fizesse a consagração daquela nação (a Rússia)’ …» 
Depois desta conversa, e no desejo de ter uma declaração por escrito da Irmã Lúcia, o Padre Pasquale escreveu-lhe, perguntando: «Alguma vez Nossa Senhora lhe falou da consagração do Mundo ao Seu Coração Imaculado?» O Padre Pasquale recebeu, então, da Irmã Lúcia, uma resposta escrita, datada de 13 de Abril de 1980. [Encontra-se, abaixo, uma cópia reproduzida]. Aqui vai a transcrição da secção pertinente da nota escrita pelo punho da Irmã Lúcia: 
              J+M 
Rev. do Senhor P. Humberto, 
“Respondendo à sua pergunta esclareço: 
Nossa Senhora, em Fátima, no Seu pedido, só Se referiu à consagração da Rússia.” 
… Coimbra 13 IV-1980 

(assinado) Irmã Lúcia 

  
12 de Maio, 1982 - Ainda neste dia, a Irmã Lúcia escreve uma carta, alegadamente «ao Santo Padre». O documento do Vaticano datado de 26 de Junho de 2000 apresentará uma reprodução fotográfica desta carta manuscrita, afirmando que ela foi dirigida ao Papa João Paulo II. Todavia, uma comparação cuidada deste manuscrito em português (do qual se mostra um excerto abaixo) com as versões fornecidas pelo Vaticano (em inglês, em italiano e também em português) revela que uma passagem crucial - prova de que esta carta nunca poderia ter sido escrita ao Papa - foi omitida em todas as 3 versões. 
Mostramos abaixo, em reprodução fotográfica, o texto correspondente, na versão portuguesa, fornecido pelo Vaticano; 
  
(A terceira parte do segredo é uma revelação simbólica, que se refere a este trecho da Mensagem, condicionada ao facto de aceitarmos ou não o que a Mensagem nos pede. “Se atenderem a meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz; se não, espalhará os seus erros  pelo mundo”, etc). 
  
  
  
Das versões divulgadas pelo Vaticano, foi omitido intencionalmente o excerto sublinhado da já mencionada carta da Irmã Lúcia: «A terceira parte do segredo, que tanto ansiais por conhecer, é uma revelação simbólica …» 
  
Este excerto omitido chama a atenção para o facto de a pessoa a quem se dirigia a carta continuar a «ansiar conhecer (o Segredo)» – o que é estranhíssimo, pois o Papa João Paulo II já o teria lido: ou em 1978, dias antes de se tornar Papa (segundo Joaquín Navarro-Valls, secretário de imprensa do Vaticano), ou no dia 18 de Julho de 1981 (segundo Mons. D. Bertone). Ora, se o Papa já leu o Terceiro Segredo em 1981, por que razão ansiaria conhecer o seu conteúdo em 1982? Além do mais, como poderia a Irmã Lúcia sequer afirmar que o Papa ansiava conhecer o Segredo, quando ele poderia obter o texto quer dos arquivos do Vaticano, quer do cofre dos aposentos papais, em qualquer momento que o desejasse? 
  
E a mesma carta continua: «E se não vemos ainda, o facto consumado, do final desta profecia, vemos que para aí caminhamos a passos largos.» Por que razão diria a Irmã Lúcia ao Papa João Paulo II, em 1982, que a profecia do Terceiro Segredo poderia não ter sido ainda cumprida, se ela já o tivesse sido totalmente, pela tentativa (falhada) de assassinato do Papa, a 13 de Maio de 1981 (como mais tarde o Cardeal Ratzinger e o Mons. Bertone afirmarão, a 26 de Junho de 2000)? 
  
13 de Maio, 1982 - O Papa João Paulo II consagra o Mundo, mas não a Rússia, em Fátima. Os Bispos do Mundo não participam. 
  
19 de Maio, 1982 - Em L’Osservatore Romano, o Santo Padre como explicação do motivo de não ter consagrado a Rússia especificamente, declara que «tinha tentado fazer tudo o que era possível, dentro das circunstâncias concretas.» 
  
Julho/Agosto 1982 - A revista do Exército Azul, Soul, publica uma alegada entrevista com a Irmã Lúcia, na qual ela supostamente afirma que a Consagração da Rússia foi realizada na cerimónia de 13 de Maio de 1982. 
  
1982-83 - Em comentário privado a amigos e familiares, a Irmã Lúcia nega repetidamente que a Consagração tenha sido feita. Tendo-lhe sido pedido, nos inícios de 1983, que o dissesse publicamente, a Irmã Lúcia responde ao Padre Joseph de Sainte Marie que precisa de ter a «autorização oficial do Vaticano» antes de poder fazer tal declaração. 
  
19 de Março, 1983 - A pedido do Santo Padre, a Irmã Lúcia 
encontra-se de novo com o Núncio Pontifício, o Arcebispo Portalupi, com o Dr. Lacerda e, desta vez, também com o Padre Messias Coelho. Durante este encontro, a Irmã Lúcia confirma que a Consagração da Rússia não foi feita, porque nem a Rússia foi mencionada como sendo o objecto específico da consagração, nem os Bispos do Mundo nela participaram. Explica ainda que não o pôde dizer publicamente mais cedo, por não ter tido autorização do Vaticano. 
  
Maio-Outubro, 1983 - Tanto o Padre Caillon como o Padre Gruner publicam vários artigos apresentando a entrevista publicada na revistaSoul de Julho/Agosto 1982 como falsa. 
1984 
  
25 de Março, 1984 - Em Roma, diante de 250.000 pessoas, o Santo Padre consagra novamente o Mundo ao Coração Imaculado de Maria; e, logo a seguir, saindo do texto que preparara, reza: «Iluminai especialmente aqueles povos cuja consagração e confiada entrega Vós esperais de nós». Deste modo, o Papa reconhece publicamente que Nossa Senhora de Fátima ainda está à espera da Consagração da Rússia. (Veja-se a foto de L’Osservatore Romano na página seguinte). 
  
26 de Março, 1984 - O jornal pontifício, L’Osservatore Romano, publica as palavras que, acima, demos a conhecer, exactamente como o Santo Padre as disse. 
  
27 de Março, 1984 - Segundo foi noticiado no Avvenire, jornal dos Bispos italianos, em 25 de Março, pelas 4 da tarde, três horas depois de ter consagrado o Mundo, o Santo Padre reza na Basílica de São Pedro pedindo a Nossa Senhora que abençoe «aqueles povos para quem Vós Mesma estais à espera do nosso acto de consagração e de confiada entrega». Portanto, o Papa admite que a Consagração da Rússia ainda não se fez. 
  
Maio, 1984 - O Padre Messias Coelho, perito de Fátima, escrevendo sob um pseudónimo, insiste publicamente em que a Consagração ainda não foi feita (Mensagem de Fátima, Número 158, Maio de 1984). Manterá firmemente esta posição até ao Verão de 1989. 
  
10 de Setembro, 1984 - D. Alberto Cosme do Amaral, Bispo de Leiria-Fátima, declara numa sessão de perguntas e respostas, na Aula Magnada Universidade Técnica de Viena de Áustria: «O conteúdo (do Terceiro Segredo) diz respeito, unicamente, à nossa Fé ... A perda de Fé de um continente é pior do que o aniquilar de uma nação; e a verdade é que a Fé está continuamente a diminuir na Europa». As suas observações são publicadas na edição de Fevereiro de 1985 da revista Mensagem de Fátima pelo Padre Messias Coelho. 
  
11 de Novembro, 1984 - É publicada na revista Jesus, das Irmãs Paulinas, uma entrevista do Cardeal Ratzinger com o título “Aqui está o motivo de a Fé estar em crise”. Essa entrevista, publicada com explicita autorização do Cardeal Ratzinger, afirma que a crise da Fé está a afectar a Igreja pelo Mundo inteiro. Ora, neste contexto, ele revela ter lido o Terceiro Segredo, e que o Segredo se refere aos «perigos que ameaçam a Fé e a vida do Cristão e, consequentemente, do Mundo». 
  
  
Deste modo, o Cardeal confirma a tese do Padre Alonso, de que o Segredo aponta para uma apostasia, generalizada a toda a Igreja. Na mesma entrevista, o Cardeal Ratzinger diz que o Segredo também refere «a importância dos Novíssimos (os últimos tempos/as últimas coisas)» e que «Se [o Segredo] não foi tornado público - pelo menos por agora - foi para impedir que a profecia religiosa viesse a descambar no sensacionalismo ...». Além disso, o Cardeal revela que «o conteúdo deste ‘Terceiro Segredo’ corresponde ao que é anunciado nas Sagradas Escrituras e que tem sido dito, muitas e muitas vezes, em várias outras aparições de Nossa Senhora, a começar por esta, de Fátima ...» 
  
Ora bem: se, neste excerto da entrevista de 1984 (cf. a foto que na página 289 mostramos), o Cardeal Ratzinger diz que o ‘Terceiro Segredo’ contém uma «profecia religiosa» que não pode ser revelada «para impedir que viesse a descambar no sensacionalismo», já em 26 de Junho de 2000, o mesmo Cardeal Ratzinger afirma que o Terceiro Segredo se refere, unicamente, a acontecimentos já passados (a culminar na tentativa de assassinato do Papa, em 1981 - antes da entrevista de 1984) e que não contém profecia alguma referente ao futuro. 
  
