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Artigo N.º 15678 - É permitido comungar mais de uma vez por dia?
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Postado em: 25/02/20 às 22:11:43 por: James
Categoria: Saiba Mais
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E há também disposições sobre tempo de jejum depois da Santíssima Comunhão?

Pergunta do leitor:

Quantas vezes por dia podemos comungar? A pergunta surge porque eu vejo quase todos os dias uma pessoa (que já tem uma idade avançada) comungando várias vezes. O que eu sabia é que podemos receber a Santíssima Comunhão uma vez por dia ou, em casos excepcionais, duas vezes.

2. A Igreja nos pede uma hora de jejum antes da Santa Missa. Há também disposições sobre tempo de jejum depois da Santíssima Comunhão?

Resposta:

1. O Código de Direito Canônico, no cânon 917, diz: “Quem já recebeu a Santíssima Eucaristia pode recebê-la uma segunda vez no mesmo dia, mas somente durante a celebração eucarística da qual participa”. Portanto, qualquer pessoa pode receber a Sagrada Comunhão uma segunda vez no mesmo dia, desde que seja durante a missa.

2. Comungar mais do que duas vezes não é permitido. No passado, só podíamos comungar uma vez por dia. Esta disposição da Igreja pretendia evitar a rotina e a diminuição do fervor.

3. Não existem disposições sobre tempo de jejum após a comunhão. As normas litúrgicas preveem um momento de silêncio durante e após a celebração da missa. De acordo com os teólogos, a presença de Jesus no sacramento dura entre 10 e 15 minutos. Então, é esse o tempo que convém reservar para fazer adoração e permanecer em verdadeira comunhão.

4. A sua pergunta me dá a oportunidade de recordar a necessidade de estarmos com nosso Senhor depois que recebemos a hóstia consagrada. Veja o que diz a instrução “Inestimabile donum” (03/04/1980): “Recomende-se que os fiéis não descuidem, após a Comunhão, o agradecimento justo e adequado, seja na própria celebração, com um tempo de silêncio, com um hino ou com outro canto de louvor, seja depois da celebração, permanecendo em oração durante um período oportuno de tempo” (nº 17). Infelizmente, muitos sequer conhecem esta disposição.

5. Quanto à conveniência e à necessidade de se estar durante mais tempo em silêncio e em comunhão recolhida com o Senhor, a encíclica “Mediator Dei” nos diz: “Afastam-se do reto caminho aqueles que, mais atentos às palavras do que ao pensamento, dizem e ensinam que, encerrada a missa, não se deve estender o agradecimento… Esses atos, na verdade, próprios de cada um, são absolutamente necessários para se desfrutar muito mais abundantemente de todos os tesouros sobrenaturais de que é rica a Eucaristia e para transmiti-los aos outros de acordo com as próprias necessidades… Por que, então, não haveríamos de louvar aqueles que persistem na íntima familiaridade com o divino Redentor, não só para demorar-se com Ele suavemente, mas, em especial, para lhe pedir ajuda a fim de retirar da alma tudo o que pode diminuir a eficácia do Sacramento, de modo a fazerem tudo aquilo que venha a favorecer a presentíssima ação de Jesus? Instamo-los, pois, a fazê-lo. Assim, intimamente juntos de Cristo, procuramos quase submergir em sua santíssima alma e unir-nos a ele para participar dos atos de adoração com que oferece à Trindade o mais grato e agradável tributo” (nº 120-123).

6. De acordo com os mestres da vida espiritual, o agradecimento ou recolhimento após a Eucaristia é um dos momentos mais santificantes da vida espiritual. Escreve Santo Afonso: “O diretor espiritual aconselha que, depois da Comunhão, nos detenhamos em agradecimento. Há muito poucos diretores espirituais que recomendam a ação de graças assiduamente, que inculcam o ato de agradecimento durante um espaço de tempo considerável. A razão é que há muito poucos sacerdotes que fazem esse agradecimento e, por isso, se envergonham de recomendar aos outros aquilo que eles próprios não fazem. A ação de graças, normalmente, deveria durar uma hora. Faça-se ao menos meia hora, em que a alma se exercite no amor e na confiança” (Praxis Confessarii, IX, 5,155).


Fonte: www.aleteia.org





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