
Postado em: 15/06/10 às 06:11:06 por: James
Categoria: Destaque
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"Nós buscamos a verdade": foi o que disse o arcebispo de Esmirna, Dom Ruggero Franceschini, a propósito do assassinato, no dia 3 de junho, do vigário apostólico da Anatólia, Dom Luigi Padovese, presidente do Episcopado turco, esfaqueado por seu motorista.
Segundo Dom Franceschini, o objetivo do homicídio seria "a desestabilização da Turquia e seu distanciamento da União Europeia". “Matei o Grande Satã! Alá é grande!” Foi com estas palavras que o motorista de Dom Luigi Padovese o assassinou brutalmente com múltiplas facadas e degolamento. O prelado italiano, bispo de Anatolia, era o presidente da Conferência Episcopal da Turquia. É esta mais uma morte, mais uma brutalidade contra os cristãos que não alcançará a grande mídia. Afinal, que importa ao mundo que cristãos sejam degolados, não é mesmo? Mas a violência contra o bispo não ficou em sua cruel morte. As primeiras notícias sobre o lamentável episódio eram de que o assassino, Murat Altun, 26 anos, sofria de depressão e havia passado por um período de loucura repentina, que havia causado a fúria assassina. Esta tese começou a cair quando testemunhas relataram que o covarde criminoso gritou, após o assassinato, as conhecidas palavras “Allah Akbar!” [Alá é grande!], indicando que tratava-se de um assassinato ritual de fundo religioso. E após esta pífia tentativa de justificar o assassinato por causa de uma suposta momentânea loucura, o motorista e seus defensores resolveram pegar o bonde do anti-catolicismo mundial ao alegar que a morte do prelado foi devido a um suposto homossexualismo do bispo e que este teria abusado do assassino. Detalhe: o motorista trabalhava para o D. Padovese há 4 anos, ou seja, desde os 22 anos de idade. Acreditar na suposta homossexualidade do bispo e, mais ainda, no tal “abuso” de um homem de 22 anos é tão irreal quanto acreditar que o islamismo é mesmo uma “religião de paz”. As múltiplas facadas e a cabeça que foi quase separada do corpo do bispo contam uma história bem diferente… E o motorista assassino e seus defensores são covardes ao extremo ao tentarem jogar lama no nome de um homem mesmo após brutalmente assassinado. Mas o fato é que de covardia os fundamentalistas islâmicos entendem bem, pois uma morte como a de D. Padovese não foi a primeira e, infelizmente, parece que não será a última durante um bom tempo. E é o absurdo da morte do bispo que nos deixa reconhecer uma vez mais a aguda inteligência de S.S. Bento XVI, que em seu discurso em Regensburg alertava exatamente para o absurdo de uma religião que se queira descolada da razão, e também para suas graves conseqüências. O motorista muçulmano, furiosamente bradando “Allah Akbar!, tendo as mãos ensangüentadas e um bispo morto a seus pés, tristemente ilustra exatamente o que o Papa denunciava há uns poucos anos. E as palavras do imperador bizantino Manuel II, citadas pelo Papa em sua aula, tornam-se bastante atuais: “Mostra-me também o que Maomé trouxe de novo, e encontrarás apenas coisas más e desumanas, como a sua ordem de difundir através da espada a fé que ele pregava.” Fora o tamanho da lâmina, parece mesmo que nada mudou. Que D. Luigi Padovese descanse em paz e que o Senhor Deus tenha misericórdia de todos nós
A Igreja na Turquia não acredita que o homicídio possa ter um móvel sexual, como se procurou fazer crer nos últimos dias, e tampouco na tese do desequilíbrio mental do assassino – o motorista de Dom Padovese, Murat Altun, de 26 anos.
O assassinato foi perpetrado segundo um preciso ritual islâmico. O assassino foi instruído muito bem e os mandantes do crime devem ter como objetivo desestabilizar o país e distanciar a Turquia da Europa, disse Dom Franceschini, numa entrevista à agência missionária de notícias AsiaNews.
"Queremos a verdade e apenas a verdade; não temos nada a esconder!" – disse o arcebispo de Esmirna, quando convidado para uma conversação reservada, com o ministro da Justiça turco e o juiz que está instruindo o processo, logo depois que chegaram a Iskenderun, para o funeral do bispo assassinado.
Para Dom Franceschini, tanto a pista do móvel sexual do crime como a de que o motorista seria um desequilibrado mental servem apenas para confundir as coisas e desviar das verdadeiras razões que motivaram o assassinato de Dom Padovese. Ele afirma que dias antes do homicídio, os médicos mandaram Murat embora do hospital, dizendo-lhe que ele estava tentando se passar por louco, mas que de louco não tinha nada. (AF)








