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Artigo N.º 5735 - DONS ENTERRADOS
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Postado em: 20/07/10 às 22:39:46 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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Tiro um tempinho desta correria para novamente escrever um pouco. A propósito da primeira das 61 grandes almas do Purgatório, o filho de São Pedro eu gostaria de ligar este assunto com outro que me preocupa. Falo especificamente das pessoas que tantas vezes recebem chamados lindíssimos de Deus, recebem dons para frutificar, recebem missões a cumprir na terra, entretanto rejeitam a graça, ou, bem pior, o aplicam de forma errada, até mesmo trabalhando para o inimigo.

Muitas pessoas, milhões delas, são agraciadas por dons assombrosos, coisas que te deixam abismado, de queixo caído, porque simplesmente você é incapaz de fazer o que elas conseguem. Com as mãos, com a boca, com a cabeça e até com os pés, em todos os sentidos existem pessoas excepcionais em talentos, e isso é uma das maravilhas da criação. É um artifício perfeito do Criador, que tanto não repete um rosto entre bilhões, como não deixa uma pessoa sem dom algum. Este é o grande recado que preciso deixar!
 
Na parábola dos talentos, Jesus nos dá um recado precioso, de que devemos fazer bom uso dos dons que recebemos e produzir frutos com eles. Mas Deus nos deu estes dons, para que produzíssemos frutos de eternidade, principalmente ajudando, de forma gratuita, aos nossos irmãos. Ele não nos criou para colocarmos nossos talentos para fruto do mal, para que aplicássemos nossos dons a serviço do inimigo, embora sim, somos livres para agir, eis mais um truque do Supremo Artífice. A liberdade é a única coisa que realmente pertence ao homem, o dom não! O dom é divino!
 
Nos últimos meses, o assunto que mais tive de responder cartas se refere ao dom da oração. Respondi dezenas de cartas com o mesmo recado. Não consigo rezar! Tenho tido preguiça de rezar! Perdi a vontade de rezar! Durmo na hora de rezar! Rezo mas minha oração não alcança a graça! E então pedem orações e mais orações, porque se sentem derrotadas, desanimadas, sem forças de lutar. E eu tenho de lhes dizer: sim, rezemos uns pelos outros, porque esta é nossa única arma, nesta última batalha!
 
Mas antes disso eu gostaria de citar exemplos de dons, de fatos que já presenciei, de pessoas que já encontrei, de coisas que os vi fazer e que me deixaram impressionado. Falo isso, porque certamente Deus colocou neles tais dons, não para o bem deles mesmos, mas antes de tudo para a humanidade. Não para vivê-los em favor de si mesmos, mas para a alegria de todos, ao maravilhar de todos, para a delícia de todos. Infelizmente, quase 100% destas pessoas fazem uso errado de seus dons. Querem ver?
 
Não é lindo, acaso, você ver uma pessoa tomando de um papel, um pedaço de giz, e nuns poucos traços é capaz de transportar a tua fisionomia para o papel, dando quase que um espírito ao desenho? Não somente isso, fazer uma caricatura da gente, com uma fisionomia deformada, mas viva, real, parecida!... Não é isso uma coisa impressionante? Façam as contas entre os homens, quantos têm este dom? Quantos deles o aplicam para o bem de todos e a alegria de todos, não somente para si mesmos ou ganhar dinheiro?
 
Conheci um menino, de uns 12 anos, que tinha este dom. Tinha o dom da arte, do desenho e da pintura. Tinha um sentido tão fabuloso da questão de dimensão e espaço, que certo dia, diante de meus olhos espantados, vi ele tomar uma folha de papel e tendo diante de si a foto de um cachorro dálmata – daqueles malhados – vi que ele traçou rapidamente os contornos do próprio animal, as pintas que ele tinha uma por uma. Se isso não fosse o bastante, tão logo ele tinha pronto o desenho, para meu espanto, vi ele colocar seu desenho sobre a foto e lá estava, com exatidão milimétrica, cada pinta, cada contorno perfeito. Ele hoje, se vivo, deve ter uns 60 anos. Alguém conhece um Felipe, pintor o desenhista famoso? Nem eu!
 