No dia 8 de Dezembro de 1983, o Papa João Paulo II escreveu a todos os Bispos do Mundo, pedindo-lhes que se reunissem a ele a 25 de Março de 1984, a fim de consagrarem o Mundo ao Imaculado Coração de Maria. Incluído na mesma carta, o Papa enviava a todos o texto da consagração que tinha composto. Ora, nesse dia 25 de Março de 1984, o Papa, ao fazer a consagração diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, afastou-se do texto que preparara, para incluir as palavras que acima destacamos e abaixo traduzimos. Como pode ver-se, foram publicadas em L’Osservatore Romano as palavras aí acrescentadas que indicam com toda a clareza que, nesse momento, o Papa sabia que a consagração do Mundo feita nesse dia não ia de encontro aos pedidos de Nossa Senhora de Fátima. Depois de fazer a consagração do Mundo propriamente dita (cf. alguns parágrafos acima),o Papa acrescentou as palavras que destacamos e que traduzimos: «Iluminai especialmente aqueles povos cuja consagração e confiada entrega Vós esperais de nós.» – o que mostra claramente que ele sabe que Nossa Senhora espera que o Papa e os Bispos Lhe consagrem, a Ela, certos povos: isto é, os povos da Rússia. 
  
Reprodução da edição do dia 26 de Março de 1984 de L’Osservatore Romano, com tradução, ampliada, das palavras do Papa João Paulo II. Os oponentes da Consagração da Rússia, porque lhes convém, desde 1984 até hoje, calaram não só aquilo que o Papa, com efeito, disse, como também que ele não fez a Consagração da Rússia como fora pedido por Nossa Senhora de Fátima. 
  
 - Que terá acontecido para obrigar o Cardeal Ratzinger a alterar totalmente o seu testemunho anterior? Porque terá insinuado, a 26 de Junho de 2000, que o Terceiro Segredo poderia não ser mais do que o resultado da imaginação da Irmã Lúcia? Acreditará ele, realmente, na Mensagem de Fátima? Se não acredita, poderá a sua interpretação pessoal da Mensagem de Fátima ser de confiança? 
  
  
  
1985 – 1988 
  
Junho, 1985 - Esta mesma entrevista da revista Jesus de Novembro de 1984 é agora publicada num livro intitulado The Ratzinger Report (O relatório de Ratzinger) - onde, misteriosamente, foram, suprimidas referências cruciais respeitantes ao conteúdo do Terceiro Segredo. O livro é publicado em Inglês, Francês, Alemão e Italiano, e atinge mais de 1.000.000 de exemplares. Embora as revelações referentes ao Terceiro Segredo tenham sido, portanto, censuradas, o livro admite que a crise da Fé - que o Padre Alonso nos diz constar da profecia do Terceiro Segredo - já se despoletou, e envolve o Mundo inteiro. 
  
Setembro, 1985 - Em entrevista à revista Sol de Fátima (uma publicação de amigos do “Exército Azul” de Espanha), a Irmã Lúcia afirma que a Consagração da Rússia ainda não foi feita, porque, mais uma vez, nem a Rússia foi, claramente, o objecto da consagração de 1984, nem o episcopado do Mundo participou. 
  
1985 - O Cardeal Gagnon, entrevistado pelo Padre Caillon, reconhece que a Consagração da Rússia ainda não foi feita. 
  
1986 - Maria do Fètal refere publicamente o que a Irmã Lúcia, sua prima, lhe dissera: que a Consagração da Rússia ainda não foi feita - afirmação que Maria do Fètal solidamente manterá até Julho de 1989. 
  
1986-1987 - O Padre Paul Leonard Kramer escreve, em Junho de 1986, “The Plot to Silence Our Lady” (O plano secreto para calar Nossa Senhora) e, em Abril de 1987, como que em continuação do mesmo tema, o artigo sob o título “The (USA) Blue Army Leadership Has Followed a Deliberate Policy of Falsifying the Fatima Message” (O comando do “Exército Azul” dos EUA tem seguido uma política deliberada de falsificação da Mensagem de Fátima). Ambos os artigos expõem a entrevista falsificada de 1982, da revista Soul, e as subsequentes deturpações acerca da Consagração pedida por Nossa Senhora, emitidas pelo “Exército Azul” dos Estados Unidos. 
  
20 de Julho, 1987 - Em breve entrevista fora do seu convento, aquando de uma saída para ir votar, a Irmã Lúcia confirma ao jornalista Enrico Romero que a Consagração da Rússia ainda não tinha sido feita. 
  
25 de Outubro, 1987 - Também o Cardeal Mayer, numa audiência a um grupo de dez líderes católicos, reconhece publicamente que a Consagração ainda não tinha sido feita de acordo com o pedido expresso de Nossa Senhora. 
  
(FOTO DO EXTRACTO ITALIANO ORIGINAL DA REVISTA “JESUS”) 
  
 Aqui tem, leitor, a reprodução fotográfica da parte crucial da entrevista do Cardeal Ratzinger, tal como foi aprovada por Sua Eminência nos inícios de Outubro de 1984 e publicada no número de 11 de Novembro da revista Jesus, referente ao Terceiro Segredo. Logo em 1985, a revista The Fatima Crusader publicava essa entrevista em tradução inglesa, no no 18, Outubro-Dezembro; republicou-a mais recentemente, no 37, Verão de 1991, sendo a tradução acompanhada do texto original italiano em reprodução fotográfica. Este no 37 de The Fatima Crusader teve uma tiragem de um milhão de exemplares — e o conteúdo da entrevista sobre o Terceiro Segredo nunca foi contestado por ninguém. Veja-se a tradução portuguesa na próxima página. 
  
26 de Novembro, 1987 - Por sua vez, num encontro privado, o Cardeal Stickler confirma que a Consagração ainda não foi feita, por faltar ao Papa o apoio dos Bispos. «Eles não lhe obedecem.», diz o Cardeal Stickler. 
  
1988 - O Cardeal Gagnon ataca o Padre Gruner, por ter publicado o relatório do Padre Caillon que cita a sua declaração de 1985 em como a Consagração ainda não tinha sido feita. Embora o Cardeal Gagnon admita que é verdade ter falado com o Padre Caillon, e também não negue a verdade do que o relatório publica, diz que essa conversa não era para ser dada a público. 
  
1989 - 1990 
  
1989 - Mais de 350 Bispos Católicos respondem a uma carta do Padre Gruner, confirmando-lhe o seu desejo de fazer a consagração da Rússia juntamente com o Papa, tal como foi pedida por Nossa Senhora, em Fátima. 
  
1989 - Segundo estimativas conservadoras, foi recebido no Vaticano, desde 1980, mais 1 milhão de assinaturas, em petições de súplica ao Papa para que, juntamente com os Bispos, faça a Consagração da Rússia ao Coração Imaculado de Maria. 
  
Julho, 1989 - Na presença de três testemunhas, o Padre Messias Coelho, no Hotel “Solar da Marta”, em Fátima, revela que o que se passa é que a Irmã Lúcia recebera uma “instrução” anónima proveniente de pessoas não-identificadas da burocracia do Vaticano, consistindo essa “instrução” em que tanto a Irmã Lúcia como as outras religiosas da sua comunidade têm de dizer agora que a Consagração da Rússia foi realizada na cerimónia de 25 de Março de 1984 - embora a Rússia nunca tenha sido mencionada, nem os Bispos do Mundo tenham participado. 
  
Apresentamos aqui, pois, a entrevista tal como foi aprovada por Sua Eminência o Cardeal Ratzinger, nos princípios de Outubro. 
  
 A uma das quatro secções da Congregação (para a Doutrina da Fé) cabe ocupar-se das aparições de Nossa Senhora. 
       «-Cardeal Ratzinger, o Senhor Cardeal leu o chamado “Terceiro Segredo de Fátima”, aquele texto que a Irmã Lúcia enviou ao Papa João XXIII e que este, não o querendo revelar, ordenou que fosse depositado nos arquivos do Vaticano?» (Em resposta, o Cardeal Ratzinger disse:) 
       «-Sim, li-o.» (Uma resposta dada com tanta franqueza originou mais uma pergunta:) 
       «-Porque não foi, então, revelado?» (A isto, o Cardeal deu uma resposta sumamente esclarecedora:) «-Porque, de acordo com a apreciação dos Papas, não acrescenta nada de novo (literalmente: “nada diferente”) àquilo que cada Cristão deve saber com respeito à Revelação: uma chamada radical à conversão; a absoluta seriedade da História; os perigos que ameaçam a Fé e a vida do Cristão, e, consequentemente, do Mundo. E, também, a importância dos ‘novíssimos’ (ou seja, os últimos acontecimentos no fim dos tempos). Se [o Segredo] não foi tornado público - pelo menos por agora - foi para impedir que a profecia religiosa viesse a descambar no sensacionalismo. Mas o conteúdo deste ‘Terceiro Segredo’ corresponde ao que é anunciado nas Sagradas Escrituras e que tem sido dito, muitas e muitas vezes, em várias outras aparições de Nossa Senhora, a começar por esta, de Fátima, no seu conteúdo já conhecido. Conversão e penitência são as condições essenciais para a ‘Salvação’.» 
  
Depois deste desenrolar dos acontecimentos, as diversas testemunhas (incluindo, como se afirma, a própria Irmã Lúcia)        começam a negar as suas declarações anteriores de que a Consagração não tinha sido feita. Ora essas testemunhas tinham anteriormente afirmado, sem qualquer dúvida, que a Rússia não poderia ter sido consagrada conforme pedia a Mensagem de Fátima, por ter faltado a menção da Rússia pelo seu nome e ainda a participação dos Bispos de todo o Mundo. Começa agora um processo “revisionista” que altera o pedido de Nossa Senhora, mudando a Consagração da Rússia pela Consagração do Mundo. Ao mesmo tempo, forças poderosas pertencentes ao aparelho do poder do Vaticano começam a atacar o Padre Gruner e o seu apostolado, tentando suprimi-lo(s). 
  
Julho, 1989 - Neste mesmo mês de Julho, o Núncio Pontifício em Portugal é substituído. Pouco tempo depois, e de acordo com a “instrução” anónima da burocracia interna do Vaticano, é a vez da Maria do Fètal alterar, subitamente, tudo aquilo que dissera, contradizendo todas as declarações anteriores respeitantes ao facto de sua prima, a Irmã Lúcia, estar convencida que a Consagração não tinha sido feita. Agora, é Maria do Fètal que afirma que a Irmã Lúcia está convicta de que a consagração do Mundo, em 1984, satisfez o pedido de Nossa Senhora de Fátima. 
  
