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Artigo N.º 7274 - Livro: As Profecias e Revelações de Santa Brígida - Parte 16
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Postado em: 10/02/11 às 22:42:33 por: James
Categoria: Livro Aberto
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Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo à sua esposa escolhida e muito amada, Santa Brígida; sobre a proclamação de sua santíssima encarnação; a rejeição, profanação e abandono de nossa fé e batismo; e como Ele convida sua amada esposa e todo o povo cristão a amá-Lo.

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Livro 1 - Capítulo 42

A Mãe falou: “Eu tinha três virtudes pelas quais agradei meu Filho. Tinha tanta humildade que nenhuma criatura, Anjo ou ser humano, era mais humilde que Eu. Em segundo lugar, eu tinha obediência pela qual me esforcei em obedecer a meu Filho em todas as coisas. Em terceiro lugar, tinha uma grande caridade. Por esta razão, recebi honras tríplice de meu Filho. Primeiro, se me deu mais honra que aos Anjos e aos Homens, de forma que não há virtude em Deus que não se irradie de mim, apesar de que Ele é a fonte e o Criador de todas as coisas. Mas eu sou a criatura a qual Ele garantiu a Graça principal em comparação com as demais.

Segundo, em razão da minha obediência, recebi tal poder que, não há pecador, por manchado que esteja, que não receba o perdão se voltar-se a mim com o propósito de emenda e coração contrito. Terceiro, em razão de minha caridade, Deus se aproximou tanto de mim que, qualquer um que veja Deus, vê a mim e, qualquer um que me veja pode ver a natureza divina e humana em mim e eu em Deus como se fosse um espelho. Porque quem vê a Deus vê três pessoas nele, e quem me vê, vê como se fosse três pessoas. Porque Deus me aproximou em alma e corpo de Si Mesmo e me cumulou de toda virtude, de maneira que não há virtude em Deus que não brilhe em mim, apesar de que Deus é o Pai e o doador de todas as virtudes. Como se tratasse de dois corpos conjugados – um recebe o que recebe o outro – assim fez Deus comigo. Não existe doçura que não esteja em mim.

É como alguém que tem uma noz e compartilha um pedaço com outra pessoa. Minha alma e corpo são mais puros que o sol e mais limpos que um espelho. Por isso, assim como as Três Pessoas se veriam em um espelho se se situassem frente a ele, assim o Pai e o Filho e o Espírito Santo podem ver-se em minha pureza. Uma vez tive meu Filho em meu ventre e junto à sua natureza divina. Agora, Ele há de se ver em mim com suas duas naturezas, Divina e Humana, como em um espelho, porque eu fui glorificada. Por isso, esposa de meu Filho, procure imitar minha humildade e não ames nada mais que meu Filho”.

Palavras do Filho à esposa sobre como as pessoas se elevam de um pequeno bem ao bem perfeito e se afundam de um pequeno mal ao maior castigo.

Livro 1 - Capítulo 43

O Filho disse: “Às vezes, surge um grande benefício a partir de um pequeno bem. A palmeira possui um odor maravilhoso e dentro de seu fruto, a tâmara, há como uma pedra. Se esta semente for plantada em um solo fértil, brotará e florescerá, crescendo até converter-se em uma altíssima árvore. Mas se plantar em solo estéril, secará. O solo que se deleita no pecado é absolutamente estéril, carente de bens. Se semeamos aí a semente das virtudes, elas não poderão nascer. Rico é o solo da mente que conhece seu pecado e se lamenta de tê-lo cometido. Se a ‘pedra’ da tâmara, ou seja, o pensamento de meu severo juízo e poder, se semear aí, surgirão três raízes na mente.

A primeira raiz é o dar-se conta de que uma pessoa não pode fazer nada sem minha ajuda. Isto lhe fará abrir a boca para pedir-me. A segunda raiz é começar a encomendar-me a algumas almas pequenas pelo bem do meu Nome. A terceira raiz é retirar-se dos próprios assuntos para servir-me. A pessoa, então, começa a praticar a abstinência, o jejum e a negação de si mesma: isso é o tronco da árvore. Depois, vão crescendo os ramos da caridade à medida que um conduz ao bem todos os que podem. Posteriormente, cresce o fruto quando instrui a outros segundo seu conhecimento e, piedosamente, trata de ensinar maneiras de dar-me uma maior glória. Esse tipo de fruto é o mais prazeroso para mim. Desta forma, a partir de um pequeno começo, um se eleva até a perfeição. Enquanto a semente forma a raiz no princípio mediante a piedade, o corpo cresce por meio da abstinência, os ramos se multiplicam por meio da caridade e o fruto cresce através da oração.