Nos anos que estive no seminário dos padres jesuítas, conheci alguns meninos que – se pode dizer – provocavam santa inveja na gente. De fato, você não tinha nem como invejar, porque sues talentos eram tão raros, que você simplesmente imaginava que aquilo era impossível. E a pessoa comum, realmente se sente infinitamente incapacitada para executar a mesma arte, fazer o mesmo malabarismo, a mesma pirueta. Volto aqui a afirmar que tudo isso foi dado por Deus para frutificar em prol de todos, antes, muito antes de ser usado apenas em benefício egoísta ou lucro financeiro.
 
Havia lá um jovem, de uns 14 anos, extremamente inteligente. Nós tínhamos na classe 12 matérias de 1 a 10, e a soma mensal de suas notas era 119,9. Isso porque o professor de português simplesmente lhe dizia que não existe uma pessoa que mereça ganhar nota 10 em língua nacional, e lhe dava então 9,9 pois nem erros de gramática o espevitado menino fazia. E isso que estudávamos também latim e francês! Nunca me esqueço de uma passagem. Certa vez o professor de matemática, nosso irado Padre Ludovico, escreveu no quadro negro uma fórmula matemática que para mim era um monstro horrendo. Tinha dezenas de parêntesis, de colchetes, de chaves, uma por cima da outra, e aquilo deve ser a fórmula de calcular o dia do fim do mundo. Pois ele chamou o menino ao quadro, cometeu de propósito um errinho na fórmula – trocou um 2, por um 3 – e disse: Paulo: vai ao quadro e me demonstra se esta fórmula está correta!
 
Pensam que ele titubeou? Acreditem: ele encheu uns três ou quatro quadros de contas e de fórmulas, sempre explicando como um pequeno papagaio cada cálculo, e depois de uns 15 minutos de apoteose ele disse: por isso, por aquilo e mais aquele outro, no lugar deste número 3 aqui deve ser 2, porque a fórmula exige ao cúbico, e não ao quadrado. Então a fórmula está errada! Bem, eu pergunto: este homem, se vivo, deve hoje ter também seus 60 anos! Acaso alguém conhece um Paulo, famoso matemático? Um homem que tenha de fato usado seus cálculos para o bem da humanidade?
 
No esporte, também naquele mesmo seminário, havia um menino excepcional no futebol. Tinha não mais de 1,55 metros de altura, e jamais o conseguimos fazer vestir um calção normal. Ele usava calças listradas de “brim curinga”, e arregaçava até na curva abaixo dos joelhos. E assim ia jogar. Mesmo em nossos campeonatos internos, mesmo nos jogos oficiais e apresentações da nossa valorosa equipe, ninguém jamais o viu de calção de jogador. Era mirrado, tinha as pernas brancas como leite e era quase albino. Por isso tinha vergonha, de sua estatura e da imensidão de pintas em sua pele!
 
Mas não tinha vergonha da bola. Em todos os anos que estive lá, por muitas vezes pude ver como ele atravessava o campo, de uma ponta na outra, sempre com a bola pelo ar, em “embaixadinhas”, mas sempre jogando no “vazio” do campo, com toques pelo ar que poderiam cair até 10 metros longe. Lá esperava a bola, dava outro único toque, sem  deixar a bola cair no chão e seguia. Sempre correndo em zigue e zague por meio da gente como um corisco; e se não fosse derrubado marcava o gol porque chutava sempre certeiro. Felizmente era gremista, e eu ficava feliz porque jogava no time dele, pobres dos colorados! Devia ter uns 13 anos! Quem algum dia viu um Danilo futebolista famoso, com seu 1, 55 de altura nem que fosse malabarista de circo?
 
Neste sentido, tenho outro exemplo: Certa vez fui prestar exames no Colégio Catarinense, em Florianópolis, e lá encontrei um rapaz que era um débil mental. Seu retardamento era acentuado, seu corpo era todo desproporcional e lembro que nem falar direito conseguia, tanto que para ele “urubu” era “guiubú”. Na escola não aprendia nada, e vinha ao Colégio apenas para brincar com os meninos e os padres permitiam porque ele era inofensivo, e muito gentil. Acreditem: ele pegava uma pedrinha do tamanho de uma bola de gude e fazia dela uma bola para dar embaixadinhas. Difícil encontar algum com um talento maior.
 
