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Artigo N.º 11340 - Conheça um dos grandes equívocos do ateísmo contemporâneo.
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Postado em: 15/08/13 às 07:12:45 por: James
Categoria: Destaque
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Alfredo Dinis

O maior drama do ateísmo não é a sua impossibilidade de demonstrar a inexistência de Deus, mas sim a de estar estruturalmente impedido de conseguir os seus objetivos: erradicar a religião. Porque das duas, uma: ou tece críticas inteligentes, objetivas e fundamentadas à religião, e nesse caso só pode ser benéfico para ela; ou as suas críticas não são nem inteligentes, nem objetivas, nem fundamentadas e, nesse caso, elas não ‘beliscam’ a religião. Isto aplica-se de modo particular ao cristianismo.

Os não crentes crêem que ao apontar continuamente os episódios negativos da história passada e presente do cristianismo, em particular da história da Igreja Católica, estão a contribuir para que a religião se revele como algo que, segundo os neo-ateus, ‘só faz mal’ e, assim, desapareça da face da Terra. Também neste caso a linguagem dos ateus não constitui um bom argumento contra a religião. Muito menos o fato de uma tal linguagem ser em geral agressiva e grosseira.
 
1. Os não crentes têm um particular gosto em apontar episódios negativos da história da Igreja Católica, sobretudo os que se referem à Inquisição, ao caso Galileu, e a episódios de violência ligados a querelas sobre questões doutrinais sobretudo nos primeiros séculos do cristianismo. Têm igualmente um gosto particular em apontar episódios de índole (i)moral, sobretudo os que se referem às autoridades da Igreja Católica, no passado como no presente. O equívoco está em pretenderem transformar episódios lamentáveis em argumentos contra a existência de Deus.
 
2. Os cristãos são seres humanos que aderiram à proposta de vida de Jesus Cristo, tal como é apresentada no seu Evangelho. Esta proposta baseia-se em elevados valores éticos e religiosos com base nos quais os cristãos querem viver a sua vida. Tal como os demais seres humanos, os cristãos são chamados a procurar um equilíbrio entre duas das dimensões fundamentais do ser humano, a razão e a emoção ou, mais concretamente, entre as razões e as emoções. Todos os seres humanos fazem a experiência de como é difícil este equilíbrio, e fazem também a experiência do fracasso em viver estas duas dimensões de forma plenamente madura. Os valores éticos do cristianismo foram incorporados na cultura ocidental e, por conseguinte, todo o comportamento que vai contra tais valores é geralmente condenado, independentemente de quem está envolvido, cristãos ou ateus.
 
3. A condenação não deve ser porém um fim em si mesmo. As prisões deverão, sendo embora locais de cumprimento da pena, ser também oportunidades de cura de feridas interiores por parte dos condenados, e de um recomeço de vida. Esta é a perspectiva segundo a qual é atualmente considerada a função das prisões. Os não crentes têm apenas palavras de condenação, nunca de reabilitação. O sofrimento das vítimas dos criminosos representa uma ferida para essas mesmas vítimas e para toda a sociedade, incluindo os próprios criminosos, a não ser que estejam dominados por alguma doença mental grave. Todo o apoio e conforto que lhes for dado não será demais. Mas criminoso e vítima são seres humanos e devem ser tratados como tais.
 
4. Os não crentes preferem ignorar que o nível ético dos cristãos, como da sociedade em geral, tem progredido constantemente. Basta conhecer um pouco de história. Isto não significa que os mesmos cristãos, como os não crentes, não estejam sujeitos a fracassos, hoje e no futuro. Mas a prova de que o progresso moral dos cristãos é visível é a necessidade que os não crentes têm de, denunciando embora fatos presentes, ir ao passado buscar exemplos de imoralidades, sem quererem reconhecer que houve um progresso moral significativo nos cristãos até hoje.
 
5. Os não crentes preferem ignorar o comportamento ético da maioria dos cristãos, muitos dos quais dão a sua vida pela paz e pela justiça, em cenários de guerra, de insegurança e de miséria. Não está aqui em causa o fato de os não crentes poderem ter um semelhante comportamento ético. O que está em causa é que o nível ético dos cristãos não pode objetivamente ser medido pelo comportamento condenável de uma minoria.
 
6. Esta forma de argumentação dos não crentes deveria também levá-los a denunciar com igual vigor os crimes de agentes políticos e a reclamar o fim de toda a teoria e prática política. Isso não acontece, porém, e todos compreendem a razão por que tal seria absurdo. O mesmo raciocínio se aplica à religião. Não se pode passar sem mais da axiologia à ontologia. Os não crentes preferem porém o equívoco à clareza.


Fonte:
http://www.comshalom.org/blog/carma
delio

 

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