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Artigo N.º 3902 - DAI O VOSSO SIM A DEUS
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Postado em: 24/12/09 às 22:29:07 por: James
Categoria: Artigos
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DAI O VOSSO SIM A DEUS

Neste tempo de natal, somos convidados a seguir os passos de Maria, a dar o nosso sim a Deus como ela deu, sem querer nada em troca, sem resistências, sem dar uma parte de tudo aquilo que Deus nos pede, somos assim convidados a dar-nos totalmente, sem reserva, para que Deus seja tudo em nós!

Na mensagem de 25 de Março de 2009 

“Queridos filhos, neste tempo de primavera, quando tudo acorda do sono do inverno, acordem também as vossas almas com a oração, para que sejais prontos para acolher a luz de Jesus Ressuscitado. Seja Ele, filhinhos a aproximar-vos do seu coração, para que sejais abertos a vida eterna. Oro por vós, e intercedo diante do altíssimo pela vossa conversão sincera. Obrigada por terdes respondido a minha chamada!” 

Neste dia em que recebemos a mensagem, a Igreja comemora a solenidade da anunciação do Senhor a Virgem Maria. 

Ao comentar a mensagem deste dia 25, me sinto inspirado em contemplar primeiro este grande mistério da anunciação (lc 1,26-38) e da encarnação de Jesus (Jo 1,1ss). É impressionante constatar o fato do Senhor procurar um lugar onde Ele possa habitar, um lugar que possa dar corpo, dar humanidade ao seu Filho Jesus, e na anunciação vemos Maria que acolhe a Palavra do Senhor, a tal ponto que a Palavra, o Verbo, se faz carne da sua carne, graças ao seu “sim” dado na anunciação. 

Na anunciação, o cumprimento da promessa que está ao seu início, desenrola-se de modo concreto, em uma vida concreta, em um tempo concreto, em lugar concreto, na Galiléia, em Nazaré, em uma casa, em uma jovem que se torna o santuário da presença de Deus.  

Maria se abre a Deus pela fé, pela oração, se abre para a vida do céu, e concebe a presença de Deus, sendo ela o ponto de chegada da história e da promessa do povo de Israel, sendo também ela sinal da humanidade nova que inicia com o seu filho. 

A Maria Deus envia o seu anjo Gabriel, e por sua vez Maria, o acolhe, porque estava com os olhos da alma abertos para Deus, porque era uma jovem de oração, esta despertada para a Vontade do Pai. 

È belo olhar a anunciação com o olhar de Deus, e ver que Deus mesmo antes da criação do mundo já pensava em Maria, porque nela se cumpre todo o desígnio de Deus sobre o mundo.  

Maria não dormia diante da vontade de Deus, se abre a sua luz, diz “sim a Deus” de modo pleno, e por meio do seu sim, o homem se torna Deus e Deus se torna homem, no seu seio virginal. O Sim de Maria, foi também o cumprimento do sonho de Deus para o homem. 

Dar o nosso sim a Deus, significar dar as nossas mãos a Ele, unir a vontade Dele a nossa, e nunca mais largá-la. 

Maria nos chama sempre em suas mensagens de: “Queridos filhos”, porque ela é a Mãe da igreja, é a mãe dos filhos de Deus, mas qual é a relação que existe entre nós e Maria? Uma mãe, só é mãe, porque tem filhos, e os filhos, só são filhos, porque de algum modo se parecem com a mãe, porque não são diferentes da mãe, isto para dizer que em Maria se revela também o que somos cada um de nós, “pessoas chamadas a dizer “sim” a Palavra, “sim a Deus”, para podermos também nós dar corpo a Deus na nossa vida, na nossa história”, para podermos gerar Jesus em nós, em nossos atos, em nossa vida. 

Maria é então o protótipo do discípulo, é a mãe bem aventurada que creu na palavra, que creu em seu coração, e por isso deu a vida física a Jesus, assim a mãe é aquela que escuta, que acolhe o seu filho, e por isto Jesus disse “Minha mãe é aquela que escuta e vive a minha palavra”, Maria é então o protótipo de quem escuta e vive o que escuta, assim também na nossa vida devemos orar como Maria: “Eis aqui a serva, o servo do Senhor, seja feita em mim segundo a tua palavra!”. 

Chama-me a atenção o fato de Deus escolher uma virgem, não escolheu qualquer uma, escolheu uma moça pura, para mostrar que aos olhos de Deus é muito importante a pureza. Deus escolheu Maria, e mandou o anjo Gabriel anunciar este grande projeto de amor, ao sexto mês, desde que foi concebido João Batista no seio de Isabel ( faro este que representa biblicamente o Antigo Testamento), e neste contexto, surge o início do cumprimento da promessa, com o “sim de Maria a Deus”, início da encarnação.  