E, de igual maneira, uma pessoa se afunda a partir de um leve mal que a leva à condenação e ao castigo. Sabes qual é a carga mais pesada que impede que as coisas cresçam? Com certeza é a carga de um menino que está a ponto de nascer, mas que não pode sair e morre no ventre da mãe, e a mãe sofre uma hérnia da qual morre, e o pai a leva ao túmulo com a criança dentro e a enterra com a matéria putrefata. Isto é o que faz o demônio com a alma. A alma imoral é como a esposa do demônio que se submete à sua vontade em tudo. Ela concebe o filho pelo demônio ao obter prazer no pecado e regozijar-se nele. Assim como uma mãe concebe e gera o fruto mediante uma pequena semente que é quase insignificante, igualmente, deleitando-se no pecado, a alma dá muito fruto ao demônio.

Posteriormente, a força e os membros do corpo se vão formando à medida que se junta pecado sobre pecado, e aumenta cada dia. A mãe se incha com o aumento dos pecados, quer dar a luz, mas não pode, porque sua natureza se consumiu pelo pecado e se cansou da vida. Ela teria preferido continuar pecando, mas não pode, e Deus não o permite. Então, o medo se faz presente porque ela não pode realizar seu desejo. A força e a alegria acabam e ela se vê rodeada de preocupações e pesares. Então, seu ventre arrebenta e ela perde a esperança de fazer o bem. Morre enquanto blasfema e renega a justiça divina. E, assim, é conduzida pelo pai, o demônio, até o sepulcro do inferno onde ela permanece enterrada para sempre com a podridão de seu pecado e com o filho de seu depravado deleite. Vês assim, como um pecado pequeno de início, chega a aumentar e crescer até a condenação”.

Palavras do Criador à esposa sobre como Ele é agora desprezado e ultrajado por pessoas que não prestam atenção ao que fez por amor, ao aconselhar-lhes mediante os profetas e mediante seu próprio sofrimento para sua salvação. Também sobre como ignoram o castigo que Ele dirigiu aos obstinados, corrigindo-lhes severamente.

Livro 1 - Capítulo 44

Eu sou o Criador e Senhor de todas as coisas. Eu fiz o mundo e o mundo me evita. Ouço no mundo um ruído parecido ao das abelhas que acumulam mel sobre a terra. Quando a abelha está voando e começa a pousar emite um zumbido. Agora, ouço como uma voz que zumbe no mundo e que diz: ‘Não me importa!’ De fato, a humanidade não presta atenção nem se preocupa com o que fiz por amor, aconselhando-se mediante os profetas, pelo meu próprio ensinamento e mediante meu sofrimento por eles. Não lhes importa o que fiz em minha ira, ao corrigir os malvados e desobedientes. Só veem que são mortais e se sentem inseguros sobre a morte, mas não os preocupa.

Ouvem e veem a justiça que infligi ao Faraó e a Sodoma devido ao pecado e ao que se aplicou sobre outros reis e princesas, permitindo-a diariamente mediante a espada e outras desgraças, mas parece que estão cegos diante de tudo isso. Assim como as abelhas, voam por onde querem. De fato, às vezes, voam como se disparassem para o alto, quando se exaltam a si mesmos pelo orgulho, mas, em seguida, caem de novo rapidamente quando voltam a sua luxúria e a sua gula.

Reúnem mel da terra para si mesmos, fatigando-se e acumulando para si, premidas pela necessidade do corpo, mas não para a alma. Buscam o terreno mais que a honra eterna. Convertem o que é passageiro em um auto-castigo, o inútil em tormento eterno. Entretanto, pela intercessão de minha Mãe, enviarei minha voz clara a essas abelhas, exceto a meus amigos que se encontram no mundo somente em corpo, e isso requererá misericórdia. Se me atenderem, se salvarão.


Resposta da Mãe, dos Anjos, dos Profetas, dos Apóstolos e dos demônios a Deus, na presença da esposa, testemunhando sua grandeza na Criação, Encarnação e Redenção; sobre como as pessoas contradizem hoje todas estas coisas e também acerca de seu severo juízo sobre eles.