10 de Julho, 1989 - O Padre Gruner recebe uma carta (datada de 29 de Maio de 1989) do novo Bispo de Avellino, dizendo que o Cardeal Secretário de Estado do Vaticano tem enviado “sinais de preocupação” acerca do trabalho do Padre Gruner em promover a Mensagem de Fátima - trabalho que inclui, especialmente, a divulgação da forma correcta de consagração da Rússia, tal como foi pedida por Nossa Senhora de Fátima, e o pedido de que seja revelado, na sua forma completa, o Terceiro Segredo. 
  
Em primeiro lugar, não há explicação possível para que a carta tenha levado um mês a chegar às mãos do Padre Gruner! No entanto o Padre Gruner responde com o devido respeito, chamando a atenção do Sr. Bispo para o facto de ter uma autorização escrita de Dom Pasquale Venezia, anterior Bispo da Diocese de Avellino, para estar no Canadá. O novo Bispo parece desconhecer totalmente a autorização, dada ao Padre Gruner pelo seu antecessor, para viver fora da Diocese de Avellino enquanto se ocupasse do seu Apostolado de Fátima. 
  
  
24 de Julho, 1989 - O Cardeal Innocenti escreve ao Padre Gruner, repreendendo-o por este recusar um “convite” para visitar o Núncio Pontifício no Canadá. Curiosamente, o Núncio nunca emitira qualquer ordem para o Padre Gruner o ir ver. O Cardeal Innocenti ameaça, inclusivamente, o Padre Gruner com uma 
possível suspensão, a menos que se incardinasse numa diocese canadiana; ou, então, que regressasse a Avellino até 30 de Setembro de 1989. 
  
9 de Agosto, 1989 - Inesperadamente, o Bispo Fulton, do Canadá, envia ao Padre Gruner uma oferta de incardinação (que ele não solicitara), mas impondo-lhe, como condição, que cesse o seu trabalho de divulgação da Mensagem de Fátima. Como tudo leva a crer, tal oferta de incardinação seria resultante de pressão exercida pelo Cardeal Secretário de Estado do Vaticano sobre o Bispo de Avellino, impelindo aquele, por sua vez, a transmitir ao Bispo Fulton a intenção desejada. 
  
21 de Agosto, 1989 - O Padre Gruner responde à carta do Cardeal Innocenti (datada de 24 de Julho de 1989 e recebida só depois do dia 14 de Agosto), salientando que não só o Senhor Cardeal não tem autoridade para interferir num assunto sobre o qual o próprio Bispo de Avellino não deu qualquer ordem directa, como também que ele, Padre Gruner, está a agir em conformidade com a Lei da Igreja. Por isso, o Padre Gruner apela ao Papa contra o abuso de autoridade por parte do Cardeal Innocenti. Depois disso, o Cardeal Innocenti nunca mais respondeu nem escreveu de novo ao Padre Gruner, tendo dado ordens a todos no seu gabinete para que não lhe fosse mencionado o nome do Padre Gruner, nunca mais. 
  
1 de Setembro, 1989 - The Fatima Crusader (“A Cruzada de Fátima”) chama a atenção para o direito que cada Sacerdote tem de publicar a verdade sobre a Mensagem de Fátima. É de acordo com esta afirmação que a resposta (de dez páginas) do Padre Gruner ao Cardeal Innocenti é publicada neste número de The Fatima Crusader. 
  
Finais de Agosto - Princípios de Setembro, 1989 - Dá-se o chamado “golpe de estado” em Moscovo - ou seja, o regime comunista segue um esquema anteriormente planeado com a intenção de enganar o Ocidente. Sabemos isso porque esse plano, parcialmente escrito em 1958, foi publicado em 1984 por Anatoliy Golitsyn, desertor da KGB e que fizera parte, em 1958, da sessão de planeamento. O seu livro New Lies for Old (Mentiras novas em vez das antigas) apresenta 148 acções, como estando previstas no plano dos comunistas russos na sua estratégia para enganar o Ocidente. Pelo ano de 1993, 139 dessas acções teriam já sido realizadas. Esse plano - que Golitsyn revelou - viria a ser bem sucedido por conseguir enganar muitas pessoas que acreditam em Nossa Senhora de Fátima, levando-as a acreditar que as mudanças meramente políticas de 1989 faziam parte do Triunfo do Imaculado Coração de Maria, anunciado por Nossa Senhora. Mas, na realidade, as mudanças ocorridas na Rússia durante o período de 1989-2003 só vieram mostrar um aumento de perversão na sociedade russa - não a conversão da Rússia. 
Ora, não é por mera coincidência que, em 1989 - no mesmo ano em que começa o astucioso e estratégico plano da Rússia -, começa também uma campanha organizada para abafar ou alterar a Mensagem de Fátima, que inclui intenções de silenciar o Padre Gruner e o seu apostolado, e começam a aparecer, subitamente, cartas da Irmã Lúcia escritas à máquina (ela, que não escreve à máquina!), a declarar que a Consagração da Rússia foi efectivamente realizada, em cerimónias onde nem sequer é mencionada a Rússia. 
  
Agosto, 1989 - Novembro, 1989 - Notas e cartas feitas a computador e à máquina de escrever, supostamente assinadas pela Irmã Lúcia, aparecem subitamente, a contradizer redondamente todas as declarações que fizera, durante mais de 60 anos, acerca da Consagração. Ora estes escritos contêm erros factuais que a Irmã Lúcia nunca poderia ter cometido (e.g. a declaração falsa de que o Papa Paulo VI consagrou o Mundo ao Coração Imaculado de Maria, aquando da sua visita a Fátima, em 1967), bem como fraseologia que ela nunca tinha usado antes. Até hoje, a “Irmã Lúcia” nunca utilizara máquinas de escrever ou computadores (de que não se sabe servir …) para a sua correspondência, e, além disso, continua a escrever tudo o mais, inclusive as suas longas memórias, à mão. 
  
29 de Janeiro, 1990 - Às oito e meia da manhã, em Fátima, a Maria do Fètal afirma ao Padre Pierre Caillon que «estava a inventar», quando anteriormente relatou a declaração da Irmã Lúcia (sua prima) de que a consagração do Mundo, em 1984, não fora em conformidade com o pedido de Nossa Senhora, que era sobre a consagração da Rússia. 
  
11 de Outubro, 1990 - A própria irmã de sangue da Irmã Lúcia, Carolina, avisa, em Fátima, o Padre Gruner de que pouca ou nenhuma confiança pode ser posta em qualquer carta da Irmã Lúcia escrita à máquina, porque ela nem sequer sabe escrever à máquina. 
  
22 de Outubro, 1990 - Um perito forense altamente reputado indica, em relatório escrito, que a assinatura da Irmã Lúcia que aparece numa carta escrita a computador, e com data de Novembro de 1989, foi forjada. Ora, já em Março de 1990, excertos dessa carta tinham sido publicados por uma revista católica Italiana que os fez circular amplamente, sendo citados como “prova” de que a Consagração tinha sido feita; aproveitada por diversos noticiários, a versão da revista italiana torna-se uma notícia fraudulenta divulgada pelo Mundo inteiro. 
  
Novembro, 1990 - O Padre Gruner e a Cruzada Internacional do Rosário de Fátima lançam uma campanha, por todo o Mundo, para libertar a Irmã Lúcia da sua prova de silêncio de 30 anos, e para animar o Santo Padre a tornar conhecido o Terceiro Segredo de Fátima. 
  
  
  
1991 - até ao presente 
  
13 de Maio, 1991 - A Irmã Lúcia declina o convite para ir a Fátima durante a visita do Papa, mas é-lhe dada ordem para que vá, sob santa obediência. O Papa João Paulo II visita Fátima pela segunda vez, e tem um encontro de meia hora com a Irmã Lúcia. Depois desse encontro, nem o Papa nem a Irmã Lúcia fazem qualquer declaração acerca de a Consagração da Rússia ter sido feita - declaração que teria sido feita de imediato, se as “cartas da Irmã Lúcia” de 1989-90 (à máquina ou a computador) fossem autênticas. 
  
O silêncio do Papa e da Irmã Lúcia acerca da Consagração da Rússia é por demais revelador: há um evidente desacordo entre a Irmã Lúcia e determinado sector do aparelho do Vaticano que tem tentado, por todos os meios, sugerir que a Consagração da Rússia já foi feita - pelo que não há mais nada a dizer (ou a fazer); e embora a Irmã Lúcia tenha, alegadamente, concordado em que a Consagração fora feita, o certo é que ela continua limitada pela ordem que lhe foi imposta, em 1960, de se manter em silêncio, pelo que não pode defender-se publicamente contra estes rumores - porque o seu silêncio forçado continua. Os 24 volumes do Padre Alonso, com 5.396 documentos inéditos sobre Fátima, continuam ainda proibidos de serem publicados. 
  
8 de Outubro, 1992 - Realiza-se a Conferência para a Paz, da The Fatima Crusader. De imediato, L’Osservatore Romano publica declarações falsas e enganadoras do Cardeal Sanchez e do Arcebispo Sepe, que sugerem ser necessária uma autorização eclesiástica para se realizar a Conferência - quando tal não é necessário segundo a Lei da Igreja. Falsidades semelhantes são publicadas, também, na imprensa portuguesa entre 7 e 9 de Outubro. Apesar disso, mais de 100 Bispos aceitam o convite e o custo das viagens para virem a Fátima à Conferência para a Paz. Porém, enquanto 65 Bispos a ela assistem realmente, outros 35 são “persuadidos” a não assistirem, por acção doestablishment anti-Fátima e de certos membros da Secretaria de Estado do Vaticano. 
  
