Livro: As Profecias e Revelações de Santa Brígida - Parte 35
 
 
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Livro Aberto
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Postado em: 03/11/11 às 20:54:38 por: James
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Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo à sua esposa escolhida e muito amada, Santa Brígida; sobre a proclamação de sua santíssima encarnação; a rejeição, profanação e abandono de nossa fé e batismo; e como Ele convida sua amada esposa e todo o povo cristão a amá-Lo.

Baixe o livro completo em nosso site no artigo N.º 4917

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Livro 2 - Capítulo 26

Maria disse: “Coloca o broche da Paixão do meu Filho firmemente em ti assim como São Lourenço firmemente o colocou. Cada dia ele costumava refletir como segue: ‘Meu Deus é meu Senhor, eu sou seu servo. O Senhor Jesus Cristo foi despido e zombado. Como isso pode ser justo para mim, seu servo, que esteja vestido com finura? Ele foi flagelado e pregado na madeira. Então, não é certo que eu, seu servo, se eu realmente for seu servo, não tenha nenhuma dor ou tribulação.’ Quando ele foi estendido sobre as brasas e gordura liquida escorreu para o fogo, e seu corpo todo pegou fogo, ele levantou os olhos para os céus e disse: ‘Bendito sois vós, Jesus Cristo, meu Deus e Criador! Eu sei que não vivi bem os meus dias. Sei que fiz pouco por sua glória. É por isso, que vendo que sua misericórdia é grande, eu vos peço que me trateis com vossa misericórdia.’ E nesta palavra sua alma foi separada de seu corpo. Viste, minha filha? Ele amou tanto meu Filho e suportou tanto sofrimento para sua glória que ainda disse que não era digno de alcançar o Céu. Como, então, podem ser merecedoras aquelas pessoas que vivem por seus próprios desejos? Então, tenha sempre em mente a paixão do meu Filho e de seus santos. Eles não suportam tais sofrimentos sem nenhuma razão, mas para dar aos outros um exemplo de como viver e para mostrar que um rigoroso pagamento será exigido pelos pecados, por meu Filho, que não quer que nem o menor pecado fique sem correção.”

Então, o Senhor Jesus veio e falou à esposa, dizendo: “Eu te disse antes o que deve ser armazenado em nossas casas. Entre outras coisas, deve haver roupas de três tipos: primeiro, feita de linho, que é produzida e cresce da terra; segundo, feita de couro, que vem dos animais; terceiro, feita de seda, que vêm do bicho-da-seda. A roupa de linho tem dois bons efeitos. Primeiro, ela é macia e suave em contato com o corpo nu. Segundo, ela não perde sua cor, mas quanto mais é lavada, mas limpa se torna. O segundo tipo de roupa, ou seja, a de couro, tem dois efeitos. Primeiro, ela cobre a vergonha da pessoa; segundo, proporciona calor contra o frio. O terceiro tipo de roupa, ou seja, a de seda, também tem dois efeitos. Primeiro, pode ser vista como muito bela e fina; segundo, é muito cara para comprar. As roupas de linho, que são boas para as partes nuas do corpo, simbolizam a paz e a concordância. Uma alma devota deve vesti-la em respeito a Deus, para que assim ela possa estar em paz com Deus, tanto por não querer nada além do que Deus quer ou numa direção diferente da que ele quer, quanto pela não irritação dele pelos pecados, já que não há paz entre Deus e a alma a não ser que ela pare de pecar e controle sua concupiscência

Ela também deve estar em paz com seu próximo, ou seja, não causando problemas a ele, ajudando-o se tem problemas, e sendo paciente se ele peca contra ela. Qual é a tensão mais infeliz na alma do que sempre estar desejando o pecado e nunca ficar cansada disso, sempre desejando e nunca em repouso? O que ferroa a alma mais agudamente do que ficar com raiva do seu próximo e invejar seus bens? É por isso, que a alma deve estar em paz com Deus e com seu próximo, já que nada pode ser mais repousante do que descansar do pecado e não ser ansioso em relação ao mundo, nada mais suave que o alegrar-se com o bem do próximo e desejar a ele o que deseja para si mesma.