O “sim de Maria a Deus” é capaz de fazer com que a promessa de Deus se torne realidade, na verdade, Deus esperava o momento em que sua palavra fosse acolhida pelo homem, de modo concreto em Maria, e isto mostra que Deus é sempre “sim” para o homem, e todas as vezes que nós também dizemos “sim a Deus”, passamos do sexto mês, símbolo da imperfeição, do incompleto, símbolo da promessa incompleta, ao sétimo dia, a plenitude de Deus. 

Não devemos esperar o dia de amanhã, porque o único tempo que temos para dizer o nosso sim a Deus, é o tempo presente, é o agora, é o tempo da graça, da escuta da palavra, da sua realização em nossa vida, porque a proposta de Deus em nossa vida, não é para amanhã, para o mês que vem, para o ano que vem, mas é para agora, promessa tal que me garante um futuro novo, uma vida nova, por isso que Jesus disse “o tempo se completou, o reino de Deus está aqui, agora, presente no meio de vós!”. 

Esta palavra de Deus dirigida a nós se dá no tempo ordinário, no nosso dia a dia, no nosso trabalho, no estudo, em casa; veja, neste momento, Deus nos envia uma mensagem por meio de Maria, a Sua Mensageira dos últimos dias, para nos mostrar o caminho da luz, para abrirmo-nos a vida eterna. 

É interessante notar que se escutamos estas palavras, nós podemos acolhê-la, nós podemos vivê-la. Estas palavras são palavras divinas, possuem o poder, a capacidade de nos transformar, e se damos o nosso “sim”, iniciamos a viver mais intimamente a vida que o Senhor espera de nós, renascemos no Espírito. 

Nesta mensagem Nossa Senhora diz que reza por nós, intercede por nós junto a Deus para que a nossa conversão seja sincera, seja realmente querida e desejada, não seja superficial, seja profunda e radical. 

Na mensagem de 18 de março de 2009, dada por Nossa Senhora a vidente Mirjana, ela também usava a palavra sinceridade, dizendo: Queridos filhos, hoje eu vos peço para olharem em vossos corações com sinceridade e por um longo tempo. O que vêem neles? Onde está neles o meu Filho e onde está o desejo de me seguir em direção a Ele? Filhinhos, que este tempo de renúncia possa ser para vós, um tempo para questionarem-se a si próprios: “O que Deus deseja de mim pessoalmente? O que devo fazer?”. Acredito que esta é a chave da nossa conversão sincera. 

Para termos uma conversão sincera, devemos primeiramente olhar os nossos corações com sinceridade e por um longo tempo, de modo que não fujamos de nós mesmos, com a desculpa “tenho mais o que fazer, estou cansado, não preciso mudar, estou bem assim!”. Na verdade fugimos da nossa verdade, não queremos olhar o que tem dentro de nós, temos medo das nossas misérias, medo até de mudar para melhor, pois sabemos que toda mudança exige esforço. 

A nós surge o convite de olharmo-nos por dentro com sinceridade, diria, a olhar o nosso coração sem máscaras, sem justificativas, sem nos desculpar dos nossos erros e pecados.  

Esta semana estava em uma loja comprando materiais, e escutava duas jovens comentando sobre a quaresma (é engraçado perceber que quando chega um padre em um local público, o assunto muda, ou se fala mal da Igreja, ou se busca falar um pouco de Deus), mas voltando ao assunto, uma delas dizia: ‘sabe, eu tinha parado de fumar nesta quaresma, mas não consegui, voltei, sabe por quê? Porque meu marido fuma!’, e a outra respondeu: ‘não se preocupe, Deus sabe da tua fraqueza, eu também fumo’. Tudo isto me fazia refletir na capacidade que o homem tem de se justificar de seus vícios, ao ponto que perdeu o seu caráter, a sua palavra assumida diante de Deus, resumindo não está caminhando para uma conversão sincera. 

Somos expert’s para achar desculpas para tudo, não assumimos o nosso pecado, ao invés, não dizemos mais que um ato é pecado, mas sim um erro, um pecadinho, um deslize. Quando falamos em culpa, jogamo-la sempre para cima do outro, pois é mais fácil não assumir, é mais fácil culpar, e isto é covardia. Deixamos de nos acusar diante de Deus, não nos abrimos a sua misericórdia, pois se não nos achamos culpados, como Deus nos perdoará? Como caminharemos para uma conversão sincera do coração, se ainda somos escravos da nossa velha mentalidade mundana do homem do pecado? 