Certa vez contei 450 toques sem deixar cair no chão, fazendo uso dos dois pés. Parou porque quis! Não somente isso, ela fazia a pedra subir por cima do ombro, e sem vê-la cair, pelas costas, batia de calcanhar e ela vinha de volta, por cima do ombro, para novos toques. Um gênio natural do malabarismo! Nunca soube que ele tivesse sido alguém na vida. Quem deu chances para ele? Quem se ligou na genialidade dele? Quem se preocupa com um “retardado” daqueles?
 
Outra: Já adulto, eu trabalhava como contador em uma empresa com diversas filiais. Pela época do Natal, chegou um sujeito andrajoso, descabelado, bêbado, trocando as pernas. O normal era pegar uma pessoa assim e levá-la educadamente para fora do supermercado porque dá má impressão do ambiente. Mas nosso diretor era muito brincalhão e ouviu que o sujeito pedia para pintar as janelas com motivos natalinos. Ele havia corrido já todas as vitrines da cidade e ninguém aceitara sua proposta. Afinal, quem é que iria acreditar num farrapo de gente daqueles.
 
De fato, nem pincel e tinta ele tinha. Então, do próprio mercado foi-lhe arrumado um pincel comum e uma latinha de tinta branca lavável, e nosso diretor resolveu apostar. Foi indicada para ele uma das grandes janelas da frente do mercado, e acreditem: este pobre homem como se transformou. Com pinceladas rápidas e seguras, em poucos minutos ele deu vida natalina a aquela janela! Tanto o povo da rua parava de boca aberta, para vê-lo pintando, como os de dentro do mercado, pasmos com a sua genialidade e rapidez. Em pouco tempo, todas elas estavam lindíssimas, cheias de motivos natalinos.
 
Que aconteceu? De posse do dinheiro combinado, lá foi ele em direção ao primeiro bar que encontrou. E só saiu dali quando não tinha mais nada. Enterrado na bebida, por nada do mundo nossos vizinhos, depois de verem sua arte, o conseguiram fazer pintar outras vitrines. Como na época era um homem de certa idade ele já deve ter falecido e neste caso eu me pergunto: De quem é a maior culpa num caso assim? Dele, que tendo recebido de Deus este dom assombroso fazia tão mau uso dele, ou da sociedade que não o ajudou a vencer a batalha contra os demônios da bebida? De uma sociedade que não valorizou seu dom? Sinal de que nós temos responsabilidades sim, com estes irmãos!
 
E assim, de quantos casos assombrosos se fica sabendo! Como um menino favelado que calculava de cabeça um raiz quadrada, de um número com até 10 casas depois da vírgula! Como pode algo assim? Ou o caso de um menino que viveu no início do século passado na Inglaterra. Ele lia um livro de 500 páginas de uma vez, e depois fechava, e repetia palavra por palavra, sem errar nada. Me digam, como? Outro de uns 10 anos atrás, que sabia de cor os números da lista telefônica da cidade de São Paulo... E creiam, nenhum dele serviu para nada. Nem conseguiam ganhar a vida com seu talento!
 
Tem os que usam seus talentos para o mal. Um caso que li, de um russo, que nasceu com o dom de dar golpes. Era um escroque internacional! Ele tinha uma inteligência tão assombrosa, que aprendeu a falar japonês em apenas dois dias, apenas para dar um golpe financeiro. Resultado: ele passou mais de metade da vida na prisão! Era deixar sair e na semana seguinte ele já tinha feito alguma falcatrua! Outros aplicam seus dos para a indústria da morte, a criação de bombas, satélites, inoculação de doenças, coisas que antes de salvar, matam. De fato, a imensa maioria dos homens que recebe dos raros, ou os aplica mal, ou para o mal, e quase nenhum para o verdadeiro fim que Deus gostaria.
 