Esta roupa de linho deve ser usada sobre as partes nuas do corpo, porque, mais apropriada e importante do que as outras virtudes, a paz deve morar próxima do coração, onde Deus deseja descansar. Esta é a virtude que Deus insufla e mantém no coração. Como o linho, esta paz nasce e cresce da terra, já que a paz e a paciência brotam da reflexão sobre a fraqueza da própria pessoa. Um homem que é da terra deve considerar suas próprias fraquezas, ou seja, se ofendido, rapidamente se enfurece, e se ferido, rapidamente sente dor. Se ele reflete desta forma, não fará a outro o que ele mesmo não pode suportar, pensando consigo: ‘Assim como sou fraco, meu próximo também o é.

Assim como eu não quero suportar tais coisas, ele também não.’ E depois, a paz não perde sua cor, ou seja, sua estabilidade, mas fica mais e mais constante, já que, considerando a fraqueza de seu próximo, ele se torna mais apto a suportar injurias. Se a paz do homem fica poluída pela impaciência de qualquer forma, ela se torna mais limpa e brilhante diante de Deus quanto mais frequentemente e rapidamente ela for lavada através da penitencia. Ele também se torna mais feliz e prudente na tolerância, quanto mais vezes ficar irritado e novamente se penitenciar, já que se alegra na esperança da recompensa que espera vir, por conta da sua paz interior, e se torna ainda mais cuidadoso quanto a não se deixar cair pela impaciência

O segundo tipo de roupa, a de couro, denota ações de misericórdia. Estas roupas de couro são feitas de peles de animais mortos. O que estes animais simbolizam se não meus santos, que foram tão simples quanto os animais? A alma deve ser coberta com suas peles, ou seja, ela deve imitar e realizar as obras de misericórdia. Estas têm dois efeitos. Primeiro, ela cobre a vergonha da alma pecadora e a limpa para que não apareça manchada à minha vista. Segundo, elas protegem a alma contra o frio. O que é o frio da alma se não a dureza a respeito do meu amor? Obras de misericórdia são eficazes contra tal frieza, envolvendo a alma para que ela não pereça pelo frio. Através destas obras, Deus visita a alma, e a alma se aproxima sempre mais de Deus.

O terceiro tipo de roupa, a feita de seda dos bichos-da-seda, que parece muito dispendiosa para comprar, denota o hábito puro da abstinência. Ela é bela na visão de Deus, dos anjos e dos homens. Ela também é cara, já que parece difícil para as pessoas conterem suas línguas das conversas excessivas e sem valor. Parece difícil conter o apetite da carne para com os excessos e prazeres supérfluos. Parece também difícil ir contra a própria vontade. Mas, embora possa ser difícil, ela é de todo modo, útil e bela.

É, por isso, minha esposa, pela qual quero dizer todos os fieis, que na nossa segunda casa devemos armazenar a paz para com Deus e o próximo, obras de misericórdia através da compaixão e ajuda aos miseráveis, e abstinência da concupiscência.

Embora a última seja mais cara que as outras, também muito mais bela do que as outras roupas, que nenhuma outra virtude parece bela sem ela. Esta abstinência deve ser produzida pelos bichos-da-seda, ou seja, pela consideração dos excessos de alguem contra Deus, pela humildade, e pelo meu próprio exemplo de abstinência, pois Eu me tornei como um verme pela humanidade. Uma pessoa deve examinar seu espírito, como e quão frequente ela tem pecado contra mim e de que forma se emendou. Então ela vai descobrir, por si própria, que nenhuma quantidade de trabalho e abstinência de sua parte pode fazer emenda ao número de vezes que ela pecou contra mim.

Ela também deve considerar sobre meus sofrimentos e dos meus santos, assim como a razão pela qual Eu suportei tais sofrimentos. Então ela verdadeiramente compreenderá que, se Eu exijo tão estrita retribuição dos meus santos, que tem me obedecido, quanto mais Eu exigirei em juízo àqueles que não me obedeceram. Uma alma boa deve, portanto, prontamente se empenhar na prática da abstinência, recordando que seus pecados são maus e cercam a alma como vermes. Assim, desses pequenos vermes, ela coletará seda preciosa, ou seja, o puro hábito da abstinência em todos os seus membros. Deus e todo os anfitriões do Céu alegram-se nisso. A eterna alegria será concedida à pessoa que armazena isto, e, se a abstinência não tivesse vindo em seu auxilio, ela teria sofrimento eterno”

Palavras de Cristo à esposa sobre as ferramentas na terceira casa; sobre como tais instrumentos simbolizam bons pensamentos, sentidos disciplinados e verdadeira confissão; também é dada uma explicação excelente de todas as coisas em geral e sobre as fechaduras destas casas.

