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Artigo N.º 11426 - Igreja "contra" a ciência? Durante quinze séculos o catolicismo ostentou a liderança mundial na pesquisa científica!
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Postado em: 11/09/13 às 22:37:50 por: James
Categoria: Destaque
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=41&id=11426
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A Igreja nos ensina que, se a fé está “acima” da razão, “não poderá nunca existir contradição entre a fé e a ciência, porque ambas têm origem em Deus” (Compêndio do CIC 29).

 
João Paulo II se referiu à contribuição que uma poderia oferecer à outra: “A ciência pode purificar a religião do erro e da superstição; a religião pode purificar a ciência da idolatria e dos falsos absolutos. Cada uma delas pode introduzir a outra num mundo mais vasto, num mundo em que ambas podem florescer”. 
 
 
 
 
Durante quinze séculos, a Igreja ostentou a liderança na pesquisa científica.
 
Nada surpreendente, já que vários cargos eclesiásticos permitiam dedicar-se à ciência, muitas vezes facilitada pelo contexto monástico, com sua relativa serenidade, suas bibliotecas e seu pessoal letrado.
 
No século XIII, Alberto Magno incentivou a pesquisa… mineralógica. A suposta hostilidade da Igreja com relação a toda forma de conhecimento diferente do das Sagradas Escrituras é, portanto, um preconceito obscurantista!
 
Em 1543, foi um clérigo, Nicolau Copérnico, quem dedicou o seu De revolutionibus orbium coelestium ao Papa Paulo III, e nele redescobriu o heliocentrismo. Mas este interesse pela ciência não acaba no Renascimento. Em pleno século XIX, foi um monge, Gregor Mendel, quem formulou as leis da herança. Grandes sábios, como Pascal, Ampère, Pasteur e Eduardo Branly professavam a fé católica. Ainda hoje, a Academia Pontifícia das Ciências reúne estudiosos do mundo inteiro, e os trabalhos do Observatório Astronômico do Vaticano têm autoridade. A Igreja coopera com prazer com os não-crentes e com ateus na pesquisa filológica e arqueológica das fontes bíblicas. Isso deveria ser suficiente para estabelecer que não há oposição entre a fé católica e a ciência.
 
O que existe, no entanto, são preconceitos de alguns homens de fé com relação à ciência, e de alguns homens de ciência com relação à fé. Sem dúvida, houve e pode haver ainda, na Igreja, pessoas que consideram o progresso científico como uma ameaça. Já houve – e há ainda – no mundo científico, estudiosos que consideram que ciência e fé, longe de serem boas amigas, estão em concorrência direta. A uns e outros, pode-se propor a seguinte exortação: “Não tenham medo da verdade!”. Descobrir a verdadeira lei da queda livre dos corpos, como Galileu fez, é algo bom. Perguntar-se sobre o que pode levantar o homem da sua Queda também é algo bom!
 
Não há o que temer: “A verdade não pode contradizer o bem”. É preciso distinguir, portanto, o âmbito de competência do Magistério da Igreja e o da pesquisa científica. Fazer astronomia e calcular as trajetórias das órbitas planetárias é uma coisa; perguntar-se como se chega ao Céu é outra. Quando um cientista católico estuda astronomia, não estuda “astronomia católica”. Já não existe ciência católica nem ciência budista. A revelação judaica – e depois o seu cumprimento no cristianismo – não pretende substituir a pesquisa científica. Como bem disse o cardeal Baronio, a quem Galileu citava com prazer, “a Bíblia nos ensina como chegar ao Céu, e não como está o céu”.
 
A separação de responsabilidades está em perigo quando o Magistério pretende proibir ou suspender a divulgação de uma verdade científica. Isso aconteceu, por exemplo, com Galileu, mas por razões muito políticas, já que alguns estudiosos da Cúria Romana estavam certos dos seus pontos de vista científicos.
 
A autonomia das competências também é violada quando um cientista extrapola os resultados da sua pesquisa ao âmbito da metafísica e da religião. Nenhuma ciência é competente para falar da criação do mundo (que não é um acontecimento físico, mas a dependência, de tudo o que existe, de um Criador). Nenhuma ciência é competente para decidir sobre a existência de Deus (que é um ser sobrenatural, até que se demonstre o contrário – quando as ciências da natureza tratam somente de entidades e de leis naturais). Quando a ciência pisoteia as flores da religião, cai no cientificismo. A Igreja não é contra a ciência, mas contra esse cientificismo.
 


Fonte:
http://blog.comshalom.org/carmadeli
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