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Artigo N.º 11401 - 127 – A Resposta Católica: O demônio é um mito ou uma realidade?
Artigo visto 3011




Visto: 3011
Postado em: 04/09/13 às 21:28:02 por: James
Categoria: Resposta Católica
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=197&id=11401
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Para alguns teólogos modernos, o diabo e seus demônios nunca existiram. Se Jesus referiu-se a eles por várias vezes nos Evangelhos é porque estava fazendo uma concessão à mentalidade da época. Em pleno século XX não seria possível que o homem moderno acreditasse nesses seres. Mas, será mesmo? Qual é a fé da Igreja sobre o tema?

 
O Catecismo da Igreja Católica, a partir do número 391, fala especificamente sobre a queda dos anjos:
 
"Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja vêem nesse ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo. [...] A Escritura fala de um pecado desses anjos. Essa queda consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. [...] É o caráter irrevogável de sua opção, e não uma deficiência da infinita misericórdia divina, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado. Não existe arrependimento para eles depois a queda, como não existe para os homens após a morte. [...] A Escritura atesta a influência nefasta daquele que Jesus chama "o homicida desde o princípio"... [...] A mais grave dessas obras devido às suas consequências, foi a sedução mentirosa que induziu o homem a desobedecer a Deus." (391 e seguintes)
O IV Concílio de Latrão, realizado em 1215, ao promulgar a definição contra os cátaros e albigenses, afirmou que:
 
"Cremos firmemente e confessamos sinceramente que um só é o verdadeiro Deus eterno e incomensurável, imutável, incompreensível, onipotente e inefável, Pai e Filho e Espírito Santo: três pessoas, mas uma só essência, substância ou natureza absolutamente simples. O Pai não provém de ninguém, o Filho só do Pai, o Espírito Santo de modo igual de um e de outro, sempre sem início e sem fim. O Pai gera, o Filho nasce, o Espírito santo procede. São consubstanciais, co-iguais, co-onipotentes e co-eternos: único princípio do universo, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, espirituais e materiais, que com sua força onipotente desde o princípio do tempo criou do nada uma e outra criação: a espiritual e a material, isto é, a angelical e a mundana; e, depois, a humana, de algum modo comum a ambas, constituída de alma e de corpo. Pois o diabo e os outro demônios foram criados por Deus naturalmente bons, mas por si mesmos se transformaram em maus. Já o homem pecou por sugestão do diabo." (DH 800)
 
Além disso, o Novo Testamento menciona o Diabo e seus demônios cerca 511 vezes e nunca por razões especulativas. Jesus, em nenhum momento de sua vida, principalmente em matéria religiosa, adaptou-se à realidade da época.
 
A vitória de Cristo sobre os seres satânicos libertou a pessoas do medo e do pavor. De forma concreta, o homem moderno - aquele que não acredita na existência de Satanás - não parece ser mais feliz e seguro do que os homens do passado. O homem atual é muito mais escravo do pecado, do sexo, da droga, todo tipo de perversão que provém do Inimigo, que os seus antepassados. Assim, não crer na existência do Demônio é um desserviço à humanidade.
 
Por outro lado, existe uma vertente, cada vez mais numerosa de pessoas que não só crêem na existência do Diabo, como estão a cultuá-lo. O satanismo é, infelizmente, uma presença nas sociedades modernas.
 
Para o católico, crer na existência do Diabo e dos seus demônios faz parte dos dogmas essenciais da fé. Sem eles, não seria possível compreender plenamente a natureza da libertação realizada por Cristo. Os Santos Padres falavam sobre o entrelaçamento dos dogmas, ou seja, crer no dogma da redenção implica em saber que a libertação foi da escravidão do demônio, e assim por diante. É o grande mistério da iniquidade, definido pelo Catecismo da Igreja Católico no relato da 'Queda':
 
"Deus é infinitamente bom e todas as suas obras são boas. Todavia, ninguém escapa à experiência do sofrimento, dos males existentes na natureza - que aparecem ligados às limitações próprias das criaturas - e, sobretudo, à questão do mal moral. De onde vem o mal? 'Eu perguntava de onde vem o mal e não encontrava saída', diz Santo Agostinho, e sua própria busca sofrida não encontrará saída, a não ser em sua conversão ao Deus vivo. Pois 'o mistério da iniquidade' só se explica à luz do 'Mistério da piedade'. A revelação do amor divino em Cristo manifestou ao mesmo tempo a extensão do mal e a superabundância da graça. Precisamos, pois, abordar a questão da origem do mal fixando o olhar de nossa fé naquele que, e só Ele, é o Vencedor do mal." (385)
Nestes tempos em que a humanidade se julga autossuficiente, capaz de derrotar sozinha o Mal - como os pelagianos - é bom recordar a absoluta necessidade que o homem tem de Deus, da salvação e da liberdade que só podem vir Dele.
 
A fé da Igreja não é colocada para suscitar medo, pelo contrário, mas para iluminar a vida. Aquele que crê na existência de Satanás, deve crer e confiar também na Redenção realizada por Cristo.


Fonte: http://www.padrepauloricardo.org



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