Livro 2 - Capítulo 27

O Filho de Deus falou à esposa dizendo: “Eu te falei antes que deve haver instrumentos de três tipos na terceira casa. Primeiro, utensílios ou vasos, nos quais os líquidos são despejados. Segundo, instrumentos com os quais a terra do lado de fora é preparada, tais como enxadas, machados e ferramentas para consertar as coisas quebradas. Terceiro, instrumentos vivos, tais como asnos, cavalos e assemelhados, para transportar a vida e a morte. Na primeira casa, onde há líquidos, deve existir dois tipos de utensílios ou vasos: Primeiro, aqueles dentro dos quais substâncias doces são despejadas, tais como a água, óleo, vinho e semelhantes; segundo, aqueles nos quais as substâncias picantes ou densas devem ser despejadas, tais como mostarda, farinha e semelhantes. Você entende o que estas coisas significam? Os líquidos se referem aos pensamentos bons e maus da alma.

Um pensamento bom é como óleo doce e como um delicioso vinho. Um mau pensamento é como mostarda amarga que deixa a alma amarga e aviltada. Os maus pensamentos são os líquidos densos que uma pessoa, às vezes, precisa. Apesar de não serem muito bons para nutrir o corpo, eles ainda são benéficos para a purgação e cura tanto do corpo quanto da mente. Embora os maus pensamentos não alimentem e curem a alma como o óleo dos bons pensamentos, eles ainda são bons para a purgação da alma, assim como a mostarda é boa para a purificação do cérebro. Se os maus pensamentos não aparecessem, de vez em quando, os seres humanos seriam anjos e não humanos, e eles poderiam pensar que conseguiriam tudo por si próprios.

Portanto, para que um homem possa compreender suas fraquezas, que vêm dele mesmo, e a força que vem de mim, é algumas vezes, necessário que minha imensa misericórdia permita que seja tentado por maus pensamentos. Contanto que a alma não consinta com eles, serão uma purificação para a alma e uma proteção para suas virtudes. Embora eles possam ser tão picantes ao ingerir quanto a mostarda, ainda são muito saudáveis para a alma pois a conduzem à vida eterna e ao tipo de saúde que não se obtém sem alguma amargura. Então, deixe que os vasos da alma, onde são colocados os bons pensamentos, sejam cuidadosamente preparados e sempre mantidos limpos, já que é útil que mesmo os maus pensamentos apareçam tanto para uma provação como para obter maior mérito. De qualquer forma, a alma deve esforçar-se para não consentir com eles ou deleitar-se neles. De outra forma, a doçura e o desenvolvimento da alma serão perdidos e somente a amargura ficará.

Na segunda casa também deve haver dois tipos de instrumentos: primeiro, instrumentos para o lado de fora, tais como arado e enxada para preparar o chão para a semeadura e para arrancar arbustos; segundo, instrumentos úteis tanto dentro quanto fora de casa, assim como os machados e assemelhados. Os instrumentos para cultivar o solo simbolizam os sentidos humanos. Eles devem ser utilizados para o benefício do seu próximo assim como o arado é utilizado no solo. Pessoas ruins são como o solo da terra, pois estão sempre pensando da forma mundana. Elas são áridas na compunção por seus pecados, porque pensam que nada é pecado. Elas são frias em seu amor por Deus, porque não procuram nada além de sua própria vontade.

Elas são pesadas e preguiçosas quando é para fazer o bem, porque são ansiosas pela reputação mundana. É por isso, que uma pessoa boa deve cultivá-los através de seus sentidos exteriores, assim como um bom agricultor cultiva a terra com um arado. Primeiro, ele deve cultivá-los com sua boca, dizendo coisas úteis para a alma e instruindo-a sobre o caminho da vida; depois, fazendo as boas ações que pode. Seu próximo pode ser formado nesse caminho por suas palavras e motivado a fazer o bem. Depois, ela deve cultivar seu próximo por meio do descanso de seu corpo para que possa render fruto.

