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Visto: 2013 - Impresso: 129 - Enviado: 22 - Salvo em Word: 67
Postado em: 25/09/10 às 08:32:59 por: James
Categoria: Artigos
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15 de Setembro é dia de Nossa Senhora das Dores!

Estava a mãe dolorosa chorando junto à cruz a qual seu filho pendia sua alma soluçante inconsolável e angustiada era atravessada por um punhal.


15 de setembro, dia de Nossa Senhora das Dores, ou ainda Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais. Citei dois, mas inúmeros títulos tem a Mater Dolorosa. Trata-se de Maria Santíssima, mãe de Jesus, especialmente contemplada durante a Paixão de Cristo, quando cumpre-se a profecia de Simeão Uma espada de dor transpassará sua alma (Lc 2, 35).


Ó, quão triste e aflita estava a bendita mãe do Filho Unigênito! Transpassada de dor, chorava, vendo o tormento do seu Filho


Todas as devoções marianas são fundamentais para o avanço na vida cristã, mas a Mater Dolorosa une-se de maneira indissolúvel à Via Sacra, reunindo-se ao mistério da Morte e Ressurreição de Cristo. Aos pés da cruz estava a mãe. Onde os apóstolos fugiram, salvo o mais jovem deles, ficou a viúva vendo morrer seu único filho. A visão do crucificado devia ser miserável, a visão de sua mãe aos pés da cruz deve fazer até as pedras se compungirem.

Estava a virgem esmagada de dor. Aquela que três décadas atrás dissera que sua alma engrandecia e se alegrava no Deus seu salvador enfrentava o mistério máximo da dor. Pela madeira da árvore do conhecimento o velho Adão pecara, pela madeira da cruz o novo Adão expiava as faltas. A nova Eva também estava aos seus pés perfurados, ela que tinha sido preservada da mancha do pecado da velha Eva por antecipação daquele momento.


Quem poderia não se entristecer ao contemplar a Mãe de Cristo sofrendo tanto suplício Quem poderia conter as lágrimas vendo a mãe de Cristo
dolorida junto ao seu Filho?


Aos pés da cruz, Maria Santíssima recebe toda a humanidade como seus filhos. Humanidade representada em São João Evangelista retratado impessoalmente para melhor nos representar Mulher, eis ai teu filho. Filho, eis ai tua mãe. A mãe de Deus torna-se nossa mãe.

Como a velha Eva segurara o fruto colhido da madeira da árvore proibida, também a Nova Eva seguraria o corpo morto de Cristo colhido de igual madeira. A nova Eva trazia nos braços o fruto da fruta proibida, o verdadeiro Deus e verdadeiro homem morto pelos pecados dos primeiros pais e de todos seus descendentes.

Ah, minha mãe! O que poderia eu fazer para tirar as lágrimas de teus olhos? Estou ao teu lado contemplando Nosso Senhor morto pelos meus pecados. Ah, Senhor, tende piedade de mim que nunca compreendi a gravidade de meus pecados!


Pelos pecados do seu povo Ela viu Jesus no tormento, Flagelado por seus súditos Viu seu doce Filho morrendo desolado ao entregar seu espírito.


Não só na cruz, mas em toda Via Sacra Maria Santíssima seguiu Jesus. Aquela senhora idosa, viúva sem filhos, caminhava entre a multidão, entre vielas e atalhos para sempre ficar ao lado do filho. Cada chicotada em Cristo era uma chicotada na mãe, quem batia no filho abatia a mãe.

O maior testemunho da santa pureza está no calvário. Aos pés da cruz estavam a virgem Maria e o solteiro João Evangelista. Os puros ficaram. Profunda constatação, que a força vem da preservação de si pela entrega a Deus. Também a viúva Judite soube conservar sua pureza e usar a luxúria de Holofernes para castigá-lo. Grande lição, os puros conservam-se de pé até no Calvário, os que se entregam à luxúria perdem a cabeça e de vitoriosos viram derrotados. Mas são derrotados por aquele que assumiu em si a derrota daqueles a quem queria salvar, era a carne pura de Cristo que recebia os flagelos que merecia a nossa carne amolecida pelo apego aos bens sensíveis.


Ó mãe, fonte de amor, faz como que eu sinta toda a sua dor
para que eu chore contigo. Faz com que meu coração arda
no amor a Cristo Senhor para que possa consolar-me


Nosso Senhor disse que aqueles que desejavam o seguir deveriam tomar sua cruz. Seguir a Cristo é enfrentar a dor redentora, abraçar a cruz. Maria Santíssima é a Rainha dos Apóstolos, a maior das discípulas porque Minha mãe e meus irmãos são os que ouvem a palavra de Deus (Lc 8,21). Como a maior ouvinte da palavra de Deus, Sua mãe guardava todas estas coisas no coração (Lc 2,51), Maria teve dores durante toda sua vida. Se a virgem imaculada sem pecados sofreu, porque não sofreremos nós com muita justiça para compensar nossos pecados e crimes?

 


Mãe Santa, marca profundamente no meu coração
as chagas do teu Filho crucificado Por mim, teu Filho coberto de chagas
quis sofrer seus tormentos, quero compartilhá-los.