Impressionou-me um fato recente, e se refere a salvação eterna. Certa pessoa me encaminhou uma lista de nomes famosos, entre eles uns cinco grandes pintores de fama mundial, todos enterrados em um cemitério de Paris, cujos quadros alcançam somas milionárias, alguns até acima de 100 milhões. Para meu espanto nenhum deles teve a salvação eterna, e isso me chocou. De fato, até hoje guardo esta dúvida: qual foi o motivo pelo qual, pessoa com tão assombroso dom, vieram a entregar sua alma ao maligno? Não será que se deixaram utilizar por ele? E pior é que além de tudo morreram pobres!
 
Um dom que não poderia deixa de lado, e que considero o mais assombroso de todos é aquele de um Michelangelo Buonaroti, com suas esculturas de mármore, falo da Pietá, de Moisés e Davi, entre outros, que pertencem ao Vaticano. Imagine um sujeito pegar um bloco de pedra de 10 toneladas, e nele esculpir pacientemente um corpo humano, com detalhes até das veias, com todas as franjas das roupas, tudo sem errar um só detalhe. Isso requer uma imensidade de dons, entre eles a paciência! Eu, de fato, julgo isso impossível!
 
Também na música temos famosos, como um Mozart, um Paganini este um violinista de excepcional capacidade. Mas hoje também temos pessoas assim, e escondidas. Certa vez assisti a um filme, muito angustioso, que retratava os últimos dias de uma cidade que estava preste a ser submergida pelas águas de uma represa. Contava a angustia das pessoas que haviam nascido ali e tinham agora de abandonar para sempre sua terra. O clima da cidade era então fúnebre, de enterro. Uns haviam se tornado maus, outros se fecharam dentro de si, e afinal tudo respirava angustia e maldade. Neste clima chegou à cidade um músico ambulante, exímio em seu violão, e tentava animar as pessoas.
 
E passando pelo meio da vila, dedilhava seu violão, mas só encontrava gente de cara amarrada e não via mudança nem resposta. Num dado momento, ao puxar um acorde, um som de banjo respondeu à altura. O violeiro parou, dedilhou um segundo acorde, e de algum lugar o desafiador banjo, sem se intimidar tocou no mesmo tom. E assim foi por alguns minutos aquele impressionante “diálogo” entre os dois instrumentos em “disputa”, o que deixava a gente de pele arrepiada.
 
Num momento seguinte a câmera focaliza o alto de um pequeno mirante no topo de uma torre de madeira, onde se achava um menino com seu banjo, todo empertigado e desafiador. Ó céus, que espectro de criatura era aquela! Mirrado, deformado, albino, com os bracinhos secos e escamosos, ele se escondera na torre para não ser alcançado pelas águas, pois também não queria sair dali. E mostrava assim, pelo instrumento, que não temia a ninguém, por maior que fosse, por melhor que tocasse violão, e por outro lado, por mais desprezível que fosse o banjo.
 
Como podia uma criaturinha tão deformada tocar tão divinamente um instrumento como aquele meu Deus? Que coisa fantástica! Que dom superior, num ser tão pequenino e deformado! Sabem: o homem maligno usa este tipo de pessoa para ganhar dinheiro, expondo-a ao ridículo como um animal raro! Que horror! Isso quando ele tinha direito de tocar nas mais afinadas orquestras do mundo! De se apresentar diante das platéias mais exigentes e cultas! Mas não como objeto de curiosidade ou ente digno de compaixão e sim para encantamento nobre de todos e como dom de Deus. Como sentido das maravilhas do Criador e suas perfeições inenarráveis.
 
Todos estes dons fantásticos foram suscitados para o bem da Igreja. Mas por um artifício de satanás muitos deles são pervertidos e se desviam do caminho. Passam a ser usados pelos espíritas, pelas seitas, por outras religiões espertas. Um amigo me contou que conheceu uma senhora, que ao encontrar com você na rua, em qualquer lugar ela olhava para você e era como se visse em Raio X. Ela penetrava nas tuas doenças, e dizia: você está com isso e com aquilo, trata desta ou daquela forma. Teu coração está mal! Cuida-te, procura um médico! Era católica, mas o padre a tratou por espírita e hoje ela está na igreja universal, usando “mal” seus dons, e promovendo uma seita.
 
