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Marisa Bueloni
Exponho neste espaço uma coletãnea de Artigos e Reflexões sobre diversos temas religiosos que nos dias de hoje se fazem presente, com o objetivo de Levar a palavra de Deus aos irmãos e testemunhar o amor que sentimos por Jesus, Maria e Nossa querida e Santa Igreja Católica.




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Visto: 1928 - Impresso: 43 - Enviado: 23 - Salvo em Word: 38
Postado em: 28/06/10 às 11:57:47 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
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Marisa Bueloni


Que admiração profunda sinto por quem afirma isso: “Não tenho medo de nada”. Conheci uma pessoa assim, intrépida, corajosa, valente. Sem medo do escuro, de injeção, de mula-sem-cabeça, de dentista. Sem medo de correr riscos, sem medo da vida. Eu perguntava: nem de assombração? - e ela respondia: “Assombração não existe”.

 

 

A gente já viu coisa do arco da velha neste mundo. E existe aquilo que mete medo, sim. Vai dizer que não? Mas tem gente por aí que anda na montanha russa, toma avião como eu vou à cidade, salta de paraquedas, pega cobra com a mão, faz carinho na leoa, amansa burro bravo, expulsa demônios e espíritos maus das pessoas possuídas. É preciso ser santo para realizar a expulsão. Tem de jejuar e fazer muita penitência para ganhar a força espiritual necessária.

 

Há um monte de medo por aí, rondando-nos o tempo todo e também atrapalhando a nossa vida. Tenho alguns medos, confesso. Medo de avião, por exemplo. Já tive alguns sonhos premonitórios e isso me soa como um aviso para não voar. Minhas viagens - já fui até Porto Alegre, numa viagem encantadora e até a Bahia, num verão inesquecível - são sempre de carro.

 

Uma de minhas mais queridas amigas tem medo de elevador. Ela não entra num nem a pau. E não adianta insistir. Uma vez, fomos juntas fazer uma visita para minha filha mais velha que, na época, morava no 19º andar de um edifício bem no centro da cidade. “Mas, meu anjo, vamos de elevador, são 19 andares, você vai chegar lá tão cansada...”. Ela foi irredutível, subiu pelas escadas. Terminada a visita, cutuquei: “Mas agora, vamos descer de elevador, né?...”. Que nada, ela foi a pé novamente.

 

Creio ter superado, mais ou menos, o medo de falar em público, que faz parte da chamada “fobia social”. Não apenas medo de falar para uma plateia, dar uma palestra, mas também de fazer uma pergunta na aula para o professor, emitir uma opinião num grupo, apresentar um trabalho na escola. Depois, conversando com outras pessoas e colegas, tive a confirmação de que eu não era a única a sofrer terrivelmente com isso.

 

Medo de fracassar. Hummm... chato, muito chato o fracasso. Mas quando acontece, temos de tirar dele uma bela lição de vida. Sucesso e fracasso. O que será pior? Os que alcançam o sucesso dizem se sentir prisioneiros dele, precisam mantê-lo a todo custo. O fracasso é amargo, mas pode ajudar no aprendizado para passos futuros. Que o fracasso não estacione ninguém numa vaga perdida do caminho.

 

Não ter medo de nada. Não ter medo de se envolver numa aventura perigosa e sair dela machucado para sempre. Não ter medo da vida. Não ter medo do amor. Há pessoas que têm medo de amar. Medo de ser ferido, de sofrer. Medo de passar por uma desilusão. E por isso, vivem solitários, nunca namoraram. Se houve alguma paixão secreta, também não revelam com medo do ridículo.

 

Pois é. Medo do ridículo. Quem não tem? Ninguém quer pagar mico, ser pego de surpresa, fazer um papel feio, passar uma imagem de pessoa desastrada, grotesca, ou pouco inteligente. Todos querem brilhar de alguma forma, ter êxito, conquistar um espaço de valor e reconhecimento. Essa é uma luta que envolve o nosso ego numa batalha particular, pessoal, profundamente desgastante. Será que vale a pena?

 

Medo de ser feliz. Meu Deus, como a gente lê sobre isso nas revistas. Será que existe mesmo esse medo? Se alguém sofre dele, por favor, vá se tratar urgentemente! Não tenha medo de ser feliz, meu anjo. A vida é tão curta, passa tão depressa e as doenças podem aparecer de surpresa no meio do caminho...

 

Se você pode ser feliz, seja. Não tenha medo. Não precisa afirmar, cheio de coragem: não tenho medo de nada. Tenha alguns medos, sim. São salutares. É uma espécie de “defesa” natural, em determinadas situações. Medo é uma coisa, fobia é outra. Basta que não sejam medos patológicos, está tudo certo.

 

Eu tenho medo de algumas coisas. De extraterrestre. De avião. De escorpião. De adoecer e ficar dependente. De perder minha fé. Tenho medo de ver algo que não quero ver. Prefiro viver as coisas deste nosso mundo real e maravilhoso, com tanta coisa linda, mas tão linda, tão linda, que é de meter medo!...



 



Marisa Bueloni mora em Piracicaba, SP, é formada em Pedagogia e Orientação Educacional. (marisabueloni@ig.com.br)





Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 28/06/10 às 11:57:47 h.


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