Ela faz isso através de seus olhos inocentes que não olham coisas impuras, de forma que seu vizinho impuro possa aprender a modéstia em seu corpo inteiro. Ela deve cultivá-los por meio dos seus ouvidos que não prestam atenção às coisas inadequadas assim como por meio dos seus pés que são rápidos para fazer o trabalho de Deus. Eu, Deus, darei a chuva da minha graça para o solo assim cultivado pelo trabalho do lavrador, e este deve alegrar-se com o fruto da antes árida terra improdutiva, mas agora próspera, pois começa a produzir brotos.

Os instrumentos necessários para as preparações dentro de casa, tal como o machado e ferramentas similares, significam a intenção de discernir e o santo exame do trabalho de alguém. Não importa o bem que a pessoa faça, não deve ser feito pela reputação e pela gloria humana, mas pelo amor a Deus e pela recompensa eterna. É por isso, que uma pessoa deve examinar suas ações, com que intenção e para qual recompensa ela as está fazendo. Se ela pode descobrir algum tipo de orgulho em sua ação, faça-a imediatamente cortá-la com o machado da discrição.

Desta forma, assim como ela cultiva seu próximo que está, como que fora da casa, ou seja, fora da companhia dos meus amigos devido a suas más ações, assim também ela pode produzir frutos para si própria, interiormente, através do amor divino. Assim como o trabalho de um agricultor em pouco tempo fracassará se ele não tiver instrumentos com os quais consertar coisas que tenham sido quebradas, assim também, ele não alcançará nenhum resultado, se uma pessoa não examinar seu trabalho com discernimento, e como isso pode ser aliviado se for muito pesado, ou como isso pode ser melhorado se não deu certo. Consequentemente uma pessoa deve, não somente trabalhar efetivamente fora de casa, mas deve considerar, atentamente, no seu interior, como e com que intenções ela trabalha.

Devem existir instrumentos vivos na terceira casa para transportar os vivos e os mortos, tais como cavalos, asnos e outros animais. Estes instrumentos significam a verdadeira confissão. Isso transporta tanto vivos quanto mortos. O que o vivo denota se não a alma que foi criada pela minha divindade e vive para sempre? Esta alma se aproxima mais e mais de Deus a cada dia através da verdadeira confissão. Assim como um animal se torna um animal de carga mais forte e mais belo de se ver, quanto mais vezes e melhor for alimentado, assim também a confissão - quanto mais frequentemente é usada e mais cuidadosamente é feita para menores ou maiores pecados - transporta a alma mais e mais para frente e é tão agradável a Deus, conduzindo a alma ao coração de Deus. O que são as coisas mortas transportadas pela confissão, se não as boas ações que morrem pelo pecado mortal? As boas ações que morrem através dos pecados mortais, estão mortas sob o olhar de Deus, porque nada de bom pode agradar a Deus a não ser que o pecado seja primeiro reparado, ou por uma perfeita intenção, ou por uma façanha.

Não é bom misturar cheiro bom com fedor no mesmo recipiente. Se alguem mata suas boas ações pelos pecados mortais e faz uma verdadeira confissão de seus crimes com a intenção de melhorar e evitar o pecado no futuro, suas boas ações, que antes estavam mortas, voltam à vida novamente pela confissão e pela virtude da humildade, e elas lhe trazem mérito para a salvação eterna. Se ele morrer sem ter feito confissão, embora suas boas ações não possam morrer ou serem destruídas, não pode merecer a vida eterna devido ao pecado mortal; ainda ele pode merecer uma punição mais leve ou contribuir para a salvação de outros, contanto que ele tenha realizado as boas ações com uma intenção santa e para a glória de Deus. Entretanto, se ele fez as ações pela glória mundana e seu próprio benefício, então suas ações morrerão quando seu realizador morre, já que ele recebeu sua recompensa do mundo para o qual trabalhou.

Então, minha esposa, pela qual quero dizer todos os meus amigos, devemos armazenar em nossas casas aquelas coisas que dão crescimento ao deleite espiritual que Deus quer ter com uma alma santa. Na primeira casa, devemos armazenar, primeiro, o pão da vontade sincera que não quer nada além do que Deus quer; segundo, a bebida da santa meditação, não fazendo nada a não ser a pensada para a glória de Deus; terceiro, as carnes da sabedoria divina por sempre pensar na vida que virá e em como a vida presente deve ser ordenada.