10 de Outubro, 1992 - Uns ‘servidores’ do Santuário de Fátima dão uma tareia ao Padre Gruner, tendo um deles mais tarde confessado que actuou sob as ordens do Reitor do Santuário, Mons. Luciano Guerra. Quatro meses depois, Mons. Dom Alberto Cosme do Amaral, é aposentado do seu cargo de Bispo de Fátima; mas o Mons. Luciano Guerra continua como Reitor do Santuário. 
  
11 de Outubro, 1992 - A Irmã Lúcia dá uma entrevista (que levanta dúvidas) perante o Padre Pacheco, o Cardeal Padiyara, Mons. D. Michaelappa e um motorista, o Senhor Carlos Evaristo - da qual, mais tarde, o Senhor Evaristo publica uma versão alterada e que ele próprio admite ter sido «reconstruída». Entre outras falsidades, essa “entrevista” contém a afirmação da “Irmã Lúcia” de que Mikhail Gorbachev, ajoelhado diante do Santo Padre, lhe pediu perdão pelos seus pecados - declaração que foi denunciada como uma falsificação total pelo porta-voz do Papa, Joaquín Navarro-Valls. É então que o Padre Pacheco se apressa a, publicamente, repudiar o facto de a “entrevista” ser considerada falsa. 
  
Frère François, um erudito de Fátima, chegou à conclusão de que a “entrevista”, premeditada pelo Reitor do Santuário, tinha a finalidade de acabar com as petições para que se fizesse a Consagração da Rússia. Hoje, finalmente, a entrevista totalmente desacreditada do Senhor Evaristo já não é mencionada como “prova” da alegada afirmação da Irmã Lúcia de que a Consagração tinha sido feita. 
  
1992 - É publicado (com muitas alterações) o primeiro volume dos documentos críticos do Padre Alonso sobre Fátima, ficando os outros 23 volumes fechados a sete chaves. 
  
31 de Julho, 1993 - Um Bispo ilustre da Índia dá credenciais escritas do seu desejo de incardinar o Padre Gruner - o que, aparentemente, iria fazer abortar qualquer tentativa dos mandatários do poder estabelecido anti-Fátima do Vaticano de forçar o Padre Gruner a regressar a Avellino, em Itália. 
  
3 de Novembro, 1993 - O Bispo de Avellino, Mons. D. Antonio Forte, confessa ao Padre Gruner que está a ser impedido de lhe aprovar a transferência para fora da sua Diocese, porque tanto o Cardeal Sanchez como o Arcebispo Sepe, da Congregação do Clero do Vaticano, não o permitiram. O Cardeal Sanchez e o Arcebispo Sepe estão a ‘manobrar’, juntamente com o Secretariado de Estado do Vaticano, no sentido de silenciar o Padre Gruner e o seu apostolado - actuações que violam a jurisdição do Bispo de Avellino e que não tem fundamentação no Direito Canónico. Nenhum outro Sacerdote, em toda a Igreja Católica, está a ser sujeito a este tipo de intervenção, e só por causa de uma transferência de uma diocese para outra. 
  
13 de Janeiro, 1994 - Mons. D. Antonio Forte diz ao Padre Gruner que nada tem contra ele; e quando o Padre Gruner lhe pergunta o que deve fazer, o Bispo diz-lhe que volte para o Canadá. 
  
14 a 31 de Janeiro, 1994 - O Cardeal Sanchez, o Arcebispo Sepe e Mons. D. Antonio Forte estão a congeminar, contra o Padre Gruner, as últimas “jogadas” deste “xadrez da incardinação”: mandam-lhe procurar outro Bispo; então, obstruem-lhe a incardinação por vários Bispos; e, ao mesmo tempo, recusam-lhe a excardinação de Avellino. Só falta o “xeque-mate”: declaram que, como o Padre Gruner “falhou” por não ter conseguido ser incardinado em outro lugar, só lhe resta agora voltar a Avellino ou, então, ser suspenso do sacerdócio. 
  
31 de Janeiro, 1994 - Em carta enviada ao Padre Gruner, Mons. D. Antonio Forte acusa-o de ser um Sacerdote vagus (errante), por não ter saído do Canadá e regressado a Avellino - embora, 18 dias antes, o próprio Mons. D. Forte tivesse dito ao Padre Gruner que voltasse para o Canadá. Este comportamento inacreditável, que vem explicado em Fatima Priest (O Sacerdote de Fátima), continua ainda hoje, e está ainda sob apelação nos tribunais do Vaticano e perante do Papa. 
  
Outubro, 1994 - O Secretário de Estado do Vaticano e os Núncios Pontifícios escrevem aos Bispos de todo o Mundo, dando-lhes instruções no sentido de não assistirem à segunda Conferência para a Paz, da Cruzada de Fátima, que iria ocorrer no México. Além disso, são-lhes negados os visas, e outros obstáculos são postos no caminho de mais de 100 Bispos católicos que aceitaram o convite para essa Conferência. 
  
1995 - Numa comunicação pessoal a um certo Professor de Salzburgo, Áustria, chamado Baumgartner, o Cardeal Mario Luigi Ciappi - nada mais nada menos que o teólogo pessoal do Papa João Paulo II - revela que: «No Terceiro Segredo é predito, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começará pelo cimo.» 
  
12 de Julho, 1995 - A primeira Carta Aberta ao Papa é publicada em Il Messaggero, um importante jornal diário de Roma. Preenche duas páginas inteiras, e protesta publicamente contra o violento abuso de poder, posição e prestígio, por parte dos burocratas anti-Fátima do Vaticano, entre 1992 e 1994. É assinada por dois Bispos, e por milhares de Sacerdotes e leigos. O Papa não reage (ou é impedido de reagir), embora circule a notícia, em privado, de que Sua Santidade leu essa Carta Aberta. 
  
Novembro, 1996 - A terceira Conferência para a Paz, da Cruzada de Fátima, teve lugar em Roma e, de novo, todos os Bispos foram convidados a assistir, com todas as despesas pagas. Apesar da constante repetição das mesmas falsidades que, em 1992 e 1994, foram postas a circular por certos membros do establishment anti-Fátima no aparelho do poder do Vaticano - em acção combinada com pressões, exercidas pelo Cardeal Gantin, por vários Núncios Pontifícios e por outros burocratas do Vaticano, para não assistirem à Conferência -, apesar de tudo isto, mais de 200 Bispos, Sacerdotes e leigos chegam a participar. 
  
20 de Novembro, 1996 - A acusação canónica apresentada pelo Padre Gruner contra o Cardeal Sanchez, o Arcebispo Sepe e seus cúmplices é colocada nas mãos do Papa, tal como se vê em fotografia reproduzida em Fatima Priest e publicada, a 2 de Abril de 1998, em Il Messaggero. 
  
26 de Fevereiro, 1997 - Coralie Graham, editora da The Fatima Crusader, envia ao Cardeal Gantin uma carta registada que contém sete perguntas pertinentes, respeitantes à ilegalidade das suas tentativas de proibir tanto Bispos como Sacerdotes de assistirem à Conferência para a Paz. Passados já mais de 6 anos, essa carta (que é inteiramente respeitosa) nunca obteve resposta. 
  
  
  
2 de Abril, 1998 - Uma segunda Carta Aberta, de duas páginas, é publicada, em italiano, em Il Messaggero. Desta vez, são recolhidas assinaturas de 27 Bispos e Arcebispos, de 1.900 Sacerdotes e Religiosos e de mais de 15.000 leigos. Milhares de cartazes ostentando aCarta Aberta são afixados à volta do Vaticano durante este ano de 1998. 
  
Entretanto, o caso canónico do Padre Gruner continua a seguir pelo sistema de tribunais do Vaticano. Pormenores dos procedimentos “arquitectados” e de uma injustiça absurda são dados a conhecer em Fatima Priest. Durante o processo, o Arcebispo Grochelewski, agora juiz principal no caso (depois de o Cardeal Agustoni ter sido forçado a recusar esse lugar, por parecer ter, sobre o caso, um juízo já formado), reconhece que, na realidade, o caso não é sobre a incardinação do Padre Gruner, mas sim sobre aquilo que ele diz (acerca de Fátima). Este é o real motivo dos numerosos e ilícitos procedimentos sem precedentes contra o Padre Gruner, embora isso não conste (por escrito) em lugar algum dos autos. É sabido que um princípio básico da justiça natural é que todo o acusado tem de ser informado das acusações precisas feitas contra ele, para se poder defender. Então, pôr o Padre Gruner em tribunal por uma alegada “ofensa” referente à sua incardinação, quando o verdadeiro assunto é aquilo que ele diz acerca da Mensagem de Fátima, é ridicularizar este princípio legal. 
  
Outubro, 1998 - As várias mentiras, insinuações e acusações contra o Padre Gruner são sumariadas num longo documento acusatório. Quem o prepara e promulga é um Promotor de Justiça nomeado expressamente pelo aparelho do poder do Vaticano, para preparar um sumário (supostamente “imparcial”) das posições canónicas de ambas as partes. É dito ao Padre Gruner que não pode sequer ter uma cópia deste documento “imparcial,” a menos que preste um juramento de completo sigilo. Este estranho pedido é emanado do próprio Tribunal. (Uma cópia desta exigência do tribunal em guardar sigilo está disponível a qualquer Bispo que a peça.) Como o Padre Gruner se recusa a prestar esse juramento de sigilo, vê-se obrigado a examinar o documento do Promotor na presença do seu advogado canónico - que, para esse efeito, tem de ir de Roma ao Canadá e, depois, regressar a Roma com o documento, sem deixar uma cópia. 
  
