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Artigo N.º 12319 - O "Saltério de Melisenda". Conservado em Londres, o manuscrito medieval confeccionado em Jerusalém, testemunha a universalidade do catolicismo.
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Postado em: 23/05/14 às 12:13:45 por: James
Categoria: Destaque
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=41&id=12319
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Na próxima viagem à Terra Santa, programada para o 25 de maio de 2014, o Papa Francisco viajará aos lugares de nascimento do cristianismo. Para os católicos, a Palestina e o Oriente Médio não representam somente a região onde se desenvolveu a vida de Jesus Cristo e de onde partiu a missão dos Apóstolos, origem da constituição hierárquica da Igreja e fonte de transmissão da Ordem Sacra, mas também território onde a cristandade fiel ao Papado deixou traços culturais importantes ao longo da história.

Um dos melhores exemplos da presença católica romana na Terra Santa, é a chamada “arte das Cruzadas”, que refere-se à herança de obras realizadas nas monarquias nascidas com as peregrinações armadas para a libertação do Santo Sepulcro: o Reino de Jerusalém, o Principado de Antioquia, o Condado de Edessa e o condado de Trípoli.

Entre 1135 e 1141, na Igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém, um grupo de miniaturistas e emanuenses confeccionou o Saltério conhecido como de Melisenda, do nome da rainha de Jerusalém à qual foi doado (presumivelmente pelo marido Folco V de Anjou), e que foi muito ativa na promoção das artes.

 

 

Atualmente preservado na British Library de Londres (msg. Egerton 1139), o Saltério mede 21,5 x 14.5 cm e é composto por uma capa em marfim, vinte e quatro miniaturas pintadas sobre um fundo dourado com cenas do Novo Testamento, um calendário litúrgico, o texto dos Salmos em latim (na escritura que os paleógrafos classificam como “protogótica”) e, enfim, uma série de orações dirigidas a nove santos acompanhados por pequenos ícones (1).

A identidade dos autores desta obra não é conhecida: a última das vinte e quatro ilustrações faz uma referência a um autor chamado Basílio (Basilium me fecit), que alguns estudiosos identificam com um católico armênio que conhecia as tradições iconográficas ocidentais e orientais, mas que também certamente trabalhou em conjunto com outros artistas. As especificações técnicas da obra, evidentes especialmente nas ilustrações iniciais, situa-se na presença de elementos estilísticos e heteróclitos que revelam a capacidade dos “Latinos do além-mar”, ou seja, dos Europeus que se instalaram na Palestina, para enriquecer a iconologia católica clássica com motivos orientais.

Por Dario Citati


Fonte: http://blog.comshalom.org/carmadelio





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