Livro 1 - Capítulo 45

A Mãe de Deus disse: “Esposa de meu Filho, veste-te e permanece firme porque meu Filho se acerca de ti. Saiba que sua carne foi espremida como a uva em um lagar, pois, como o homem pecou com todos os membros do seu corpo, meu Filho realizou a expiação em todos os membros de seu Corpo. Os cabelos Dele foram arrancados, seus tendões distendidos, suas articulações desencaixadas, seus ossos deslocados, suas mãos e pés completamente perfurados. Sua mente foi agitada, seu coração afligido pela dor, seu estômago absorvido até as costas e tudo isso porque a humanidade havia pecado com cada membro de seu corpo”.

Então, o Filho, na presença da Corte Celeste disse: “Ainda que todos saibam, falo para esta esposa minha que está aqui. A vós me dirijo, Anjos, dizei-me: Quem é que não teve princípio nem terá fim? E quem é que criou todas as coisas e não foi criado por ninguém? Falem e deem testemunho”. Responderam os Anjos todos a uma voz: “Senhor, esse és Tu e damos testemunho de três coisas: Primeiro, de que és nosso Criador e de tudo o que há no Céu e na Terra. Segundo, de que eras e será sem princípio, teu domínio é sem fim e teu poder eterno. Nada foi feito sem ti e sem ti nada pode existir. Em terceiro lugar, testemunhamos que vemos em ti toda justiça além de tudo o que foi e será. Todas as coisas são presentes para ti, sem princípio nem fim”.

Depois, disse aos Profetas e Patriarcas: “Quem os conduziu da escravidão à liberdade? Quem dividiu as águas diante de vós? Quem vos deu a Lei? Profetas, quem vos deu a inspiração para falar?” Eles responderam: “Tu, Senhor. Tu nos tiraste da escravidão. Tu nos deste a Lei. Tu inspiraste nosso espírito para falar”.

Depois, disse à sua Mãe: “Dá verdadeiro testemunho de tudo o que sabes de mim!” Ela respondeu: “Antes que o Anjo que me enviaste viesse a mim, eu estava só em corpo e alma. Quando foram pronunciadas as palavras do Anjo, teu corpo esteve dentro de mim em suas naturezas, divina e humana, e senti teu Corpo em meu corpo. Gerei-Te sem dor. Dei-Te à luz sem angústia. Envolvi-Te em panos e Te alimentei com meu leite. Estive contigo desde o teu nascimento até a tua morte”.

Então, o Senhor disse aos Apóstolos: “Dizei a quem vistes, ouvistes e percebestes com vossos sentidos!” Eles lhe responderam: “Ouvimos estas palavras e as escrevemos. Ouvimos tuas palavras prodigiosas quando nos deste a Nova Lei, quando, com uma palavra, deste ordem aos demônios e eles saíram, quando, com uma palavra, ressuscitaste os mortos e curaste os enfermos. Vimos-Te em um corpo humano. Vimos teus milagres e a glória divina de tua natureza humana. Nós Te vimos sendo preso por teus inimigos e pregado em uma Cruz.

Nós Te vimos sofrer da maneira mais amarga e, depois, ser colocado em um sepulcro. Nós te percebemos com nossos sentidos quando ressuscitaste. Tocamos teu cabelo e teu rosto. Tocamos teus membros e tuas partes chagadas. Tu comeste conosco e compartilhaste nossa conversa. Tu és verdadeiramente o Filho de Deus e o Filho da Virgem. Também Te percebemos com nossos sentidos quando subiste, em tua natureza humana, à direita do Pai, onde estás eternamente”.

Depois, disse Deus aos espíritos imundos: “Ainda que, em vossas consciências ocultais a verdade, ordeno que digais quem foi que diminuiu vosso poder”. Eles lhe responderam: “Como ladrões que não dizem a verdade, a menos que tenham os pés presos em um duríssimo madeiro, nós não diríamos a verdade se não fôssemos forçados por Teu tremendo e divino poder. Tu és quem desceu ao inferno com toda tua força. Tu diminuíste nosso poder no mundo. Levaste do inferno o que te correspondia por próprio direito”. Então o Senhor disse: “Deem conta, todos os que têm um espírito e não estão envolvidos por um corpo, declaro seu testemunho da verdade diante de mim. Mas aqueles que têm um espírito e um corpo, ou seja, os seres humanos me contradizem. Alguns deles conhecem a verdade, mas não se importam. Outros não a conhecem e por isso dizem que não lhes importa e afirmam que tudo é falso”.

