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Postado em: 18/08/14 às 11:51:39 por: James
Categoria: Destaque
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O Papa Francisco, após o aguardado encontro – na “School of Love” (Escola do Amor) de Kkttongnae – com as comunidades religiosas na Coréia, com a participação de cinco mil religiosos e religiosas que realizam o serviço pastoral no país asiático, transferiu-se para o Centro de Espiritualidade de Kkttongnae, onde teve um encontro com os líderes do Apostolado Laico, encontro este que constituiu seu último compromisso deste sábado em terras coreanas.

Fazendo de papamóvel o percurso de 2Km até o Centro de Espiritualidade, calorosamente saudado pela multidão que o aguardava ao longo do trajeto, mais uma vez o Santo Padre pôde sentir o entusiasmo, o calor humano e afeto dos coreanos ao Sucessor de Pedro, embora os católicos representem somente 10% da população.

Na saudação ao Pontífice, o presidente do Conselho das Associações de Apostolado dos Leigos Católicos da Coreia do Sul deteve-se sobre o fato de a Igreja coreana – caso único na história – ter sido iniciada por obra de alguns leigos, sem o auxílio de missionários estrangeiros. Queremos sair para buscar as noventa e nove ovelhas perdidas, rompendo as cadeias de nosso egoísmo.

Queremos ir às periferias procurar os irmãos pequenos, ou seja, os pobres, os doentes, as pessoas que sofrem injustiças sem poder receber ajuda de ninguém. As periferias são para nós também os irmãos que se distanciaram da Igreja e os jovens, que perderam a esperança e a orientação, disse o presidente do sodalício.
Em seu discurso, o Papa evidenciou que a Igreja na Coreia é herdeira da fé de gerações de leigos que perseveraram no amor de Jesus Cristo e na comunhão com a Igreja, apesar da escassez de sacerdotes e da ameaça de graves perseguições.

Em seguida, fez alusão à celebração de beatificação da manhã, ponto alto desta sua terceira viagem apostólica internacional:

O Beato Paul Yun Ji-chung e demais mártires hoje beatificados representam um capítulo extraordinário desta história. Eles deram testemunho da fé não só através dos seus sofrimentos e da morte, mas também com a sua vida de mútua solidariedade amorosa nas comunidades cristãs, caracterizadas por uma caridade exemplar.”

Hoje, como sempre, evidenciou Francisco, “a Igreja precisa que os leigos prestem um testemunho crível à verdade salvífica do Evangelho, ao seu poder de purificar e transformar o coração humano e à sua fecundidade na edificação da família humana na unidade, justiça e paz”.

“Sabemos que há uma única missão da Igreja de Deus, e cada cristão batizado tem um papel vital nesta missão. Os vossos dons de fiéis leigos, homens e mulheres, são múltiplos, tal como é variado o vosso apostolado; e tudo o que fazeis destina-se à promoção da missão da Igreja, garantindo que a ordem temporal seja permeada e aperfeiçoada pelo Espírito de Cristo e orientada para a vinda do seu Reino.”

O Papa expressou seu reconhecimento, de modo especial, à obra das muitas associações diretamente empenhadas em ir ao encontro dos pobres e necessitados, indo às periferias da sociedade.

“Esta atividade não se limita à assistência caritativa, mas deve estender-se também a um compromisso com o crescimento humano. Não somente a assistência, mas também o desenvolvimento da pessoa”, acrescentou.

O Papa observou que assistir aos pobres é coisa boa e necessária, mas não suficiente:

“Encorajo-vos a multiplicar os vossos esforços no campo da promoção humana, de modo que cada homem e cada mulher possa conhecer a alegria que deriva da dignidade de ganhar o pão de cada dia, sustentando assim a própria família.”

Francisco reconheceu a preciosa contribuição oferecida pelas mulheres católicas coreanas para a vida e a missão da Igreja, “como mães de família, catequistas e professoras, e de vários outros modos”.
Em seguida, ressaltou a importância do testemunho dado pelas famílias cristãs:

“Numa época de crise da vida familiar, as nossas comunidades cristãs são chamadas a apoiar os casais e as famílias no cumprimento da sua missão na vida da Igreja e da sociedade. A família permanece a unidade basilar da sociedade e a primeira escola onde as crianças aprendem os valores humanos, espirituais e morais que as tornam capazes de ser faróis de bondade, integridade e justiça nas nossas comunidades.”
O Santo Padre concluiu pedindo que se continue promovendo em suas comunidades uma formação mais completa dos fiéis leigos, mediante uma catequese permanente e a direção espiritual.

A vossa contribuição é essencial, pois o futuro da Igreja na Coreia, como aliás em toda a Ásia, dependerá em grande parte do desenvolvimento duma visão eclesiológica alicerçada numa espiritualidade de comunhão, participação e partilha dos dons.”

Terminado o encontro, o Papa deslocou-se para o heliporto de Kkottongnae, onde tomou o helicóptero de volta para Seul, retornando à nunciatura apostólica, concluindo assim, este sábado, seu terceiro dia de visita ao país asiático. (RL)



Fonte: http://blog.comshalom.org/carmadelio/





Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 18/08/14 às 11:51:39 h.


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