10 de Outubro, 1998 - O documento do Promotor revela, pela primeira vez, a existência de umas 20 cartas que circulam em segredo contra o Padre Gruner e o seu apostolado. Essas cartas, cheias de falsas interpretações e de mentiras mais que evidentes, provêm de certos membros da Congregação do Clero, do Secretariado de Estado do Vaticano e até mesmo da Congregação do Cardeal Ratzinger, e vêm já desde os inícios dos anos oitenta. 
10 de Dezembro, 1998 - Apesar dos obstáculos (quase impossíveis de transpor) e de um tempo muito limitado para a resposta, o Padre Gruner entrega para apreciação uma resposta canónica de oitenta páginas ao documento do Promotor, a refutar, de modo conclusivo, todas as suas alegações: o documento do Promotor nunca mais é mencionado pelo Tribunal. 
  
Dezembro, 1998 - Por correio registado, o Padre Gruner pede que lhe enviem cópia daquelas cerca de 20 cartas, dimanadas, contra si, da Congregação do Clero e do tribunal - cartas que nunca lhe são fornecidas. É nas suas costas que continuam a circular mentiras que impedem grandemente os seus esforços de persuadir os Bispos de que a Consagração da Rússia tem de ser feita de maneira correcta, para evitar a aniquilação de nações, tal  como adverte Nossa Senhora de Fátima. 
  
Agosto, 1999 - O Padre Gruner fornece ao Bispo de Avellino uma nova prova documental que demonstra que ele está incardinado: não em Avellino, mas em outro lugar. 
  
3 de Setembro, 1999 - A Signatura Apostólica publica uma decisão, pós-datada como tendo sido de 10 de Julho de 1999. A manifesta carência de fundamentos de que a decisão dá provas é demonstrada quer por um capítulo de Fatima Priest, “A Law For One Man” (Uma lei para um só homem), quer por documentos anexados à refutação que o Padre Gruner fará a 14 de Outubro de 1999 (reproduzido também emFatima Priest, edição de 2000) - a que a Signatura Apostólica não dá qualquer resposta. Entretanto, sendo pressionado, o terceiro advogado canónico do Padre Gruner acaba por se voltar contra ele (o mau comportamento dos dois primeiros canonistas é igualmente pormenorizado em Fatima Priest). É útil saber que, para defender 400.000 Sacerdotes católicos na Signatura, são só permitidos 16 canonistas; daí, ser fácil exercer pressão sobre estes advogados, ameaçando-os de lhes ser impedido o acesso a esse Tribunal. 
  
12 a 18 de Outubro, 1999 - A “Conferência para a Paz” promovida pelo apostolado em Hamilton, Ontário (Canadá), é sujeita às mesmas formas de perseguição, de abuso de autoridade e de falsidades calculadas - as mesmas que impediram as anteriores conferências do apostolado sobre Fátima. Assistem alguns Bispos e Sacerdotes, mas em número reduzido: é que foi muitíssimo difícil divulgá-la junto de Sacerdotes e Bispos, devido à campanha do Vaticano para denegrir a reputação do Padre Gruner e do seu apostolado. Tomam parte da Conferência mais de 300 pessoas, na sua maioria, leigos. 
  
22 de Novembro, 1999 - O Padre Gruner envia ao Papa uma segunda acusação canónica, registada, e da estação de correios do Vaticano. Esta queixa envolve o nome dos Cardeais Agustoni, Innocenti e Sanchez, os Arcebispos Sepe e Grochelewski, e Mons. D. Antonio Forte. 
  
Dezembro, 1999 - O segundo volume dos manuscritos do Padre Alonso é finalmente publicado, mas tremendamente modificado. Os outros 22 volumes continuam por publicar (passados 25 anos), embora em 1975 estivessem já totalmente prontos para imprimir. 
  
20 de Abril, 2000 - O Padre Gruner invoca a lei 1506 do Direito Canónico, segundo a qual o Papa é obrigado a aceitar as acusações canónicas contra os referidos Cardeais e ispos. 
  
Assim, as acusações são consideradas aceites sob o Direito Canónico - em Maio de 2000, quando tinha já passado o prazo limite. Apesar de obrigado a responder pela lei que ele mesmo promulgou, o Papa não o faz, quando até mesmo ele deve obediência à Lei prevalecente da Igreja, até ao momento em que ele próprio venha a promulgar uma nova lei que substitua a anterior. 
  
13 de Maio, 2000 - Durante as cerimónias de Beatificação dos Pastorinhos Jacinta e Francisco, o Cardeal Sodano anuncia que o Terceiro Segredo de Fátima será revelado. (Já anteriormente o Secretariado de Estado tinha tentado afastar de Fátima as cerimónias de Beatificação, deslocando-as para o Vaticano e incluindo-as numa cerimónia de beatificação de grupo que envolvia outros Beati sem qualquer relação com as aparições de Fátima.) 
  
Todavia, o “Terceiro Segredo” que é revelado é uma versão enganadora, pois o Cardeal Sodano afirma que ele consiste numa visão, na qual «o Papa cai por terra, como morto». Ora, o verdadeiro texto da visão (que será revelado no mês seguinte) afirma que o Papa é assassinado.O Cardeal Sodano está claramente a preparar o caminho para uma “interpretação” errada, segundo a qual o culminar do Terceiro Segredo se deu em 1981, com o atentado (frustrado) contra a vida do Papa, e que todos os acontecimentos profetizados no Segredo - e passo a citar: «pereçam pertencer já ao passado». 
  
5 de Junho, 2000 - Neste dia o Cardeal Castrillón Hoyos assina uma carta ameaçando o Padre Gruner com uma «excomunhão», para a qual não há qualquer fundamento. A carta é entregue em casa do Padre Gruner por um emissário do Vaticano, no dia 21 de Junho, às 10 horas da noite. E esse emissário, enquanto se dirige para a sala de estar do Padre Gruner, mente ao dizer que trazia boas notícias “do Santo Padre”. 
  
26 de Junho, 2000 - Numa conferência de imprensa, o Vaticano publica um texto que, segundo afirma, é a totalidade do Terceiro Segredo: o texto descreve uma visão na qual o Papa (um «Bispo vestido de Branco») é assassinado por um pelotão de soldados que o abatem a tiro, estando ele ajoelhado aos pés de uma grande cruz de madeira situada no cimo de um monte, e depois de ter atravessado uma cidade meio arruinada e cheia de cadáveres. À execução do Papa segue-se a execução de muitos Bispos, Sacerdotes e leigos. 
  
As perguntas abundam. (Veja-se o artigo de Andrew Cesanek em The Fatima Crusader, nº 64.) Uma dessas perguntas é: -Por que razão é que o relato da visão, dado a público, não contém palavras de Nossa Senhora? Até porque o próprio Vaticano, ao anunciar que o Segredo não seria revelado em 1960, se referiu às «palavras que Nossa Senhora confiou aos três pastorinhos como segredo.» Esse relato da visão omite as palavras que vêm imediatamente a seguir a: «Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé etc.» - frase que a Irmã Lúcia incluiu na sua quarta memória como parte do texto integral do Terceiro Segredo de Fátima. 
  
Ora, essa frase acerca do dogma da Fé em Portugal é misteriosamente “despromovida” a nota de rodapé no comentário do Vaticano sobre o Segredo, tendo sido ignorada tanto pelo Cardeal Ratzinger como por Mons. D. Bertone, co-autores do comentário. Na parte do comentário que redigiu, o Cardeal Ratzinger declara, especificamente, que ele e Monsenhor D. Bertone seguem a “interpretação” do Cardeal Sodano: i.e., que a Mensagem de Fátima (e o Terceiro Segredo em particular) se relaciona inteiramente com acontecimentos que, agora, pertencem ao passado. Assim sendo, o Cardeal Ratzinger afirma que o facto de o Papa ter escapado à morte em 1981 é o que a visão representa: o Papa a ser morto.(Até os próprios meios de comunicação social leigos reconhecem a falsidade desta interpretação). 
  
O texto da visão agora dado a público não contém nenhum dos elementos descritos pelo Cardeal Ratzinger na entrevista, misteriosamente censurada na revista Jesus, de 1984: nada se diz sobre «os perigos que ameaçam a Fé e a vida do Cristão, e, consequentemente do Mundo», nem sobre «a importância dos ‘novíssimos’», nem sobre o que está contido em «várias outras aparições de Nossa Senhora» aprovadas pela Igreja, nem sobre as profecias «anunciadas nas Sagradas Escrituras». Além disso, enquanto em 1984 (três anos depois do atentado à vida do Papa) o Cardeal Ratzinger diz que o Terceiro Segredo contém «uma profecia religiosa», agora vem afirmar que não se trata de profecia nenhuma, mas apenas de uma descrição de acontecimentos do passado, que culminam na tentativa de assassinato de 1981. 
  
“A decisão tomada pelo Santo Padre João Paulo II de tornar pública a 
terceira parte do <segredo> de Fátima, encerra um pedaço da história, 
marcado por trágicas  veleidades humanas de pode e de iniquidade” (...) 
  
Ainda por cima, o comentário do Cardeal Ratzinger escandaliza gravemente os Fiéis, ao afirmar que o Triunfo do Coração Imaculado de Maria não é mais do que a vitória do amor sobre as bombas e as armas, e que a devoção ao Coração Imaculado de Maria nada mais significa do que fazer cada pessoa a vontade de Deus, adquirindo para si, deste modo, um ‘coração imaculado’. Quanto à conversão da Rússia ao Catolicismo e à difusão por todo o Mundo da devoção ao (único) Imaculado Coração de Maria, nem sequer são mencionados no comentário do Cardeal Ratzinger. 
  
A única “autoridade” acerca de Fátima a que Ratzinger se refere é o Padre Édouard Dhanis, S.J., um Jesuíta modernista que gastou vários anos a insinuar a dúvida sobre os elementos proféticos da Mensagem de Fátima no que diz respeito à Rússia. Dizia ele que esses elementos da Mensagem eram invenções piedosas da Irmã Lúcia. Resta dizer que o Padre Dhanis se recusou a estudar os arquivos oficiais de Fátima ou a consultar outros documentos privados que estariam à sua disposição, só para não ter que desdizer a sua falsa tese. 
  