Na segunda casa, vamos armazenar a paz de não pecar contra Deus e a paz de não brigar com nosso próximo; segundo, ações de misericórdia através das quais possamos ser de beneficio pratico ao nosso próximo; terceiro, a perfeita abstinência pela qual refreamos aquelas coisas que tendem a perturbar nossa paz. Na terceira casa, devemos armazenar sábios e bons pensamentos para decorar nossa casa por dentro; segundo, ter temperança, sentidos bem disciplinados para serem luz para nosso próximo do lado de fora; terceiro, a verdadeira confissão que nos ajuda a reviver, quando perdemos as forças.

Ainda que tenhamos as casas, as coisas armazenadas nelas não podem estar a salvo sem portas, e portas não podem ser movimentadas sem dobradiças ou trancadas sem fechaduras. É, por isso, que para os bens armazenados estarem seguros, a casa precisa da porta da firme esperança para que não sejam arrebentadas pela adversidade. Esta esperança deve ter duas dobradiças para que a pessoa não se desespere em alcançar a glória ou para escapar da punição, mas sempre em toda adversidade tenha a esperança de coisas melhores, sendo confiante na misericórdia de Deus. A fechadura deve ser a caridade divina que fortaleça a porta contra a entrada do inimigo.

É bom ter uma porta sem fechadura ou uma esperança sem amor? Se alguém tem esperança na recompensa eterna e na misericórdia de Deus, mas não ama e teme a Deus, ele tem uma porta sem fechadura, pela qual seu inimigo mortal pode entrar e matá-lo quando quiser. Mas a verdadeira esperança ocorre quando uma pessoa que espera também faz as boas ações que pode. Sem essas boas ações ela não pode alcançar o Céu, ou seja, se ela sabia e podia fazê-las, mas não quis.

Se alguém percebe que ela cometeu uma transgressão ou não fez o que podia, ela deve tomar a boa resolução de fazer o bem que puder. Para o que ela não puder fazer, faça-a esperar firmemente que poderá chegar a Deus, graças à sua boa intenção e ao amor para com Deus. Então, faça a porta da esperança ser fortalecida pela caridade divina de tal forma que, assim como uma fechadura possui muitos segredos para impedir que o inimigo a abra, essa caridade para com Deus deve também mostrar a preocupação de não ofender a Deus, o amoroso temor de ser separado dele, o zelo ardente de ver Deus amado, e o desejo de vê-lo imitado. (Essa caridade) deve mostrar também tristeza, para com uma pessoa que não pode fazer o quanto ela gostaria de fazer ou sabe que é obrigada a fazer; e mostrar a humildade, que faz uma pessoa pensar que é nada tudo o que ela realiza, em comparação com seus pecados.

Faça a fechadura ser potente pelos segredos, para que o demônio não possa facilmente abrir a fechadura da caridade e inserir seu próprio amor. A chave para abrir e fechar a fechadura deve ser apenas o desejo por Deus, junto com caridade divina e santas ações, para que a pessoa não deseje ter nada além de Deus, mesmo se ela pode tocá-lo, e tudo isso por causa de sua imensa caridade. Este desejo inclui Deus na alma e a alma em Deus, porque suas vontades são uma.

Somente a esposa e o marido devem ter esta chave, ou seja, Deus e a alma, de forma que, quando Deus quiser entrar e apreciar boas coisas, chamadas virtudes da alma, ele pode ter livre acesso com a chave do constante desejo; quando novamente a alma quer ir para dentro do coração de Deus, ela possa fazê-lo livremente, já que ela não deseja nada a não ser Deus. Esta chave é mantida pela vigilância da alma e pela custodia da sua humildade, pela qual ela atribui a Deus, todos os bem que ela tem. E essa chave é mantida também pelo poder e caridade de Deus, para que a alma não seja vencida pelo demônio.

Veja, minha esposa, que amor Deus tem pelas almas! Então, fica firme e faça a minha vontade.”

Palavras de Cristo à esposa sobre sua natureza imutável; sobre como suas palavras são realizadas, mesmo se elas não são imediatamente seguidas por feitos; e sobre como nossa vontade deve ser completamente confiada à vontade de Deus.

Continua...



Fonte: Extraído do Livro As Profecias e Revelações de Santa Brígida





Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 03/11/11 às 20:54:38 h.


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