Ele disse novamente aos Anjos: “Os seres humanos dizem que vosso testemunho é falso, que eu não sou o Criador e que nem todas as coisas se conhecem em mim. Portanto, amam mais a criação do que a mim”. Ele disse aos Profetas: “Os homens vos contradizem e dizem que a Lei não tem sentido, que vós ganhastes liberdade graças a vossa própria coragem e capacidade, que o Espírito era falso e que vós faláveis por própria vontade”. À sua Mãe, disse: “Alguns dizem que Tu não és Virgem, outros que Eu não me encarnei em ti, outros conhecem a Verdade, mas não se importam com ela”.

Aos Apóstolos, lhes disse: “Os contradizem dizendo que sois mentirosos, que a Nova Lei é inútil e irracional. Há outros que creem que é verdadeira, mas não se importam com ela. Agora, pois, Eu pergunto: Quem será seu juiz?” Todos eles responderam: “Tu, Deus, que és sem princípio nem fim. Tu, Jesus Cristo, que és um com o Pai. O Pai Te outorgou todo o poder de julgar, Tu és seu Juiz”. O Senhor respondeu: “Eu fui seu acusador e agora sou seu Juiz. Entretanto, apesar de tudo saber e tudo poder, dá-me vosso veredito sobre eles”.

Eles, responderam: “Assim como o mundo inteiro pereceu em seus inícios com as águas do dilúvio, igualmente agora o mundo merece ser consumido pelo fogo, pois a iniquidade e a injustiça são agora mais abundantes que outrora”. O Senhor respondeu: “Como sou justo e misericordioso e não faço juízo sem misericórdia e nem misericórdia sem justiça, uma vez mais enviarei minha misericórdia ao mundo pela intercessão de minha Mãe e dos meus Santos. Se os seres humanos não querem escutar, os seguirá uma justiça que será a mais severa”.

Palavras mútuas de louvor que, na presença de Santa Brígida, se dão Jesus e Maria, e sobre como as pessoas veem agora a Cristo como desleal, desgraçado e indigno dizendo que Ele é assim e também sobre a eterna condenação dessas pessoas.

Livro 1 - Capítulo 46

Maria falou a seu Filho dizendo: “Bendito seja Tu, que é sem princípio nem fim! Tu tiveste o corpo mais nobre e belo;Tu foste o mais valente e virtuoso dos homens, o mais digno do seres”. O Filho respondeu: “As palavras que saem de teus lábios são doces e deleitam o mais profundo do meu coração como a mais doce das bebidas. Tu és para mim a mais doce das criaturas. Da maneira que uma pessoa pode ver distintos rostos em um espelho, mas nenhum lhe agrada mais que o seu próprio, assim, mesmo amando meus Santos, a amo com particular amor, porque nasci de tua carne.

Tu és como um incenso seleto cujo odor subiu até a divindade e a atraiu para seu corpo. Esta mesma fragrância elevou teu corpo e tua alma até Deus, onde estás agora com todo teu ser. Bendita sejas, porque os Anjos se regozijam em tua formosura e todos os que te invocam, com o coração sincero, ficam libertos graças ao teu poder. Todos os demônios tremem diante de tua luz e não se atrevem a permanecer em teu esplendor porque eles sempre querem estar nas trevas.

Tu me louvaste por três qualidades. Disseste que Eu tive o corpo mais nobre, depois afirmaste que Eu era o mais valente dos homens e, em terceiro, disseste que fui a mais digna das criaturas. Estas qualidades são contestadas, agora, por aqueles que possuem um corpo e uma alma. Dizem que Eu possuo um corpo ignóbil, que sou o homem mais desgraçado e a mais indigna das criaturas. O que é mais ignóbil do que arrastar o outro para o pecado? Isso é o que dizem de meu corpo: que conduz ao pecado. Dizem, literalmente, que o pecado não é tão repugnante nem desgosta a Deus tanto como Eu lhes havia dito. ‘Porque – segundo eles – nada existe a menos que Deus queira e nada foi criado sem Ele. Por que, então, não poderíamos usar tudo o que foi criado como nós quisermos? Nossa natural fragilidade assim o exige e esta é a forma com a qual todos temos vivido antes e ainda vivemos’.