  
  
Seguindo os erros do Padre Dhanis, que reduzem Fátima a uma piedade genérica sem qualquer profecia de acontecimentos futuros, o Cardeal Ratzinger conclui a parte do comentário da sua autoria afirmando que toda a Mensagem de Fátima se resume a: oração e penitência. 
  
Depois, a pasmosa afirmação de Mons. D. Bertone, assessor do Cardeal Ratzinger na elaboração deste comentário (parcialmente reproduzida na foto acima, extraída do folheto do Vaticano A Mensagem de Fátima), mostra quão profundamente tanto Mons. Bertone como todo oestablishment anti-Fátima caíram no erro e no revisionismo. Diz ele que a promessa de Nossa Senhora, de que seria concedido aos homens um período de Paz, estava dependente de ser tornado público o Terceiro Segredo - o que é falso. O que Nossa Senhora disse foi que seria concedido ao Mundo um período de paz,  quando a Rússia tivesse sido consagrada ao Seu Coração Imaculado e, consequentemente, se tivesse convertido. Quem não tivesse visto, impressas, as palavras de Mons. D. Bertone, teria duvidado que qualquer teólogo católico ou qualquer elemento do Clero, em plena lucidez, avançasse uma interpretação tão falsa e tão grave da Mensagem de Fátima: em vista do actual estado do Mundo, a afirmação de Mons. D. Bertone de termos chegado ao fim de «um pedaço de história, marcado por trágicas veleidades humanas de poder e de iniquidade» toca as raias da mais completa tolice. 
  
Pensará ele que vivemos hoje uma época de paz e de tranquilidade? Além de tudo isto, Mons. Bertone chega a afirmar, na sua parte do comentário, que «é sem fundamento» qualquer pedido de Consagração da Rússia. Como única prova daquilo que afirma, cita uma pretensa “carta da Irmã Lúcia” dirigida, em 1989, a um destinatário não identificado - “prova” que se destrói a si mesma por (falsamente) declarar que o Papa Paulo VI, quando da sua visita a Fátima em 1967, consagrou o Mundo inteiro ao Coração Imaculado de Maria, coisa que nunca aconteceu. E a Irmã Lúcia nunca poderia ter cometido um tal erro, uma vez que assistiu, na totalidade, à breve visita a Fátima do Papa Paulo VI. 
  
Por incrível que pareça, a Irmã Lúcia foi a única pessoa que não participou na “revelação” pública do Terceiro Segredo, a 26 de Junho de 2000: ainda não lhe é permitido falar, embora se diga publicamente que a Mensagem de Fátima foi totalmente revelada e que agora já não há mais nada oculto; nunca foi pedido o seu testemunho (que seria crucial) sobre a Consagração da Rússia, embora tanto os Cardeais Sodano e Ratzinger, como o Mons. D. Bertone e outros membros do aparelho do poder do Vaticano tivessem estado em Fátima semanas antes, e lhe pudessem ter falado acerca do assunto. Só a carta de 1989 - que, como vimos, não merece crédito algum - é a única evidência em que, expressamente, assenta a confiança destes funcionários do Vaticano para a sua pretensão de que a Consagração foi, realmente, feita. Ora, é curioso verificar que até hoje, nunca ninguém pediu à Irmã Lúcia para declarar a autenticidade desta carta. 
  
  
  
Ao concluir esta conferência de imprensa (26 de Junho de 2000), o Cardeal Ratzinger menciona o Padre Gruner pelo seu nome, afirmando que ele tem de se submeter ao «Magistério da Igreja», quanto ao que foi afirmado a respeito de Fátima e da Consagração da Rússia. No entanto, não há qualquer afirmação do Papa no sentido de ele próprio ter proclamado a Consagração como já feita e dada por concluída. Também o Papa não assume qualquer papel nem nesta conferência de imprensa de 26 de Junho, nem no comentário de Ratzinger/Bertone: logo, não se trata de um documento do Magistério da Igreja (da função doutrinal do Papa, ou do Papa juntamente com todos os Bispos em união com ele) - pelo que ninguém tem a obrigação de acreditar na interpretação de Ratzinger e Bertone. Aliás, o próprio Cardeal Ratzinger o admite. 
  
11/12 de Julho, 2000 - O Padre Gruner continua a oferecer resistência à infundada ameaça de excomunhão feita pelo Cardeal Castrillón Hoyos, e publica a resposta que lhe dirige. É de notar que o Padre Gruner é o único Sacerdote a sofrer um ataque público tão directo por parte de um Cardeal do Vaticano; e que, por outro lado, o Vaticano fecha os olhos aos inúmeros Sacerdotes que, em todas as nações, espalham heresias e se entregam a comportamentos inexprimivelmente escandalosos. 
  
14 de Julho, 2000 - O Padre Gruner tem notícia de que o Cardeal Castrillón Hoyos dá ordens a vários Núncios para que, de todo o Mundo,chovam falsas acusações flagelando o Padre Gruner: o Núncio das Filipinas, por exemplo, faz circular a mentira de que o Padre Gruner forjou documentos do Secretariado de Estado do Vaticano, para implicar o Vaticano na aprovação do seu apostolado – coisa manifestamente absurda. Todas estas mentiras são refutadas na declaração publicada pelo apostolado. (Veja-se Fatima Priest.) O Padre Gruner pede repetidamente ao Cardeal Castrillón Hoyos que se retracte, quanto à falsa acusação que lhe fez de ter falsificado documentos. O Cardeal não faz mais do que ignorar esses pedidos e, em vez de se retractar, apenas altera a acusação transformando-a num alegado “uso inapropriado” de documentos genuínos, recusando-se, assim, a admitir que a acusação anteriormente feita tinha sido uma mentira. Todas as acusações do Cardeal Castrillón Hoyos se encontram refutadas na resposta do apostolado; no entanto, ele recusa-se a retractar qualquer uma das suas falsas alegações. 
  
15 de Julho, 2000 - O número 64 de The Fatima Crusader é publicado pelo Padre Gruner. Este número demonstra que o texto do Terceiro Segredo que foi revelado a 26 de Junho está incompleto. (Veja-se, especialmente, o artigo sobre a existência de dois textos, por Andrew Cesanek. Há cópias disponíveis deste artigo em Italiano, Inglês, Espanhol, Frances e Português, no site de Fátima na Internet:
www.fatima.org. Veja-se também o capítulo 12.) 
  
8 de Agosto a 16 de Outubro, 2000 - O Cardeal Castrillón Hoyos não só se recusa a retirar a ameaça de excomunhão, como, a meados de Outubro, diz que vai entregar o assunto a uma «mais alta autoridade». Recusa-se a identificar quem seja essa «mais alta autoridade», mas é evidente que se trata do Secretário de Estado do Vaticano. 
  
31 de Agosto, 2000 - Padre Gruner apresenta ao Santo Padre um segundo memorando, acerca da sua queixa canónica e do recurso ao Papa contra os Cardeais Innocenti, Sanchez e Agustoni, os Arcebispos Sepe e Grochelewski, e Mons. D. Antonio Forte, ao abrigo da Lei 1506 do Direito Canónico, com o fundamento de abuso de poder e violação do devido procedimento canónico. A acusação faz notar que (a menos que / e até que o Papa promulgue uma nova lei) o próprio Papa é obrigado, pelas leis que já promulgou, a ouvir o caso. 
  
8 de Outubro, 2000 - Uma nova consagração do Mundo, mas não da Rússia, é realizada no Vaticano, numa cerimónia chamada uma “dedicação”. Embora os propagandistas anti-Fátima digam que a Consagração da Rússia é impossível, cerca de 1.400 Bispos e 76 Cardeais estão, a esta data, reunidos no Vaticano, e podem facilmente mencionar a Rússia pelo seu nome durante a “dedicação”. Na verdade, alguns Bispos pensam que é exactamente isso que vão fazer; mas o texto da dedicação, tornado público só na véspera da cerimónia, a 7 de Outubro, não faz qualquer referência à Rússia. Menciona, sim, uma «dedicação» do Mundo, «dos desempregados», «da juventude que busca um sentido para a vida» e outros objectos de «dedicação» - tudo e todos, menos a Rússia. 
  
30 de Novembro, 2000 - A revista Inside the Vatican revela que um Cardeal, referido como «um dos conselheiros mais próximos do Santo Padre» confessa que Sua Santidade foi aconselhado a não mencionar a Rússia em qualquer cerimónia de consagração, porque isso ofenderia os Ortodoxos Russos. Deste modo foi confirmado, por um prelado do Vaticano, que foi a Ostpolitik e a diplomacia do Vaticano que impediram a Consagração específica da Rússia. 
  
20 de Dezembro, 2000 - A esta data, o Padre Gruner acaba a redacção de uma queixa canónica, que dirige a Sua Santidade o Papa João Paulo II, contra o Cardeal Castrillón Hoyos, por crimes contra a Lei da Igreja; e pede formalmente, utilizando a devida fórmula canónica, a demissão do referido Cardeal do lugar que ocupa. Para tanto, invoca os Cânones 1405, 1406 e 1452 §1, ao abrigo dos quais o único juiz competente em tais casos é o Papa, e que o Papa é obrigado a decidir a queixa. 
  
