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Artigo N.º 14288 - Necessário, somente o necessário
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Postado em: 09/05/16 às 09:13:28 por: James
Categoria: Destaque
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Uma reflexão espiritual a partir do filme"Mogli – O menino lobo"

Sinopse: Inspirado no livro de Rudyard Kipling, o filme conta a história de Mogli, um menino que foi criado por lobos e vive na selva, rodeado de animais selvagens como um urso e uma pantera negra, seus amigos. Tudo muda quando o tigre Shere Khan quer se vingar de Mogli e passa a ameaçar a todos para conseguir realizar seu desejo.

A moda dos filmes live-action (versões com atores e cenários reais de animações) parece ter ganhado os estúdios de Hollywood. Depois das versões de Alice nos País das Maravilhas (2010 e 2016), de Malévola e de Cinderela (2015), a Disney chega com Mogli: o Menino Lobo (The Jungle book) com grande sucesso de público e críticas.

Não é que o sucesso de público/crítica de um filme seja parâmetro para nós cristãos. Deadpool é recheado de palavrões e também foi amplamente aclamado. Nosso critério é, sobretudo, a capacidade de um filme unir qualidade de produção e valores morais. No caso da versão live-action de Mogli, podemos dizer que temos as duas coisas.

O primeiro ponto a se destacar é a fotografia e os efeitos especiais do filme. É de se ficar pasmo pela quantidade de cenas belas que o filme apresenta. A cada minuto que passa você leva um susto (no sentido positivo) pela qualidade dos cenários escolhidos, o cuidado com as cores, as sombras a iluminação e os efeitos mágicos que nos tiram da real possibilidade de um menino ser criado numa floresta e nos levam para o universo fabuloso de animais falantes.

Outro ponto a se destacar é a interpretação do novato Neel Sethi, que vive o Menino Lobo. Que figura carismática! Neel não só foi fiel ao carisma do Mogli no desenho original como fez algo digno de um verdadeiro ator: fez com que em determinados momentos realmente acreditássemos que tal história seria possível. Fez o que um verdadeiro artista faz quando nos faz duvidar se a fantasia é a realidade ou a realidade é fantasia. Enfim, tudo contribui para você ir ao cinema pelo menos para ver essa criança trilhar tão bem o caminho de um ator profissional. Os animais que contracenam com Neel (feitos de animação CGI fotorrealista) também são bem credíveis e principalmente carismáticos.

Outro destaque a ser levado em conta é a dublagem do filme. Como muitos amantes da sétima arte, não sou muito fã de filmes dublados. Resolvi, porém, dar uma chance, visto que esse filme é voltado para o público infantil e seria difícil encontrar uma sessão legendada. Para a minha surpresa a dublagem está excelente. Aliás, nem sei se ao assistir o filme novamente optarei pela versão legendada. O áudio ambiente, as falas, tudo está bem realista e criterioso. Vale a pena abdicar da versão legendada dessa vez.

Agora o ponto alto do filme são os valores morais nele apresentados. Os créditos por esse ponto, aliás, podem ser dados ao diretor Jon Favreau que, seguindo à risca os últimos Live-Action da Disney, preferiu manter os valores apresentados na versão original deste que, por si, já é um clássico.

Nesse filme podemos ver boas lições de generosidade (ex. na cena em que Mogli usa seus dons para salvar o elefante em apuros), de sacrifício (ex. a cena em que Baloo renuncia à amizade com Mogli para salvá-lo), de respeito às leis e tradições, da importância da família e da sociedade, etc. Seria possível tranquilamente levar um grupo jovem ou um grupo de catequese para o cinema e fazer um bom debate sobre tudo o que é comum à nossa conduta moral nesse filme.

Por fim, fiquei encantado por eles terem mantido inclusive o tema “carpe diem” do filme: “necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais…”. O urso Baloo canta essa música tentando ensinar um estilo de vida diferente para Mogli. Não há porque criticá-lo. Como acontece na maior parte dos casos, a própria vida ensina que o necessário não é suficiente. A vida exige atos de doação e sacrifício. E nesse quesito, o urso bonachão soube muito bem o que fazer.

 

Trailer

 


Fonte: www.aleteia.org





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