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Postado em: 18/02/10 às 08:42:25 por: James
Categoria: Destaque
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Opinião do presidente do dicastério para o diálogo inter-relogioso em Granada

GRANADA, quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org). – O presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, cardeal Jean Louise Tauran, respondeu com um enfático “não” à pergunta “devemos temer o Islã?”, título de uma conferência por ele proferida em 10 de fevereiro na cidade de Granada, na Espanha.

Sua intervenção abriu o II Congresso de Teologia “Cristianismo, Islã e Modernidade”, celebrado na Faculdade de Teologia de Granada entre os dias 10 e 12 de fevereiro.

“Não devemos temer o Islã, e diria mais: cristãos e muçulmanos, quando professam sua própria fé com integridade, quando dialogam e se esforçam para servir à sociedade, constituem uma riqueza para esta”, afirmou o purpurado.

O Islã é a religião com a qual o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso mantém um relacionamento mais estruturado.

O cardeal destacou que “nos últimos cinco anos, o clima de diálogo com os muçulmanos tem registrado grandes progressos, apesar das diferenças”.

Para o cardeal Tauran, cabe a cada um de nós enfrentar o desafio de conciliar a identidade da própria fé enquanto aceita a diferença e a pluralidade, que não devem ser vistas como uma ameaça. “Deus se manifesta misteriosamente em cada uma de suas criaturas”, disse ele.

O purpurado iniciou sua intervenção constatando que “para um ocidental, o Islã pode parecer difícil de compreender”. “É, ao mesmo tempo, uma religião, uma sociedade e um Estado, que reúne mais de 1,2 bilhão de pessoas em uma única grande entidade mundial, a 'Umma'", explicou.

“Os membros desta comunidade praticam os mesmos ritos, partilham da mesma visão de mundo e adotam os mesmos costumes”.

“Não distinguem a esfera pública da privada. Sua visão religiosa confunde as sociedades secularizadas”.

O purpurado explicou que cada vez mais, no mundo ocidental, muçulmanos e não muçulmanos estão destinados a conviver, e que, embora se encontrem rotineiramente em muitas sociedades ocidentais, “cristãos e muçulmanos são, muitas vezes, vítimas do preconceito, consequência da ignorância”.

O presidente do dicastério afirmou que “apenas o diálogo permite superar o medo, porque possibilita a descoberta do outro”. Favorecer o encontro é o propósito do diálogo inter-religioso, disse ele, lembrando que “não são as religiões que se encontram, mas sim homens e mulheres, cujas circunstâncias da vida os tornaram companheiros na humanidade”.

O cardeal destacou a necessidade de empreender esforços, por ambas as partes, “para conhecer as tradições religiosas um do outro, reconhecendo o que os separa e o que os aproxima, para assim poder colaborar pelo bem comum”.

Comentando a respeito das diferenças entre cristãos e muçulmanos, o cardeal Tauran destacou: “nos diferencia nossa relação com os livros sagrados, o conceito de revelação – o cristianismo não é uma ‘religião do Livro’ – a identidade de Jesus e Maomé, a Trindade, o uso da razão, a concepção de oração”.

Entre os aspectos comuns às duas religiões, destacou “a unidade de Deus, a sacralidade da vida, a convicção de que devemos transmitir valores morais aos mais jovens, o valor da família e a importância da religião na educação”.

Por outro lado, o presidente do dicastério lamentou que muitos pastores da Igreja e professores de escolas e universidades católicas frequentemente não têm em conta este novo contexto de pluralismo religioso.

Ressaltou ainda que “os católicos europeus têm um conhecimento muito superficial de sua própria fé”, e advertiu que “não se pode instaurar um autêntico diálogo religioso quando os interlocutores não têm um perfil espiritual muito bem definido. Isto conduziria ao relativismo e ao sincretismo”.

“Praticar o diálogo inter-religioso não é colocar a própria fé entre parênteses, mas, ao contrário, proclamá-la com gestos e palavras”, acrescentou.

E continuou: “nós proclamamos que Jesus é a Luz que ilumina a todos os homens que vivem neste mundo”.

“Portanto, todos os aspectos positivos presentes nas diferentes religiões não podem ser tidos como obscuridades, visto que são parte desta grande Luz que resplandece sobre todas as luzes”.

Na Igreja, explicou o cardeal, “não dizemos que todas as religiões têm o mesmo valor, mas sim que todas as que buscam a Deus têm a mesma dignidade”.

O II Congresso de Teologia, organizado pela Cátedra Andaluza para o Dialógo entre as Religiões, contou também com a presença de destacados acadêmicos cristãos e muçulmanos.



Fonte: zenit.org





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