16 de Maio, 2001 - Como um reflexo do crescente cepticismo de milhões de Católicos, Madre Angélica declara, nesta data, no programa (em directo) que mantém na televisão nos E.U.A., que não acredita que o Vaticano tenha revelado a totalidade do Terceiro Segredo:  «Com respeito ao Segredo, acontece que eu sou uma daquelas pessoas que pensa que não nos foi revelado na totalidade. Já lhes digo! Claro que cada um tem o direito à sua própria opinião, não é, Senhor Padre? Pois esta é a minha opinião. É que eu acho que [o Terceiro Segredo] é assustador. E penso que a Santa Sé não iria anunciar qualquer coisa de que não há a certeza que aconteça, mas que talvez vá acontecer. Então, que fará [a Santa Sé] se tal não se realizar? O que eu quero dizer é que a Santa Sé não possui, em si mesma, os meios que lhe permitam fazer profecias.» 
30 de Agosto, 2001 - O Centro de Fátima envia uma carta a milhares de jornalistas e líderes mundiais, contendo o seguinte aviso, à luz da Mensagem de Fátima:   «Virá um dia, e mais cedo do que se pensa, em que as bombas começarão a explodir, mesmo nas regiões ‘pacíficas’ do Mundo.» 
  
11 de Setembro, 2001 - Terroristas tomam de assalto dois aviões e lançam-nos de encontro às torres gémeas do World Trade Center, em Nova York, provocando o seu total desmoronamento. Outro avião, igualmente desviado, vai despenhar-se sobre o Pentágono. Mais de 3.000 pessoas são mortas, no acto terrorista mais sangrento que o Mundo jamais viu. Este acto de guerra é uma prova cabal de que a Consagração da Rússia, que Nossa Senhora prometeu traria a Paz ao Mundo, ainda não foi feita - embora o establishment anti-Fátima insista que a Mensagem de Fátima já foi plenamente cumprida com a consagração do Mundo em 1984, e que o triunfo do Imaculado Coração de Maria está iminente. 
  
12 de Setembro, 2001 – Pondo a claro a sua estranhíssima obsessão pelo Padre Gruner e pelo seu apostolado de Fátima, o Gabinete de Imprensa do Vaticano, pressionado por certos funcionários, publica, logo no dia a seguir ao pior ataque terrorista da História, uma “Declaração” a todo o Mundo, dizendo que o Padre Gruner foi “suspenso” do sacerdócio, e que ninguém deve tomar parte numa conferência para a paz relacionada com Fátima e organizada pelo apostolado em Roma, de 7 a 13 de Outubro de 2001. Mais se afirma que essa “Declaração” foi divulgada por «um mandato de uma mais alta autoridade». O artigo indefinido uma, cuidadosamente inserido na frase «umamais alta autoridade», indica claramente que a “autoridade” em questão não é a mais alta “autoridade” da Igreja - ou seja, o Papa. A expressão “uma mais alta autoridade” é a voz subtil do Vaticano, na pessoa do Secretário de Estado - o Cardeal Sodano. Mas em toda e qualquer circunstância, dentro da lei da Igreja, um “mandato” emanado por um anónimo é nulo e sem qualquer força legal. 
  
Mais: a “Declaração” não fornece bases para a dita “suspensão” do Padre Gruner, não havendo outra fundamentação que não seja a acusação, falsa, de que ele não se esforçou por conseguir encontrar outro Bispo que o quisesse incardinar, pelo que deve “regressar” a Avellino, após 23 anos. Esta “falha” que é apontada ao Padre Gruner é exactamente a mesma que a burocracia do Vaticano tinha engendrado aquando da sua interferência (sem precedentes) nas ofertas de incardinação apresentadas, ao longo dos anos, por uma série de Bispos - todos eles amigos do Padre Gruner e desejosos de encorajar o seu trabalho de apostolado. 
  
O aviso proveniente do Vaticano afirma que esta Conferência de Roma, não «goza da aprovação da autoridade eclesiástica» - declaração, evidentemente, calculada para enganar, pois estes funcionários do Vaticano sabem perfeitamente que não é precisa aprovação nenhuma ao abrigo da Lei da Igreja (Cânones 212, 215, 278, 299), que garante o direito natural de Clerigos e leigos se associarem para discutirem assuntos preocupantes no seio da Igreja. Por incrível que pareça, os funcionários do Vaticano nunca tomaram medidas tão drásticas; ou, melhor, nunca tomaram quaisquer medidas para impedir as inúmeras conferências ou outros encontros que constantemente e por toda a parte se realizam, no seio da Igreja, por iniciativa de Sacerdotes, Religiosas e leigos - e que divergem abertamente da sã doutrina Católica. Quer isto dizer que estes mesmos funcionários parecem ver na Mensagem de Fátima a maior ameaça à Igreja actual. 
  
O facto de o Vaticano aumentar a perseguição ao Padre Gruner apenas algumas horas depois de milhares de Americanos terem sido chacinados num ataque terrorista sem precedentes demonstra - para além de qualquer dúvida - a total perversidade da oposição à Mensagem de Fátima por parte de certos elementos da burocracia do Vaticano: nem a propagação de heresias, nem os inúmeros escândalos sexuais que têm envolvido membros do Clero durante os últimos quarenta anos, nunca provocaram uma tal reacção destes mesmos elementos do Vaticano, de quem, por obrigação e dever, se espera que protejam a Igreja dos seus verdadeiros inimigos. É um mistério de iniquidade que o primeiro imperativo destes funcionários do Vaticano, embora no meio do derramamento de sangue e da apostasia que se multiplicam pelo Mundo inteiro, se tenha tornado a supressão da Mensagem de Fátima - o único meio pelo qual esse derramamento de sangue e essa apostasia podem ser evitados. 
  
13 de Setembro, 2001 - O Centro de Fátima responde à “Declaração” publicada pelo Gabinete de Imprensa do Vaticano, fazendo notar, entre outras coisas, que o Padre Gruner parece ter sido o único Sacerdote que, na memória viva da Igreja, foi denunciado publicamente ao Mundo devido a uma “ofensa” não especificada, por «uma mais alta autoridade» - que, afinal, ninguém sabe quem é. 
  
21 de Setembro, 2001 - Depois de ter recebido uma «chamada telefónica eclesiástica» de alguém da burocracia do Vaticano (como depois confessou em privado), uma funcionária da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Roma, envia uma carta a avisar que não atenderão ao contrato com o apostolado para obter facilidades para a Conferência para a Paz no Mundo, de 7 a 13 de Outubro de 2001, em Roma - recusando-se, assim, a honrar o seu contrato escrito. Tudo isto menos de três semanas antes do começo da Conferência, e depois de o apostolado ter gasto mais de 100.000 dólares em publicidade e preparativos diversos. Pressionada para que dê uma explicação para esta dissolução do contrato, a Universidade Católica do Sagrado Coração responde que tinha (subitamente, surgiu-lhe essa urgência imprevisível de organizar uma «inspecção estrutural» das condições que poderia oferecer - inspecção que decorreria, precisamente, durante a semana prevista para a Conferência do apostolado! 
  
28 de Setembro, 2001 - O Padre Gruner recebe uma carta datada de 24 de Agosto de 2001 directamente do Bispo Dziwisz, secretário pessoal do Papa, que é reproduzida fotograficamente, assim como a sua tradução portuguesa, na página seguinte. Nesta carta, o Bispo Dziwisz deseja calorosamente ao Padre Gruner o melhor êxito para a já próxima Conferência, em Roma, sobre Fátima e a Paz no Mundo, e a expressar a sua pena por não estar presente na Conferência devido ao Sínodo dos Bispos - a ocorrer exactamente ao mesmo tempo. Ora a expressão de apoio e os desejos de bom sucesso dirigidos ao Padre Gruner pelo Senhor Bispo Dziwisz - que tem exercido as funções de secretário pessoal do Papa João Paulo II há já uns bons 35 anos e que, para o Santo Padre, é como um filho - demonstram bem que a denúncia (sem fundamento) do Padre Gruner, publicada a “mando de uma mais alta autoridade” em 12 de Setembro de 2001, nunca poderia ter sido emanada da Casa Pontifícia. Logo, resta o Cardeal Sodano como a única outra “mais alta autoridade” que poderia ter instigado tão infundada denúncia. 
  
25 de Outubro, 2001 - O Cardeal Ratzinger admite haver uma “desestabilização [d]o equilíbrio interno da Curia Romana” devido ao conteúdo de uma carta da Irmã Lúcia dirigida ao Papa (logo a seguir ao ataque terrorista de Nova York, a 11 de Setembro) respeitante ao Terceiro Segredo e aos perigos que ameaçam o Mundo e a própria pessoa do Papa. Ratzinger não nega explicitamente a existência desta carta. Ora o facto de o admitir indica que a onda de cepticismo que envolve a revelação feita pelo Vaticano da alegada Terceira Parte da Mensagem de Fátima se estende, visivelmente, ao interior da própria Cúria. 
  
Dezembro, 2001 - O Padre Gruner dá uma entrevista à Directora da The Fatima Crusader num artigo intitulado “Não dispare sobre o mensageiro”. Destaca-se a seguinte declaração: «A lei de Deus e a própria lei da Igreja Católica (o Direito Canónico) dizem claramente [vejam-se os Cânones 221, 1321, 1323] que, na Igreja Católica, nenhum Sacerdote pode ser castigado com punição alguma se esse Sacerdote não cometeu um acto criminoso, ou uma transgressão da lei ou de algum preceito da Lei Eclesiástica. Uma vez que o Padre Gruner jamais cometeu um tal crime ou transgressão, é absolutamente claro e certo que o Padre Gruner não está suspenso a divinis. Qualquer um, mesmo um Cardeal, que diga que o Padre Gruner está suspenso, ou está mal informado ou é mal intencionado.» 
  
