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Estudos Bíblicos




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Postado em: 10/01/11 às 12:41:31 por: James
Categoria: Estudos Bíblicos
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Entra em cena algumas das mais enigmáticas figuras do Apocalipse. Segundo João, havia “ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. O primeiro ser era semelhante a um Leão, o segundo semelhante a um Touro, o terceiro tinha o rosto como de Homem, e o quarto era semelhante a uma Águia Voando” (Ap.4:6b-7).

Estas quatro figuras simbolizam a Revelação Plena de Deus no Evangelho de Jesus Cristo. O Evangelho é a base pela qual os homens serão julgados. Paulo diz que Deus “tomará vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus” (2 Ts.1:8b). E mais: “Isto sucederá no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por meio de Jesus Cristo, segundo o meu Evangelho” (Rm.2:16).

Estes quatro seres viventes são os Guardiães do Mistério de Deus, apresentados em Isaías 6 como Serafins, em Ezequiel 1:10, e 10:20 como Querubins. Não importa o nome que recebam, e sim a função que exercem. Na revelação de Isaías, os seres viventes cobriam seus rostos com suas asas, porque o Mistério ainda não deveria ser revelado. Mas na visão de João, os quatro seres viventes estavam cheios de olhos por diante e por detrás. Isso se dá porque “o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos” (Col.1:26). Paulo chama este mistério de “Mistério do Evangelho” (Ef.6:19b). Em outra passagem, Paulo sintetiza este mistério, e arremata:

"É, sem dúvida alguma grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória.”

1 Timóteo 3:16.

Neste único verso, encontramos os quatro seres viventes, simbolizando os quatro ângulos do mistério do Evangelho. Primeiro, Paulo diz que Cristo manifestou-Se em carne. Aqui vemos a figura do “Homem”. A encarnação é o começo da revelação do Evangelho.

Em segundo lugar, Paulo afirma que Cristo foi justificado em espírito, o que aponta para Sua morte vicária, simbolizada na figura do “Touro”. Pedro diz que Ele foi “morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito” (1 Pe.3:19).

Em seguida, Paulo diz que ao ser justificado no espírito (ressurreição), Ele foi visto dos anjos, pregado aos gentios e crido no mundo; uma clara alusão à Sua condição de “Leão”. Aqui o Evangelho é apresentado como o Evangelho do Reino, que apresenta às nações o Cristo-Rei, que veio estabelecer Seu império no mundo. Finalmente, o apóstolo diz que Cristo foi recebido acima na glória, significando a ascensão, exaltação e entronização do Filho de Deus.

Nesta declaração, encontramos a figura da “Águia”. Depois de um vôo rasante, a águia volta ao seu ninho de origem nas alturas. Depois de passar por cada etapa da chamada Kenósis (grego: esvaziamento) descrita por Paulo em Filipenses 2:5-8, Jesus retorna à Sua glória original (Jo.17:5), sendo exaltado soberanamente, e recebendo um nome que é sobre todo o nome (Fp.2:9-11).

Convém salientar que o quarto ser visto por João tinha a aparência de uma águia voando, o que dá a idéia de dinamismo, movimento. O Reino de Deus não é algo estático, mas que deve se manifestar de maneira crescente, até que alcance a plenitude da Terra. Jesus explicou isso em parábolas. Em uma delas, Ele diz que “o reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Embora seja a mais pequena de todas as sementes, contudo, quando cresce, é maior do que todas as hortaliças, e se transforma em árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham nos seus ramos. Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo seja levedado” (Mt.13:31-33).

O que estas parábolas têm em comum com a águia voando? Ambas falam do Reino como uma realidade em franca expansão. O destino da águia são as alturas da terra. E este é também o destino dos cidadãos do Reino de Deus. O que Deus fez com Israel é um sinal daquilo que fará com Sua Igreja:

"Como a águia desperta a sua ninhada, adeja sobre os seus filhotes e, estendendo as suas asas, toma-os, e os leva sobre as asas, assim só o Senhor o guiou, e não havia com ele deus estranho. Ele o fez cavalgar sobre as alturas da terra...”

Deuteronômio 32:11-13a.

Não há mais de um Evangelho. O que existem são os vários ângulos de um mesmo Evangelho. Expressões como “Evangelho da Graça”, “Evangelho do Reino”, “Evangelho Eterno”, “Evangelho da Salvação”, apontam para os vários aspectos do mesmo Evangelho, apresentado por Mateus, Marcos, Lucas, João.

