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Artigo N.º 9699 - Médico defensor da vida pode ser beatificado.
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Postado em: 28/04/12 às 06:43:06 por: James
Categoria: Destaque
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Encerrou-se em Notre Dame (França) a fase investigativa diocesana do processo de beatificação do médico e pesquisador francês Jérôme Lejeune, pai da genética moderna e mundialmente reconhecido como o descobridor da evidência genética da síndrome de Down: uma trissomia do cromossoma 21. Foi ele quem elucidou algo até então desconhecido: cada pessoa tem normalmente dois cromossomas do tipo “21″, mas quem tem esse defeito (síndrome de Down) conta com três).

Sem dúvida, um grande mérito científico. Mas o mérito moral dele foi muito maior. Ele entendeu a incurabilidade de uma doença e, mesmo assim, continuou a ser contrário ao extermínio de pessoas portadoras desse mal, mesmo estando elas na fase de embriões/fetos.

Entre outros motivos, foi esse seu mérito moral que levou, em 2004, Fiorenzo Angelini, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, a solicitar o início do processo de sua canonização, dez anos após sua morte. O pedido foi aceito e o processo foi aberto em 2007.


Anos antes, João Paulo II, durante a Jornada Mundial da Juventude de Paris, em 1977, foi rezar em seu túmulo. O Papa considerava Lejeune como seu amigo tendo nomeado o médico como o primeiro presidente da Academia Pontifícia para a Vida.

Lejeune sonhava com a cura da síndrome de Down, para isso criou uma fundação na França dedicada à pesquisa e tratamento não só desta síndrome, mas também de outras doenças mentais genéticas.
Este centro continua hoje seu trabalho e conta também com um comitê que ajuda diferentes grupos envolvidos com essa doença em todo o mundo.

Premio Nobel

Em 1969, apesar de ser reconhecido como grande cientista em todos os centros de pesquisas do mundo, todas as portas se fecharam para o médico e cientista católico.

E isso aconteceu por ele ter sido bem claro ao mostrar sua posição em defesa da vida e contra a cultura da morte num tempo em que se iniciavam as campanhas abortistas na Europa e Estados Unidos.

No livro “Life is a Blessing: a biography of Jerome Lejeune” (A vida é uma bênção: uma biografia de Jérôme Lejeune), sua filha, Clara, conta que a onda contrária a sua posição anti aborto foi tão grande que nos círculos científicos importantes ninguém mais se interessou pela sua pesquisa. Sobre ele foi decretado o silencio mais constrangedor.

Em 1971 ele proferiu um discurso no conhecido e bem conceituado “National Institute for Health”, nos Estados Unidos e, depois de seu discuso -aula, enviou uma mensagem a sua esposa onde dizia: “hoje perdi meu Prêmio Nobel”.

No discurso feito no NIH, Lejeune havia referido-se ao aborto afirmando: “Vocês estão transformando seu instituto de saúde em um instituto de morte”.

Bastou essa fundamentada afirmação para ele ser colocado no mais profundo ostracismo dentro da comunidade científica.

Sempre lembrado

Jérôme Lejeune nunca foi esquecido dentro de outra comunidade: a dos defensores da Vida.

Agora, sendo concluída a fase investigativa do processo de sua beatificação, ele será mais que nunca lembrado.
Existe até uma Oração –já aprovada pela autoridade competente– para pedir a beatificação do Dr. Lejeune:

“Ó Deus, que criaste o homem à vossa imagem e o destinastes a compartilhar vossa Glória, Vos agradecemos por terdes dado a vossa Igreja o professor Jerôme Lejeune, eminente servidor da causa da vida.

Ele soube pôr sua penetrante inteligência e sua fé profunda a serviço da defesa da vida humana, especialmente da vida em gestação, no incansável empenho de cuidá-la e saná-la.

Testemunha apaixonada da verdade e da caridade, soube reconciliar, ante os olhos do mundo contemporâneo, a fé e a razão.

Concede-nos por vossa intercessão, segundo a vossa vontade, a graça que Vos pedimos, com a esperança de que logo ele seja contado entre o número de Vossos Santos. Amém”.

Esta oração tem a aprovação eclesiástica de Dom André Vingt-Trois, Arcebispo de Paris.

Pede-se comunicar as graças recebidas a: Postulação da Causa de beatificação e canonização do Servo de Deus Jérôme Lejeune, Abbaye Saint-Wandrille, F-76490 Saint-Wandrille, France. (JSG)


Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/




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