Castel Gandolfo, 24 de Agosto de 2001 
  
       “Reverendo Padre: 
       “Na carta do passado dia 10 de Julho convidou-me V. Rev.ª a participar na Quinta Conferência para a Paz no Mundo que terá lugar em Roma, de 7 a 13 de Outubro. 
       “Agradeço-lhe vivamente e até este momento mantenho a esperança de que esta reunião, que aborda um tema tão importante como a Paz no Mundo, seja coroada de grande êxito. 
       “Não me será possível estar presente nesse evento porque, nessa altura, o Sínodo de Bispos estará a decorrer aqui, no Vaticano. 
       “Com cordiais saudações, e na esperança de que Nosso Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora de Fátima, conceda a todos todo o Bem que desejam.” 
(Assinado)                             (Bispo) † Stanislaw Dziwisz 
  
  
  
  
20 de Dezembro, 2001 - Em resposta ao crescente cepticismo público sobre a totalidade da revelação do Terceiro Segredo pelo Vaticano, é subitamente o próprio aparelho de Estado do Vaticano que sai a público com uma “entrevista” secreta da Irmã Lúcia, supostamente conduzida pelo Arcebispo Bertone - e efectuada mais de um mês antes (a 17 de Novembro) no Convento das Carmelitas em Coimbra. Essa “entrevista” consiste - unicamente - no relato de Bertone, em Italiano, sobre aquilo que a Irmã Lúcia supostamente terá dito em Português. Segundo o que diz Bertone, a Irmã Lúcia terá dito que a Consagração do Mundo feita em 1984 foi “aceite pelo Céu” (com que fundamento foi “aceite” é que ela não disse), e que “tudo tinha sido publicado”. 
  
Essa “entrevista”, que Bertone afirma ter-se prolongado por duas horas, contém apenas 44 palavras alegadamente provindas da boca da Irmã Lúcia, respeitantes aos assuntos em controvérsia (a Consagração da Rússia e o Terceiro Segredo). Não é facultada qualquer transcrição ou outro registo independente dessa “entrevista”, tornando impossível determinar com precisão que perguntas terão sido feitas à Irmã Lúcia durante um interrogatório de duas horas à porta fechada, ou qual o contexto em que se encontram inseridas essas tais 44 palavras que ela alegadamente pronunciou durante essas duas horas - das quais não há qualquer registro gravado. [As inúmeras circunstâncias suspeitas desta “entrevista” secreta encontram-se analisadas no artigo intitulado “Deixem-nos ouvir a Testemunha, pelo amor de Deus!”, do Dr. Christopher A. Ferrara, no Número 70 do The Fatima Crusader (Primavera de 2002). Veja-se também o Capítulo 14 deste livro.] 
  
Janeiro de 2002 - Apesar de o Vaticano ter afirmado que o Terceiro Segredo foi publicado na íntegra, a Irmã Lúcia continua sob a ordem de não falar em público da Mensagem de Fátima sem prévia autorização do Cardeal Ratzinger ou, pessoalmente, do Papa. E como o Mundo se precipita na violência e na falta de Deus, a Consagração da Rússia continua por fazer. Por isso, a aniquilação das nações está suspensa da balança e o Mundo prepara-se para a guerra. Na altura em que se está a imprimir este livro, em Agosto de 2003, a ameaça de guerra cresce cada vez mais e a Irmã Lúcia continua, ainda, obrigada ao silêncio. 
  
Qual é o estado da questão? 
  
É este o estado da questão, mais de 86 anos depois de a Mensagem de Fátima ter sido confiada aos três pastorinhos pela Mãe de Deus:



  • O pedido, tão simples, da Santíssima Virgem, de que a Rússia como nação - e não o Mundo, nem os desempregados, nem a juventude à procura de significado - seja consagrada ao Coração Imaculado de Maria, ainda tem que ser honrado. Esta não-realização é tão inexplicável como a dos Reis de França, em 1689, perante o pedido de Nosso Senhor para a Consagração de França ao Seu Sacratíssimo Coração. Todavia, esta não-consagração da Rússia trará consequências infinitamente mais ruinosas do que as que aconteceram à França durante a Revolução Francesa.


  


  • Somos testemunhas de uma tentativa sistemática de alterar a Mensagem de Fátima, para eliminar qualquer referência à consagração ou à conversão da Rússia, e para reduzir a Mensagem a um simples relato de eventos passados e a uma chamada de atenção para a piedade individual. Este revisionismo de Fátima é acompanhado de facto por um “saneamento” que parte da própria Igreja: quer por meio de chamadas à “obediência,” para negar a verdade, quer por meio de ameaças de excomunhão, quer pelo assassínio do carácter de qualquer pessoa que contradiga a “linha do partido” do Secretariado de Estado do Vaticano, quando afirma que Fátima pertence ao passado e que a Consagração da Rússia não deve ser mencionada nunca mais.


  


  • A suposta revelação do Terceiro Segredo pelo establishment anti-Fátima do Vaticano provoca mais perguntas do que aquelas a que responde. A visão ambígua de «um Bispo vestido de Branco», relatada em quatro páginas e tornada pública a 26 de Junho de 2000, não tem qualquer semelhança com o documento de uma só página que contém «as palavras que Nossa Senhora confiou aos três pastorinhos como segredo» - um documento que foi visto por várias testemunhas e que foi descrito, com considerável pormenor, pelo Cardeal Ratzinger, em 1984. A “interpretação” da visão pelo poder anti-Fátima instalado no Vaticano - de que o assassinato do “Bispo vestido de Branco”, bem como de muitos outros Bispos, Sacerdotes, Religiosos e leigos, por um bando de soldados, representa o atentado fracassado contra a vida do Papa João Paulo II, por um só assassino - é francamente difícil de acreditar e, obviamente, inventada para abrir caminho à “linha do partido” de que a Mensagem de Fátima pertence ao passado.


  


  • Entretanto, passados quase 20 anos depois da alegada “consagração” de 1984, o que vemos na Rússia? Há dois abortos por cada recém-nascido vivo, e a população diminui cerca de 700.000 almas por ano; Vladimir Putin assinou um pacto de amizade com a China vermelha; a Rússia tornou-se um centro mundial de produção de pornografia infantil; a Igreja Católica é rodeada por restrições legais insustentáveis e está proibida de pregar a conversão ou, ainda, de ter Sacerdotes e Bispos permanentes e residentes no país (só lhes sendo permitido ficar por prazos de três meses). Sugerir que uma nação que faz tais coisas começou já a sua conversão por meio da Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria é uma pretensão tão blasfema como absurda.


  


  • Como os revisionistas de Fátima continuam a insistir que a Mensagem de Fátima pertence ao passado, as guerras encarniçam-se por todo o globo e o Mundo vai descendo, cada vez mais rapidamente, a um abismo de corrupção total. O ataque contra a América a 11 de Setembro de 2001 é um aviso extremo de que o Mundo se está a aproximar, mais e mais, daquela aniquilação de várias nações que Nossa Senhora de Fátima anunciou seria o resultado de não obedecer ao Seu pedido de Consagração.


  


  • Houve sempre quem se tenha oposto à Mensagem de Nossa Senhora sobre a Paz no Mundo, através da consagração e conversão da Rússia; por isso, se rejeitaram os avisos que a Senhora de Fátima deu ao Mundo em 1917. Já ao tempo das Aparições, é bem conhecido o caso da prisão brutal dos três pastorinhos, pelas autoridades representantes do governo português.


  
Igualmente bem documentadas são as perseguições impiedosas que, em todo o Mundo, têm sofrido os que acreditam em Fátima, sob regimes comunistas e maçônicos. 
  
Menos familiar a muitos, todavia, é a luta, dentro da própria Igreja, por causa da Mensagem de Fátima e da sua importância - que perdura e tem toda a actualidade nos nossos dias. Apesar da aprovação oficial das Aparições de Fátima, ainda hoje existe, dentro da Igreja, um grupo pequeno mas poderoso que age activamente no sentido de suprimir a Mensagem completa de Nossa Senhora. 
  
No entanto, milhões de almas olham ainda para a Mensagem de Fátima com Fé e com esperança, e continuam a acreditar que a Mãe de Deus não veio à nossa terra em vão. Unidas numa grande cruzada, mais de CINCO MILHÕES de pessoas têm dirigido petições ao Papa, para que faça a Consagração da Rússia, e a divulgação pública e completa do Terceiro Segredo. 
  
Apresentamos esta cronologia na esperança de dar a todos os Católicos, e a outras pessoas de boa vontade, a oportunidade de julgarem os factos por si próprios. Não incluímos nenhum testemunho sem fundamento, nem documento algum cuja autenticidade seja questionável. 
  
Encorajamos vivamente todos os que procuram a luz salvadora da Mensagem de Nossa Senhora de Fátima a juntarem-se a nós, pedindo ao Santo Padre, o Papa, e a outros líderes da Igreja que libertem a Irmã Lúcia da obediência da sua pesada ordem de silêncio que dura há mais de 43 anos, para que possa dar a público o Terceiro Segredo de Nossa Senhora de Fátima na sua totalidade. 
  
Pedimos piedosamente a sua ajuda: leve esta informação à sua família, amigos e associados, e chame-lhes a atenção para a sua tremenda importância – que não poderia ser maior: ou a Paz para o Mundo, ou a aniquilação de várias nações; ou a salvação de milhões de almas, ou a condenação desses milhões de almas por toda a eternidade. 
  
Como sempre, Deus deixa nas nossas mãos a decisão: a escolha entre o Bem e o Mal. Ele nos dará a Graça para actuar, mas não nos obriga a fazer o que é justo: porque fazer o que é justo é a nossa obrigação como Católicos, diante de Deus. Façamos a justiça, respeitando a Mensagem do Céu que desceu a Fátima - para a nossa salvação, dos nossos entes queridos, da América, das nossas Pátrias e do Mundo inteiro.  Em Jesus, Maria e José, 
Padre Paul Kramer, 

B.Ph., S.T.B., M. Div., S.T.L. (Cand.) 
  
Se deseja receber mais exemplares desta Cronologia para distribuição gratuita entre os seus amigos e familiares, queira fazer o pedido para o seguinte endereço: 
  
Associação Missionária 

c/ R. Feliciano de Castilho. No 111, 2o Esq. 


3030-325 Coimbra – Portugal
 
  



Fonte: www.recadosaarao.com.br











Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 19/01/11 às 21:55:02 h.


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