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Artigo N.º 3476 - Uma palavra humilde
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Postado em: 27/10/09 às 19:40:36 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=123&id=3476
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Por: Marisa Bueloni

Faz tempo que estou para dar uma palavra aos caros leitores, aos irmãos em Cristo e pessoas usuárias da Internet. Faço-o com humildade, propondo uma reflexão de sabedoria, que não se arvora em dona da verdade, mas almeja ser iluminada pela luz do Espírito Santo de Deus. Sabemos que na Internet circula todo tipo de texto, que vai da filosofia, passa pelos poemas da vida, dá a volta nos receituários, cumpre com a informação, sobrevoa os artigos inflamados e culmina com as piadas aparentemente inocentes e inócuas. Aí reside o perigo maior, porque se trata da picada sutil da serpente...

        Quero citar um exemplo do que vi e ouvi na TV, no dia do enterro de um famoso humorista. Entre as pessoas presentes ao funeral, alguém concedeu uma entrevista diante das câmeras, dizendo: “O céu estava triste e precisava de riso; ele foi chamado para alegrar o céu”. Como se Deus precisasse deste tipo de “alegria”. 
 
        Quantas vezes vemos e ouvimos coisas semelhantes. Morre alguém que não primou pela decência – aliás, pode ter sido um péssimo exemplo de vida – e esta alma é exaltada, aclamada como alguém que foi “abrilhantar o céu”. Há uma querida amiga minha, em cuja casa é realizado, toda semana, um piedoso Cenáculo, que costuma dizer: “As pessoas acham que vão para o céu brincando”. Vemos muitos conceitos e valores equivocados nos dias de hoje, em toda parte – na cultura, na arte, na moda, nos costumes, na educação, na Internet,  com aquela aura de coisa boa, normal e aceitável.
 
        Lemos no livro do profeta Oséias: “O meu povo se perde por falta de conhecimento”. Temos de conhecer o que é de Deus, aprender a separar o bem do mal, o joio do trigo, identificar a cizânia no campo cultivado. Quando recebemos o Espírito e somos ungidos pela Luz, não há mais compatibilidade com aquilo que não é do Alto. Passamos a rejeitar  as coisas mundanas, assim como nosso estômago rejeita um alimento estragado.
 
        Pela ação do Espírito Santo, por um dom divino, abrem-se os olhos da nossa alma e passamos a enxergar, a compreender que não devemos aceitar em nosso computador as “inocentes” piadas conjugais de esposas e maridos traídos, piadas de gays, de sexo, de corrupção, esperteza, malandragem, bebedeiras, mulheres sedutoras e burras, ou mesmo imagens e fotos que ilustram  tais conteúdos.
    
        Na condição de homens e mulheres de fogo, não podemos compactuar com a piada suja, com o duplo sentido e a vulgaridade. A Palavra pede que nos apartemos de toda malícia e das conversas vãs. Lemos na Palavra que devemos renunciar às baixezas e que de nossa boca  e de nossas atitudes não devem sair coisas impuras. No entanto, radicalismos sempre são rançosos e devemos encontrar o sábio ponto de equilíbrio, de harmonia conosco mesmos e com o universo. Santa Tereza d´Ávila dizia: “Livrai-me, Senhor, dos santos tristes”. 
    
        Assim, com alegria e serenidade, busquemos o bom senso e a prudência.  Os operários do Reino não brincam com piadas e textos vulgares. Portanto, age bem quem evita a divulgação destas matérias, para não contribuir com o mal. Pessoas de fé, aspirantes à santidade, não podem compactuar com a malícia, com o texto “engraçado”, e que desvirtuam os valores humanos, os princípios da decência, da honra e da dignidade. O Senhor nos deseja  íntegros, na grandeza de alma e retidão de caráter.
 
        A maioria pensa: que mal há em repassar uma piada de sexo? Pois o sexo é santo, foi criado por Deus, deve ser tratado com respeito e amor.  Não devemos nos envergonhar de algo que o Senhor não teve vergonha de criar. Mas, basta ver o conteúdo das piadas... Quanta malícia e distorção da graça que nos é concedida pelo sexo! Quantos textos levianos, colocando homens e mulheres  em situações  ridículas e frívolas. Quanta apologia à bebida, à sacanagem, à libertinagem, passada de uma forma quase aceitável, como piadinhas leves e elegantes...
 
        Temos de lutar pela verdade. Na qualidade de homens e mulheres portadores do Espírito, tocados  pela divina chama, não deveríamos tolerar nenhum tipo de imoralidade. Nem a mais “leve”. Quanto mais o Espírito nos ilumina, mais conseguimos identificar a linha divisória que separa a luz das trevas. Esta linha é invisível para o mundo; mas  aos ungidos  é dado vê-la com absoluta nitidez e clareza.  
 
        Talvez, para alguns espíritos artísticos e revolucionários, a Palavra de Deus pode significar prisão, obscurantismo, incultura, retrocesso, enquanto que para uma multidão de fiéis esta palavra é luz e vida, libertação e salvação. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” (Jo 8:12).
 
        Hoje, o computador e a  tevê  são altares domésticos em muitos lares. Quanto erro e perversão são propagados num único minuto diante da tela da tevê ou do computador. Há bons conteúdos tanto num, como no outro. Mas é principalmente diante da tevê que uma multidão se ajoelha, hipnotizada pelos deuses da propaganda, da imagem sub-reptícia que afeta corações e mentes de forma implacável. 
 
        Não raro, as almas podem ser levadas a um engano terrível e devastador. Mas a mente aberta pelo Espírito compreende que algumas destas cenas têm como objetivo banir a moral cristã da nossa sociedade,  ferir a família, arrancar a Palavra de Deus dos corações das pessoas – adultos e crianças. Os pequeninos não têm a menor chance de cultivar Jesus em  suas alminhas, assistindo ao festival de pornografia e de violência, nos mais diferentes horários. 
 
        Como desmascarar os equívocos, as “verdades” que parecem tão sólidas? “O que vale é ser feliz, não importa como” – “Seja o que você tem vontade de ser, não se prenda a nada” –  "Cada um faz o que quer da sua vida" – em suma, não tenha religião nem fé, faça suas próprias regras, não siga os mandamentos de Deus, não reze, não pense, viva solto e livre e satisfaça todos os seus desejos e instintos. Quanto menos Deus, melhor. Quanto menos Igreja, melhor. Quanto menos visão da Cruz, melhor.
 
        Não podemos pensar que tudo está perdido. Precisamos buscar a esperança em alguma parte.  E a nossa esperança está no Senhor. Embora as trevas pareçam dominar, há algumas clareiras nesta mata escura e densa, que ainda nos permitem ver o Sol – a Luz – e respirar. E é por esta réstia de vida que temos de lutar, como guerreiros de Jesus e Maria.  Esta luz é tão exígua e tão frágil! Sobrou tão pouco! Mas o Senhor já dá sinais de que vem restaurar a Sua criação. Vinde, Senhor Jesus!




Marisa Bueloni é formada em pedagogia e orientação educacional.
marisabueloni@ig.com.br



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