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Artigo N.º 12549 - “Planeta dos Macacos – O Confronto”: quando a inteligência precisa encarar o livre arbítrio
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Postado em: 06/08/14 às 10:00:23 por: James
Categoria: Destaque
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Espacojames: Antes de ler este artigo, surge uma dúvida? Nós somos descendentes dos símios (Macaco). Nossa Senhora há muito anos atrás deixou uma mensagem ao confidente Cláudio do Movimento Salvai Almas! Leia antes a mensagem no link abaixo:

Artigo N.º 1921 - Os Filhos de Deus e as Criaturas de Deus

 

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“Planeta dos Macacos – O Confronto”: quando a inteligência precisa encarar o livre arbítrio

Talvez você já tenha ouvido falar de Koko. Ela é uma adorável gorila de 43 anos de idade. Seus treinadores garantem que ela aprendeu a entender e a se comunicar com os humanos mediante a linguagem americana de sinais.

É claro que, na comunidade científica, existem céticos que questionam o quanto Koko realmente entende os gestos que faz, já que as suas ações poderiam ser resultado apenas de condicionamento, não de verdadeira compreensão.

 

Gorila Koko



Independentemente de qual lado esteja certo, o fato é que, quando Koko quer um pouco de atenção, ela faz gestos em vez de arremessar o seu cocô. Este, sem dúvida, é um passo à frente na comunicação entre espécies.

Uma das conversas mais interessantes mantidas entre seres humanos e Koko foi documentada no livro “Inside the Animal Mind: A Groundbreaking Exploration of Animal Intelligence”, de George Page [Por dentro da mente animal: uma inovadora investigação da inteligência animal]. Quando perguntada por que os gorilas morrem, Koko gesticulou: “Problemas. Velhos”. E quando perguntada para onde os gorilas vão quando morrem, ela respondeu: “Buraco confortável. Tchau”. Faça com esta resposta o que você bem entender.

Algo importante a notar é que a pergunta foi feita para a gorila, não pela gorila. Jamais houve caso documentado algum, que eu saiba, de qualquer animal que tenha perguntado a um ser humano “Por que estou aqui, o que acontece depois que eu morro, o que significa tudo isso?”. Estas são questões que simplesmente não ocupam a mente de um animal. Não me interprete mal: não estou menosprezando a capacidade da Koko de pedir uma banana quando ela quer, mas é bom mantermos as coisas dentro da sua real perspectiva.

 



O que aconteceria se os macacos pudessem ter esse tipo de introspecção? Se, de repente, eles se vissem dotados da mesma inteligência e autoconsciência dos seres humanos? Que tipo de criaturas eles se tornariam?

Pois bem, estas são algumas das perguntas propostas pelos realizadores de “Dawn of the Planet of the Apes” [Planeta dos Macacos – O Confronto], a continuação do filme surpreendentemente bom “Rise of the Planet of the Apes” [Planeta dos Macacos – A Origem], que retomou, em 2011, a série quase cinquentenária. E eles não apenas fazem as perguntas, como tentam respondê-las de forma inteligente e séria.

O novo filme começa cerca de dez anos depois dos eventos retratados em “Planeta dos Macacos – A Origem”. A praga incurável agora chamada de “febre símia” devastou o mundo, reduzindo os remanescentes da população humana a um bando assustado que rouba para sobreviver, em cidades arruinadas e impotentes. Já os macacos geneticamente alterados estão prosperando. Eles estabeleceram uma cidade própria nas florestas dos arredores de San Francisco, chegaram a milhares de indivíduos e vivem uma existência relativamente pacífica, sob o governo do sábio e compassivo chimpanzé César.

 

Planeta dos macacos - A origem



Mas nem tudo é felicidade. Não demora muito para percebermos que, além da inteligência semelhante à humana, os macacos também têm agora problemas semelhantes aos nossos. Junto com as dificuldades de estabelecer uma nova lei símia (começando, é claro, por “macaco não mata macaco”), César tem que lidar com um filho adolescente rebelde e ressentido. Olhos Azuis, ao que parece, prefere a perspectiva bestial de Koba, que odeia os humanos, à visão mais ponderada e reservada do seu pai.

Essas tensões tribais vêm à tona quando um pequeno bando de humanos, liderado pelo pacífico Malcolm, invade o território dos macacos na esperança de reparar uma usina hidrelétrica das proximidades e restaurar a energia em partes de San Francisco. Infelizmente, depois que um dos humanos entra em pânico e atira num jovem chimpanzé, César ordena que os homens retornem à sua cidade e nunca mais voltem. Temendo que o desespero dos humanos acabe por fazê-los tentar uma nova incursão, e incentivado por Koba a realizar uma demonstração de força, César marcha com o seu exército rumo a San Francisco para mostrar aos humanos o que eles terão de enfrentar se desobedecerem às suas diretrizes.