Falando em espíritas e em dons, acreditam, os filhos de satanás estão usando aquele depoimento impressionante de Glória Polo, em seu favor, dizendo que se trata de um espírito reencarnado. Como são repelentes e asquerosos todos estes, quando escondem a conversão dela, os pecados, o mistério do julgamento diante de Deus, e inclusive o primeira das descobertas dela que foi o fato de que não existe reencarnação. Mesmo assim, eles estão usando seu depoimento em seus centros conforme ainda a pouco me escreveu um indignado leitor, que soube do irmão dele.
 
Quanto a dom de cura, falo de pessoas de Deus, que nada têm a ver com espiritismo, ou com curas mediúnicas. Infelizmente, basta que alguém assim comece a curar, para atrair a ira dos Conselhos de Medicina. Isso quando, por trás, milhares de médicos se tratam com tais portadores de dons, pois desenganadas por eles mesmos. E dons que podem ver também a distância, basta ter o nome e a foto da pessoa, que dizem: manda tirar o dispositivo que ela tem no útero, aquilo deu-lhe um câncer, e nunca poderá mais ter filhos. Pela foto podem ver a pessoa onde ela estiver, e dizer sem rodeios e sem erros tanto as doenças quanto as dores que ela sofre. Deles e de seus filhos! De quem estiver ligado com as pessoas presentes ou das fotos!
 
Temos na Igreja sacerdotes que têm o dom do exorcismo à distância. Basta que se lhe mande uma foto, com o nome da pessoa, e eles “vêem” que tipo de problema espiritual tem tal pessoa, se trata-se de obsessão, ou encosto, ou mesmo possessão. E podem, em certos casos, agir à distância, libertando tais pessoas dos espíritos malignos, embora, no caso de possessão, o exorcismo seja feito sempre com a presença da pessoa atacada. E se temos pessoas deste tipo na Igreja, como podemos negar isso se as libertações ocorrem e milhares acorrem buscando a paz?
 
Temos também o caso de profetas, tantos os verdadeiros quanto os falsos. De um modo geral todos os que apresentam ou sustentam ter tais dons, os recebem de fato. E os recebem para uso da Igreja, para o bem de toda a humanidade. Entretanto o descaso de quem deveria zelar ciosamente por tais carismas, muitas vezes se encarrega é de esmagar ao agraciado, de modo que ele se desvia de sua missão. E então acaba caindo nas mãos dos espíritas, que os usam para ganhar dinheiro, fazer fama e principalmente para que se diga que entre eles existe profecia verdadeira. Que satanás sabe do futuro!
 
Noutro dia, assisti entristecido à reportagem da TV Globo sobre o tal de Juscelino, e me deu até pena dele. Mostraram que falsifica os documentos e que as provas que ele alega ter são colocadas posteriormente no meio de documentos espertamente escritos antes, em espaços deixados em branco. Mas pelo que soube do Cláudio, este homem era para ser um grande profeta Católico, entretanto por abandono da Igreja acabou por cair nas mãos dos espíritas – e de satanás – até porque, tentar ganhar dinheiro a custa de um dom de profecia, atrai castigo e terrível.
 
Chegamos a um incrível carisma profético como o do Cláudio. Muita gente acha isso impossível e liga seu dom de ver as realidades do Purgatório ao espiritismo, quando os espíritas jamais terão um dom assim. Em primeiro lugar os espíritas negam o Purgatório, pois em seu lugar criaram a reencarnação, onde em tese a pessoa se purificaria. Então, o simples fato de que seu carisma é voltado para as almas do Purgatório, já deve fazer qualquer pessoa inteligente abandonar qualquer idéia de espiritismo.
 
Também o dom da profecia é muitas vezes erradamente ligado ao espiritismo, e isso se dá exatamente devido aos exemplos que acima mencionei. Muitas vezes, milhares delas, acontece que a pessoa tem este carisma, ela é apresentado a Igreja, mas esta o rejeita. E então os agentes de satanás tratam de fazer uso dele em benefício do mal. Isso se dá, quando a pessoa não tem base de oração, quando não está ligadinha em Deus e sempre quando se deixa dominar pelo orgulho. Nestes casos não há carisma que resista. Temos aí então os falsos profetas, que acabam enlameando também aos bons. E acreditem, eles não são poucos, porque Jesus avisou: virão muitos falsos profetas!
 
