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Postado em: 02/12/09 às 06:26:32 por: James
Categoria: Destaque
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Tema central do último livro do cardeal Martino

Por Mirko Testa

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 30 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Governar realmente a globalização significa usar o princípio de subsidiariedade para garantir que todas as pessoas tenham os bens fundamentais.

 

Esta é a mensagem central do livro “Servire la giustizia e la pace” (“Servir à justiça e à paz”) (Libreria Editrice Vaticana).

O volume recolhe algumas das intervenções mais significativas do cardeal Renato Raffaele Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz e durante 16 anos observador permanente da Santa Sé na ONU em Nova York.

Neste livro, o purpurado discute diversas problemáticas como a cooperação internacional, o trabalho, a paz, os direitos humanos perante a técnica, o bem comum e a necessidade de uma autoridade política mundial.

Tudo isso à luz da Doutrina Social da Igreja, entendida como instrumento de evangelização.

Globalização, subsidiariedade e governo global

O cardeal parte do conceito de comunidade internacional como comunidade natural e necessária que encontra seu fundamento na própria natureza humana, na igualdade de todos os homens e em sua natural sociabilidade.

Neste contexto, insere a Doutrina Social como catalizadora de uma ordem internacional, centrada na pessoa humana, nos valores éticos e no direito à convivência entre as diversas comunidades políticas.

Aqui o purpurado fala da necessidade de elaborar um novo “direito dos povos” e solicita a “constituição de poderes públicos em âmbito mundial, uma autoridade mundial, cujo estabelecimento depende da ordem ético-jurídica que preside as relações internacionais”.

Uma estruturação dos poderes em âmbito internacional, portanto, em função das organizações políticas individuais e que não seja substituída por elas.

O purpurado destaca depois a necessidade de “desenvolver o potencial pedagógico das organizações internacionais”.

Afirma que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, e a Carta das Nações Unidas devem voltar a ser “um paradigma” ético-cultural vinculante para todos os Estados membros”.

O governo da globalização –explica– necessita de organismos internacionais, mas não de superestados.

Nesse contexto, o purpurado situa o ponto chave no princípio de subsidiariedade, entendido como “a ajuda que há que dar à pessoa para que possa alcançar de maneira autônoma seus próprios fins pessoais e comunitários” e que implica “o valor de assumir responsabilidades e o da participação”.

Em uma época dominada pela globalização, que frequentemente aparece como um fenômeno “impessoal” e “supranacional” de rosto indefinido, fruto da deriva tecnológica e que conduz à “homogeneização cultural”, a Igreja a vê como uma oportunidade de “valorizar a diferença, mas em um contexto unitário e de colaboração com uma finalidade”.


Frente às consequências negativas da globalização, em boa parte atribuíveis, segundo o cardeal Martino, a “um governo inadequado”, a Igreja invoca “uma globalização na solidariedade, uma globalização sem marginalização”.

Assim o havia destacado João Paulo II, na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1998.

Humanismo planetário do trabalho

Há que relançar, portanto, o governo global, indica o purpurado, mas também fazer do trabalho digno um objetivo irrenunciável.

“O trabalho é, de fato, a chave da questão social”, a maneira de reduzir a pobreza e as desigualdades, porque “a possibilidade de trabalho transforma o pobre, de “problema” do qual há que fazer-se cargo, em “recurso”.

No cenário atual, constata o purpurado, assiste-se a uma diminuição da solidariedade no mundo do trabalho, não apenas entre os trabalhadores dos países desenvolvidos, mas também nos países subdesenvolvidos, vistos cada vez mais como “antagonistas”.

Comparando com décadas atrás, em que se falava do “posto fixo”, mudaram os tipos de trabalho e a própria configuração contratual e jurídica dos novos trabalhos, que ocultam às vezes verdadeiras situações de precariedade.

Hoje se presta maior atenção à mobilidade, à flexibilidade e à reconversão, incentivando “o nomadismo laboral e a flexibilidade exasperada”, que permitem reduzir a desocupação, mas frequentemente criam “retornos negativos de tipo relacional”.

No cenário atual, continua, “o trabalho tende a absorver o capital, contrariamente ao que sucedia na velha sociedade industrial, quando em contrapartida o sujeito acabava por ser esmagado pelo objeto, pela máquina”.

Mas isso conduz à “exploração dos novos trabalhos, ao super-trabalho, ao trabalho-carreira, que às vezes rouba espaço a dimensões tão humanas e necessárias para a pessoa, à excessiva flexibilidade do trabalho que faz precária, e às vezes impossível, a vida familiar”.

Por isso há que voltar a considerar a pessoa como fim e não como meio, e pensar na plena ocupação com “um objetivo a manter fixo e alto”.

Além disso, “há que recuperar a solidariedade universal do mundo do trabalho, assinalando a redescoberta do valor subjetivo do trabalho”.

Primado da caridade sobre a justiça

Os direitos humanos reclamam o conceito de justiça, que “necessita ser purificada pela caridade”, assinala o cardeal, referindo-se à encíclica “Deus caritas est”, de Bento XVI.

E, de fato, “o verdadeiro modo de servir aos pobres não é partir de sua pobreza em sentido sociológico, mas partir de Cristo pobre”.

“Sem se referir à Doutrina Social da Igreja –prossegue–, quem se compromete com a justiça e com os direitos humanos, com o desenvolvimento e a defesa dos pobres, corre constantemente o risco de perder de vista o ‘lugar teológico’ a partir do qual interpretar propriamente seu compromisso”.

Esta é uma consequência da teologia da libertação –ao menos em suas expressões mais radicais–, que “tentava partir da praxis da libertação, em lugar de Cristo libertador”, acabando assim por produzir um “efeito secularizante” e alimentando “a cultura relativista”.

A “erradicação da pobreza” é o componente crucial do desenvolvimento sustentável. Mas se é certo que a pobreza e a miséria constituem ameaças à sustentabilidade do desenvolvimento, explica o cardeal, também é verdade que os problemas do meio ambiente afetam em maior medida as populações pobres, obrigadas a viver nas áreas degradadas ou nas áreas mais expostas aos riscos ambientais.

Família, estrutura de base da ecologia humana

No livro, o purpurado trata também sobre como é possível alcançar uma plena e integral realização da pessoa humana e um autêntico humanismo social, tendo em conta o lugar central da família.

Neste sentido, afirma que a família, com a procriação, “coloca-se como princípio genético da sociedade, enquanto que com o cuidado e a educação dos filhos se configura como instrumento primário e insubstituível para que cada pessoa possa crescer adequadamente em suas múltiplas dimensões e inserir-se de maneira positiva no contexto social e cultural”.

“Uma sociedade à medida da família é a melhor garantia contra toda deriva de tipo individualista ou coletivista, porque nela a pessoa está sempre no centro da atenção como fim, e nunca como meio”, afirma.

Ademais, acrescenta, “a solidariedade (...) pertence à família como bem de origem, constitutivo, estrutural”.

Por isso, as famílias devem ser não só sujeito ativo da ação política, mas também “protagonistas de sua própria promoção”, “protagonistas essenciais da vida econômica”, porque se regem pela “lógica de compartilhar e da solidariedade entre gerações”.



Fonte: zenit.org











Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 02/12/09 às 06:26:32 h.


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