Assim é como, agora, as pessoas se dirigem a mim. Minha natureza humana, com a qual apareci entre os homens como Deus verdadeiro, é, efetivamente, considerada por eles como desprezível, apesar do quanto Eu apartei a humanidade do pecado e lhe mostrei a gravidade disso, como se Eu tivesse incentivado a fazer algo inútil e torpe. Dizem, literalmente, que nada é nobre exceto o pecado e tudo aquilo que satisfaça seus caprichos. Também dizem que eu sou o mais desgraçado dos homens. Quem é mais desgraçado que alguém que, quando diz a verdade, vê sua boca ferida pelas pedras que lhe arremessam e é golpeado na face e, além de tudo isso, escuta as censuras das pessoas dizendo-lhe: ‘Se fosse um homem se vingaria’? Isso é o que fazem comigo.

Falo com eles através de sábios doutores e das Sagradas Escrituras, mas eles dizem que Eu minto. Ferem minha boca com pedras e com socos cometendo adultério, matando e mentindo. Dizem: ‘Se fosse um grande homem, se fosse o mais poderoso Deus, se vingaria dessas transgressões’. Todavia, Eu sofro em minha paciência. Cada dia, ouço-os afirmar que o castigo nem é eterno nem tão severo como se falou e minhas palavras são consideradas mentiras.

Por último, me veem como a mais indigna das criaturas. O que é mais desprezível em uma casa do que um cachorro ou um gato que alguém estaria mais que contente em trocar por um cavalo, se pudesse? Mas as pessoas afirmam que Eu sou pior que um cachorro. Não me acolheriam se, para isso, tivessem que se desapegar do cachorro, e antes ainda, me recusariam e me negariam se tivessem que ficar sem a casinha do cachorro. Existe algo tão insignificante para a mente humana, que não seja considerado de maior valor ou que seja mais desejado que Eu? Se me tivessem em maior estima que as demais criaturas, me amariam mais que tudo. Mas não possuem nada tão insignificante que não o amem mais que a mim.

Apiedam-se de qualquer coisa mais que de mim. Desgostam-se por suas próprias perdas e pelas de seus amigos. Afligem-se por uma única palavra ofensiva. Entristecem-se por ofender as pessoas de maior classe que eles, mas não se importam em ofender a, Mim, o Criador de todas as coisas. Quem há, que seja tão desprezado que não seja ouvido quando pede algo ou que não seja compensado quando tenha dado algo? Eu sou totalmente indigno e desprezível a seus olhos, tanto que não me consideram merecedor de nenhum bem, apesar de Eu lhes ter dado todo o bem.

Mãe minha, tu saboreaste mais de minha sabedoria que os demais e nada mais que a verdade saiu de teus lábios. Tampouco, dos meus lábios, pode sair outra coisa mais que a verdade. Em presença de todos os Santos, Eu me justificarei a mim mesmo ante o primeiro homem, o que disse que Eu tinha um corpo indigno. Demonstrarei que, de fato, possuo o corpo mais nobre, sem deformidade nem pecado, e esse homem cairá na eterna censura para que todos o vejam. Já para aquele que disse que minhas palavras eram mentiras e que não sabia se Eu era ou não Deus, demonstrar-lhe-ei que sou verdadeiramente Deus e ele deslizará como o barro até o inferno. E ao terceiro, ao que sustentava que eu era indigno, o condenarei ao castigo eterno, de maneira que nunca veja minha glória nem sinta meu gozo”.

Então, disse à esposa: “Mantenha-te firme no meu serviço! Tu te vês rodeada por um muro, como dissemos, do qual não podes escapar nem escavar seus fundamentos. Assume voluntariamente esta pequena tribulação e chegarás a experimentar o eterno descanso em meus braços! Tu conheces a vontade do Pai, escutas as palavras do Filho e conheces meu Espírito. Obtenha alegria e consolo nos diálogos com minha Mãe e meus Santos. Por isso, mantenha-te firme! Do contrário, chegarás a conhecer essa minha justiça pela qual se verás forçada a fazer o que, agora amavelmente, eu a estou incentivando que faças.

Palavras do Senhor à esposa sobre a adesão à Nova Lei; sobre como essa mesma Lei é agora rejeitada e desdenhada pelo mundo, sobre como os maus sacerdotes não são sacerdotes de Deus e sim traidores de Deus e sobre a sua maldição e condenação.

Continua...


Fonte: Extraído do Livro As
Profecias e Revelações de Santa
Brígida

 

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