 

 

Como você pode imaginar, pouca coisa infunde tanto medo num bando de seres humanos em decadência quanto uma cavalaria de macacos armados de lanças que aparecem às suas portas e começam a falar duro em inglês. Aterrado com o que acaba de ver e convencido de que a comunidade que estiveram reconstruindo ruirá se a energia não for restabelecida, o líder humano Dreyfus prepara seus homens para pegar em armas contra os macacos. Antes que a guerra comece, porém, Malcolm convence o amigo a lhe dar três dias para fazer as pazes com César e para pôr a hidrelétrica em funcionamento.

No início, as coisas parecem ir bem: César e Malcolm conseguem implantar uma trégua inquieta e o trabalho na represa é iniciado. Mas Koba, ainda marcado pelo ódio e pelas cicatrizes de quando sofria abusos na jaula de um laboratório, não confia nos homens. Com alguns macacos leais, ele volta para a cidade e descobre Dreyfus preparando seus homens para a guerra caso as negociações corram mal. Interpretando a cena como um sinal de que os humanos pretendem trair os macacos, Koba corre de volta para convencer César a atacar primeiro ou para convencer os outros macacos a atacarem se César se recusar.

Se você já assistiu a qualquer filme da franquia “Planeta dos Macacos” desde que ela surgiu nos cinemas em 1968, já pode imaginar que as coisas ficarão feias a partir deste ponto. Quando Charlton Heston apareceu pela primeira vez em cima dos fragmentos explodidos da Estátua da Liberdade, estava claro que a série seria pessimista quanto à capacidade humana de sobreviver às próprias deficiências e de se manter como a espécie dominante no planeta. “O Confronto” não é uma exceção.

 

 

Mas não se preocupe. É verdade que o filme começa com visões contrastantes: uma idílica cidade símia, cheia de amor familiar e harmonizada com o seu meio ambiente, e uma cidade humana dilapidada, esmagada pelo medo e pelo desejo de obter do planeta mais do que ele oferece. Mas os realizadores não cometem o erro de cair em apenas outra daquelas tediosas histórias do tipo “os humanos são maus, a natureza é boa”. Não. “Planeta dos Macacos – O Confronto” é bem mais inteligente do que isso.

Para grande desgosto de César, ele descobre que a droga experimental proporcionou muito mais aos seus macacos do que apenas o aumento da capacidade mental. Junto com a inteligência e com a autoconsciência, eles desenvolveram o livre arbítrio. E, assim como os seres humanos, que, antes deles, também teriam vivido algum tempo num idílico jardim paradisíaco, os macacos aprendem que o livre arbítrio traz consigo a capacidade de pecar. E, tal como no Éden, não demora muito para que a capacidade de pecar leve alguns deles à desobediência e, pouco depois, ao assassinato.

César fica compreensivelmente abalado ao enxergar tudo isso. No primeiro filme, ele era o Adão dos macacos. Agora, ele é o seu Moisés. Ele trouxe o seu povo para a terra prometida, mas já não pode fazer muito mais do que vê-los escolher o mesmo caminho autodestrutivo que os humanos tinham seguido antes deles. Ao trilhar essa rota, “Planeta dos Macacos – O Confronto” se torna não mais um filme sobre humanos versus natureza, e sim uma reflexão sobre o confronto entre seres inteligentes e as suas próprias naturezas caídas. É uma experiência cinematográfica muito mais rica.

 



Nada disso funcionaria, é claro, se os macacos não fossem personagens críveis. É raro o momento em que você se lembra de que César, Koba, Olhos Azuis e os outros macacos não são seres vivos reais. O impacto visual que a combinação do movimento de atores humanos com o trabalho de artistas digitais conseguiu neste filme é nada menos que impressionante. Quando você vê na tela atores do calibre de Gary Oldman e mesmo assim os personagens emocionalmente mais convincentes são os macacos digitais, você pode pular a cerimônia do Oscar e entregar o prêmio de melhores efeitos especiais diretamente à Weta Digital, a agência responsável pelos deste filme.

Estou exagerando? Talvez. Mas não tenho como evitar. Numa temporada de filmes que começava a parecer fadada ao fracasso, é um alívio ver Hollywood finalmente entregando um blockbuster que funciona tanto como entretenimento escapista quanto como instigante obra de arte.

Sim, eu também gostei de outros filmes desta temporada, mas precisando de certa vista grossa. “Planeta dos Macacos – O Confronto”, porém, não precisou de condescendência alguma.

Davi Ives


Fonte:
http://blog.comshalom.org/carmadeli
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