Quais foram as dores que a Rainha dos Apóstolos, a mãe dos que crêem, passou? A profecia de Simeão (Lc 2,34-35), a fuga para o Egito (Mt 2,13-21), o desaparecimento do menino Jesus (Lc 2,41-51), o encontro com Cristo rumo ao calvário (Lc 23,27-31), a morte do filho na cruz (Jo 19,25-27), a retirada do corpo morto de Cristo (Mt 27,55-61), e finalmente o sepultamento de seu único filho (Lc 23,55-56). Ninguém escapa da cruz se deseja seguir Jesus. Morreu Cristo, sofreu Maria, foram martirizados todos os apóstolos. E nós, que vivemos numa época e lugar livres e favoráveis, não conseguimos nem suportar as pequenas contrariedades do dia-a-dia e dedicá-las a Deus.

 


Faz com que eu chore e que suporte com Ele a sua cruz
enquanto dure a minha existência Quero estar em pé.
ao teu lado, junto à cruz chorando junto a ti.


Que filhos enterrem as mães, ainda que triste é natural. Mas a mãe enterrando o filho? E o filho único? É de destruir um coração de dor. Por que Cristo ressuscitou o filho da viúva de Naim? Porque foi tomado de compaixão. Teria Nosso Senhor em sua presciência visto naquela viúva sua mãe puríssima segurando seu corpo inanimado da cruz? Viu ele na viúva de Naim a viúva de Nazaré?

Quem não ama sua mãe? Quem não deseja a poupar de todo desgosto e toda contrariedade? Cristo não só carregou sobre si nossas culpas, mas nem a sua mãe poupou. Sim, mais tarde a faria Rainha de toda a criação e a elevaria a uma glória inaudita a todas as criaturas, que faz até Satanás se roer de inveja. Porém antes de entrar na glória de seu filho, a virgem santíssima teve de sofrer grandemente. O discípulo não é maior que o mestre, e o bom discúpulo é como o mestre. A mãe, que era a melhor das discípulas, teve também o mais rigoroso seguimento do calvário.

 


Virgem de virgens notável, não sejas rigorosa comigo,
deixam-me chorar junto a ti Faz com que eu compartilhe a morte de Cristo que participe da Sua paixão e que rememore suas chagas.


A meditação na Paixão de Nosso Senhor é uma das melhores práticas de piedade de um cristão. No dia do julgamento, a compunção que tivemos pela dor de Nosso Senhor será levado em conta, especialmente porque sabemos que foram nossas faltas que o ouseram no madeiro. E nessa hora, virá a mãe em nossa defesa, lembrando que também com ela aos pés do calvário ficamos. Ó minha mãe sofrida! Eu que deveria te consolar, mas tu que me consolas!

Na face de Maria vemos a face maternal de Deus, na criatura reflete-se a assinatura do criador. Quantas vezes alquebrados e chorando os muitos calvários de nossas vidas temos que dar os ombros para a mãe que chora conosco e também chorarmos com ela. Foi entre lágrimas que São João e nós ganhamos uma mãe. Busquemos o manto de Nossa Senhora das Dores para chorarmos, ofereçamos nossos ombros de filho para que ela repouse seu coração dilacerado pela espada de dor.

 


Faz como que me firam suas feridas, que sofra o padecimento da cruz
pelo amor do teu Filho Inflamado e elevado pelas chamas
seja defendido por ti, ó Virgem, no dia do juízo final.


A vida nos castigará duramente ainda, esta é a única certeza: Eis aqui as lágrimas dos oprimidos e não há ninguém para consolá-los (Ecl 4,1). Quando a cruz nos esmagar e os ímpios cuspirem em nós, olhemos para a multidão que se ri. No meio veremos uma face maternal nos seguindo. Ela não ri de nós, sofre conosco. Ela nos seguirá até a hora derradeira. E quando finalmente tudo estiver consumado, quando lançarmos o brado final e recebermos o preço de nossas culpas sendo abreviados desta vida, eis que a mãe das dores, agora mãe gloriosa, Rainha assunta ao céu em corpo e alma, vai nos receber na casa de seu filho. E como outrora a rainha Ester, vai nos preceder no trono do grande rei intercedendo em nosso favor: Salva meu povo, eis o meu desejo. Se parecer bem ao rei e se achei graça diante dele, e se isso lhe parecer justo (Est 7,3;8,5)

 

Faz com que eu seja custodiado pela cruz, fortalecido pela morte de Cristo e confortado pela graça. Quando o corpo morrer, faz com que minha alma alcance a glória do paraíso. Amém. Pelos séculos dos séculos


A representação de Cristo morto com sua mãe gerou as melhores peças de arte sacra de todos os tempos. Ao longo desta meditação procuramos um apanhado de muitas visões artísticas da virgem dolorosa. Arte é imitação, já dizia a velha definição aristotélica. O leitor deve ter notado por si mesmo que apenas estas ilustrações já cortam nosso coração de dor e piedade pelos sofrimentos de Nosso Senhor e sua mãe santíssima.

As ilustrações são de artes plásticas, mas não devemos esquecer da belíssima arte musical… que hino é este, afinal, que tão bem une emoção à devoção? É o lendário Stabat Mater Dolorosa – “Estava a mãe das dores“. Este hino tem diversas versões por diversos grandes nomes da música. O valor lírico é incomparável, e soube capturar com maestria a cena da virgem no calvário. A tradução empregada é a da página Stabat Mater. No dia de Nossa Senhora das Dores não pude encontrar melhor expressão para nossa oração.




Fonte: http://jornadasespirituais.blogspot.com/2009/09/nossa-
senhora-das-dores-ou-da-piedade.html











Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 25/09/10 às 08:32:59 h.


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