Chego assim ao ponto em que mais queria, e mostrar que milhares de pessoas têm dons, entretanto os escondem. Uns acham que aquilo não é dom! Outros sabem que é, mas não gostam de praticar, o que lhes aumentaria ainda mais o carisma. Outros querem sempre o dom de outrem, no que rejeitam ao próprio Deus que o dispensou. Milhares há que têm preguiça de desenvolverem seu carisma, e com isso enterram seus dons. São como aqueles servos maus, da parábola de Jesus, os que costumam enterrar suas moedas com medo de as aplicarem.
 
Interessante é que tem pessoas, que nascem, crescem vivem e morrem sem terem se dado conta de que tinham algo de precioso a oferecer em prol dos outros. Há os que fazem isso, sem se darem conta do quanto são especiais. Eu poderia citar o dom da piedade que é o dom da oração. Há pessoas que ficam horas inteiras rezando, de joelhos, na maior concentração possível, isso quando outras nem por cinco minutos fazem isso, e mesmo não sendo gente má em si. E verdadeiramente, este é o maior indicativo dos dons!
 
Explico melhor: o dom da oração, da piedade, é o sinalizador e o mantenedor dos outros dons. Se eu receber um dom de Deus e for uma pessoa de oração, certamente que irei produzir frutos para Deus. Se eu não rezar, vou produzir para mim mesmo, de forma egoísta, e é exatamente isso que a maioria faz. Então é como aqueles pintores que ao invés de criar uma arte divina, a fizeram diabólica e repulsiva.
 
Em síntese, quero dizer que se os homens todos utilizassem seus dons em prol de todos e não apenas isoladamente e de forma egoísta, o mundo seria transformado. Nós teríamos então matemáticos geniais, e quase nem precisaríamos de calculadoras! Também teríamos médicos assombrosos, capazes de ver o interior das pessoas e dar a cada um o tratamento perfeito, sem precisar de Raio X, e muito melhor do que pelo diagnóstico dos melhores médicos e aparelhos.
 
Enfim, nossos profetas preveriam o futuro com exatidão e nossos sacerdotes seriam capazes de penetrar nas almas, até o cantinho mais escondido, buscando nossas faltas mais ocultas e nossos maiores pecados. Em suma, tanto o nosso corpo como nossa alma seriam um livro aberto, para as pessoas certas, de modo que a humanidade inteira viveria o paraíso, ainda aqui nesta terra. Como a imensa maioria dos homens enterra seus dons, ou faz uso dele para o mal, vivemos neste antro de abissal egoísmo, onde todos querem tudo apenas para si, negando aos outros o mais elementar dos direitos.
 
Então, aos poucos todos teriam na maior intensidade o dom do amor, a capacidade de entrega aos irmãos, de desprendimento e renúncia capazes de transformar os homens e mulheres em santos carregados de virtudes. Em contrapartida Deus multiplicaria os dons de todos, até um grau inexplicável, de modo que no fim dispensaríamos a maior parte dos inventos humanos e que nos trazem proveito e conforto, por obsoletos. De fato, se você voasse pelos ares como um míssil, ainda seria capaz de observar no solo os pequenos répteis em suas lides.
 
Meus amigos: é para tais coisas que Deus nos criou a todos, e isso nós teríamos todos, se verdadeiramente O amássemos, de todo nosso coração, com toda a força de nossa alma, e com todo ardor do nosso sentimento. E se cada um fizesse isso, se todos em um só conjunto fôssemos obedientes aos seus mandamentos, nunca mais haveria dor na terra, nem choro nem lamentos, nem doenças, nem morte.
 
E não estaríamos hoje aqui, neste quase desespero, vendo a humanidade afundar num mar de lama pela imoralidade e ódio crescentes, suplicando a Jesus que venha logo em nosso socorro senão sucumbiremos. Sabemos que tudo isso será fulminado em breve, entretanto, se vierem dores não se culpe a Deus. Como você viu, Ele nos deu tudo! E nós enterramos quase tudo!
Arnaldo


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