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Artigo N.º 12313 - Com permissão vaticana, religiosas convidam jovens a viverem 15 dias dentro da clausura.
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Postado em: 21/05/14 às 13:06:20 por: James
Categoria: Destaque
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As comunidades religiosas aos poucos desafiam a ideia que comumente se tem sobre os jovens. Ao invés de uma vida de conforto, de reconhecimento social ou de sucesso segundo os padrões do mundo, oferecem uma vida de sacrifício e abnegação, ou o recolhimento de uma vida humilde longe do barulho e da agitação. Sua estratégia parece ser bem sucedida.

Esta é a experiência do Convento de Carmelitas de Valladolid (Espanha), Mosteiro do Coração de Jesus e São José, que se atreveram a propôr às jovens uma experiência que está longe das fortes emoções, da agitada vida social e do êxito mundano: provar durante quinze dias a vida religiosa de clausura.

A insaciável sede de Deus

A iniciativa inédita foi possível graças a uma autorização especial emitida pela Santa Sé no dia 3 de julho de 2012, já que isto não é possível sob as regras normais deste tipo de mosteiros. Isto se soma a uma segunda permissão especial, que é a de permitir aos fiéis acompanhar as religiosas na Adoração Eucarística das quintas-feiras às 21h30. A experiência tornou-se um testemunho para o mundo exterior e uma fonte comprovada de novas vocações.

“Nós sentimos que isto é o que Deus pede de nós e que isso é bom para o povo de Deus”, afirmou a Priora do Convento, Madre Olga María del Redentor. “Dizem que há descristianização, mas o que nós damos para compensar? Por que não podemos oferecer-lhes o nosso de uma forma compreensível, sobretudo estando convencidas, como estamos, do que é o melhor?”.

Para a religiosa, a maior pobreza do homem moderno é espiritual, “a perda da consciência do homem de sua vida interior”, explicou. “Em nossa sociedade tudo está montado para não despertar esse homem interior, e para anestesiá-lo, porque assim ele é manipulado melhor. Estão tentando que não seja consciente de sua dimensão transcendente, e isso leva a um vazio e a uma crise de valores”. No entanto, a Priora explicou onde reside o êxito do chamado da Igreja neste contexto: “O que não podem apagar é a sede. E o homem busca saciá-la, ainda que às vezes o faça por caminhos equivocados”.

Isto é o que as jovens encontram em sua experiência de vida religiosa, e que motivou com que o convento passasse de nove para 26 religiosas, um crescimento recorde para este tipo de comunidade religiosa. O impacto do crescimento também é notório na idade das religiosas: 80 por cento delas é menor de 45 anos. O êxito entre as jovens não é outro senão a experiência da espiritualidade, que pode ser em alguns casos o primeiro contato real com a Fé. “Muitas estão perdidas e não sabem como rezar. Você deve levá-las pela mão”, descreveu a Irmã María del Redentor. “Não há nenhum segredo. Simplesmente vivemos a nossa vocação com maior autenticidade possível”.

A experiência das jovens que provam a vida religiosa oferece uma solução para a sua necessidade mais profunda. “O homem hoje está cada vez mais desumanizado e é mais frio. As relações entre as pessoas tendem a ser mais superficiais e temos menos vínculos afetivos. Se isso acontece com os outros homens, imagine o que se passa com Deus”, explicou a Priora. “Se nós os ensinamos, o descobrem, gostam e se envolvem. E já não podem ficar sem Ele”. Mas este sucesso ao abrir as portas do convento -limitadamente- não pode levar a comunidade a perder o seu caráter de clausura, esclareceu a religiosa: “Não podemos dar o que não temos. Necessitamos salvar esse espaço de clausura, porque se não estamos cheias, não podemos dar”.

Esta é a missão do Carmelo de Valladolid – Campo Grande: mudar uma visão aos poucos negativa da vida contemplativa e oferecer à juventude saborear as riquezas espirituais que têm atraído tantas gerações ao longo da história. “O menos importante são as limitações materiais e formais. O que a clausura faz é criar um espaço de liberdade para viver serenamente, sem interferências de tudo o que contamina no exterior”, comentou a Madre Olga Maria do Redentor. “Aqui podeis expressar seus sentimentos e teus afetos sem que ninguém lhe rotule. Fora não é tão fácil.”.

Gaudium Press


Fonte: http://blog.comshalom.org/carmadelio/





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