Antigos manuscritos do Novo Testamento trazem gravuras que vinculam os seres viventes do Apocalipse aos quatro evangelhos. Geralmente trazem Marcos sentado sobre um leão; Lucas, sobre um touro; Mateus, sobre um homem; e João sobre uma águia. Há certa verdade por trás desta compreensão, haja visto que, cada um desses escritores sagrados enfatizou uma característica da missão de Cristo.

Marcos, por exemplo, sequer registra o nascimento de Jesus, demonstrando assim que, sua ênfase não recai sobre a encarnação, mas sobre o Reino de Cristo. A prova disso é que, as primeiras palavras que Marcos coloca nos lábios de Jesus são: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc.1:15). Portanto, parece correto traçar um paralelo entre o Evangelho Segundo Marcos com a figura do Leão de Apocalipse.

A preocupação de Mateus é a de apresentar Jesus como o “Filho do Homem” (ex.:Mt.24:30), e por isso, faz questão de detalhar a Sua genealogia, e Sua gestação, enfatizando assim a Sua humanidade. Nada mais justo do que relacionar o Evangelho Segundo Mateus com a figura do ser vivente cujo rosto era de um Homem.

Lucas registra várias profecias do sofrimento e da morte de Cristo, e dedica muito espaço a isso, mostrando que tudo o que Jesus passou visava o cumprimento de tais profecias. À luz disso, parece-nos correto identificar o Evangelho Segundo Lucas com a figura do Touro (Em tempo: o Touro era um dos animais sacrificados de acordo com as prescrições da Lei. Hb.9:13; 10:4).

Finalmente, chegamos a João, e percebemos a sua insistência em apresentar-nos Cristo como Aquele que existe desde a Eternidade (Jo.1:1), sendo, na verdade, igual ao Pai (Jo.10:30). João não parece preocupado com os detalhes que envolveram o nascimento de Jesus. Sua preocupação é a de ressaltar a divindade de Cristo. É também ele quem registra a oração em que Jesus pede ao Pai para que retornasse à Sua glória original (17:5). Diante disso, fica óbvio o motivo pelo qual os crentes primitivos associavam o Evangelho de João com o ser vivente cuja aparência era a de uma Águia voando.



· Adoração e Reconhecimento


João diz que “os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos. Não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir. Quando os seres viventes davam glória, honra e ações de graça ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre, os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam ao que vive para todo o sempre, e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: Digno és, Senhor nosso e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, pois tu criaste toda as coisas, e por tua vontade existem e foram criadas” (Ap.4:8-11).

Aprendemos com isso que, o objetivo do Evangelho é glorificar ao Deus Triúno, e não ao homem. É por isso que Paulo o chama de “o Evangelho da Glória de Deus” (2 Co.4:4). É a glória que o Evangelho confere a Cristo que faz com que os vinte e quatro anciãos, que representam o povo de Deus em sua totalidade, se prostrem e adorem a Deus.

Ao se prostrarem diante dAquele que ocupa o Trono, os anciãos lançavam suas coroas aos Seus pés, reconhecendo que toda a autoridade que possuíam derivava-se dEle, e que por isso, Ele era o único digno de receber a glória, a honra e o poder.

Tal dignidade se deve principalmente ao fato de Ele ter criado todas as coisas por Sua própria vontade. Aqui aprendemos que a adoração que os anciãos fazem é consciente, racional, e deve ser o protótipo do culto que prestamos a Deus (Rm.12:2) Eles sabiam a razão pela qual prestavam culto ao Cristo de Deus.

Não o faziam por mero formalismo ou emocionalismo irracional. Sua atitude de reconhecimento e entrega encontra eco na instrução dada por Paulo aos crentes Romanos: “Portanto, rogo-vos, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12:2).

Culto racional é todo aquele que encontra uma razão de ser. Pedro diz que devemos estar preparados para responder a todo aquele que nos pedir a razão da esperança que há em nós (1 Pe.3:15). O Apocalipse não se preocupa apenas em pintar um quadro onde os seres celestiais e terrenos adoram a Deus, mas também se preocupa em explicar a razão que os leva a agir assim. Em outras palavras: não basta freqüentar uma igreja, é preciso entender o “por quê” devemos fazê-lo.

Não é suficiente que dizimemos, é necessário que saibamos a razão pela qual separamos a décima parte de nossa renda para depositarmos no gazofilácio da obra de Deus. Qualquer atitude de culto deve ser respaldada em razões objetivas, sob pena de ser mero ritualismo, fanatismo ou emocionalismo.

No capítulo quatro de Apocalipse encontramos a primeira razão que nos deve conduzir à adoração: Deus criou todas as coisas, e é a Sua vontade que as mantém existindo. Embora esta fosse uma razão suficiente para O adorarmos.

 



Fonte: http://vanessaepituca.blogspot.com/2010/12/quatro-seres-viventes.html





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