Na regra de São Bento há um tópico muito sábio que diz: “Viva cada instante sabendo que estais abaixo do olhar de Deus!”. Se vivêssemos com esta certeza, cairíamos menos em pecado, e viveríamos menos preocupados com que os outros pensam de nós, mas teríamos apenas uma preocupação: “Como Deus me vê neste momento?”.  Seriamos menos superficiais, seriamos mais concretos com Deus, teríamos um compromisso de mudança de conversão sincera. Mas por fuga, ou conveniência, preferimos sempre olhar o outro, e o elevamos como medida para o nosso comportamento: “se o fulano de tal faz isto, porque eu também não posso?”, como se o outro fosse a minha medida, quando na verdade é Cristo o único no qual devo ter como comparação. Me comparar com o outro é fácil, não é exigente, mas Deus quer que sejamos santos como Ele é Santo, “Sedes santos como Eu Sou Santo!” 

Preferimos então olhar sempre o outro, e o pior é quando julgamos e analisamos de modo criterioso o comportamento do outro, sem antes ir ao seu encontro para saber o que o leva a agir daquele modo. Julgamos e olhamos os outros de modo taxativo, quanto a nós, conosco mesmos, somos superficiais. Na verdade não somos chamados a sermos juízes do outro, ao contrario deveríamos ser primeiramente irmãos, que diante de um erro ou pecado busca com muito amor e humildade ajudar, com o apoio, com a correção fraterna, mas nunca condenar a pessoa em si mesma, mas apontar o seu pecado com muita caridade, pois não sabemos o que ela está vivendo, o que viveu e quais são os seus traumas, as suas dores, além disso, também nós somos frágeis, e como diz o apóstolo: ‘quem está de pé, cuidado para não cair’. 

Olhando o nosso coração o que vemos nele? Rancor, mágoas, ressentimento, tristezas acumuladas, desejo de pecar e viver jogado aos prazeres do mundo? Ou conseguimos ver em nós, em nosso coração a presença de Deus, a sua pureza, o seu perdão? 

Nossa Senhora nos convida a nos perguntar “O que Deus deseja de mim? O que devo fazer? Você tem coragem de se colocar em silêncio e perguntar o que Deus deseja de você, e o que Ele quer que você faça? Ou você tem medo?. Muitos tem medo de se colocar diante de Deus em silêncio, e escutar o que Deus tem para lhes dizer, isto porque possuem medo da vontade de Deus, medo de assumir um compromisso, medo de mudar de vida, medo de se comprometer com Deus. Alguns acham até que a vontade de Deus, é alguma doença ou desgraça, mas estas são frutos do nosso pecado e dos acontecimentos da vida. 

É necessário então buscar uma conversão sincera, olhar para dentro de nós com sinceridade e com simplicidade e humildade reconhecer o quanto necessitamos de Deus, do seu amor, de seus dons.  

Maria é aquela que por excelência acolheu o dom de Deus, em um tempo físico, em um lugar concreto e deu também uma resposta concreta ao Anjo, a Deus. A Maria o anjo disse: “Alegra-te filha de Sião, Deus encontrou graça em ti!”. O anjo percebeu em Maria o desejo de Deus que ela trazia em seu coração, viu nela uma alma aberta para a vontade de Deus, e por isso o anjo lhe estimula a se alegrar.  

A vontade de Deus é que nós respondamos ao seu projeto de amor, e como fruto encontramos a alegria, a alegria de viver a sua vontade, a qual nos trás alegria. Onde há alegria, há Deus, Ele nos criou para a felicidade, para a alegria, caso contrário, não nos teria criado. O coração de Maria se alegra porque ela responde a vontade de Deus sobre ela, e automaticamente entra no coração de Deus, e depois conclui: “A minha alma se alegra no Senhor!”. 

Os olhos de Deus repousaram em Maria, que foi criado pelo Amor, e respondeu ao Amor, assim, Deus ama Maria com o mesmo amor que amou e ama seu Filho, por isso o anjo diz a Maria: “O Senhor é contigo!”. A este ponto o Senhor se revela a Maria, pois dizer que Ele está com Ela, é a mesma coisa de dizer o Seu nome, a sua identidade, a sua presença. 

Deus é aquele que está comigo na minha vida concreta, é aquele que revela a mim o seu plano concreto, e que deseja que eu responda concretamente ao seu projeto, para ser realizado e feliz. Oxalá hoje nossos corações duros, petrificados a causa do sofrimento, da dor, da tristeza, possa serem iluminados pela luz do Senhor. 

Sabemos Mãe Santíssima, que na Europa agora está terminando o inverno, e entrando a primavera, as plantas que estavam secas pelo frio do inverno estão brotando, o gelo se derretendo, e os passarinhos iniciando a cantar um canto novo, símbolo de um novo tempo, uma nova vida; te pedimos mãe, que um milagre aconteça hoje em nosso interior, que da mesma forma que a natureza renasce neste tempo de primavera, o nosso coração possa renascer com paz, com o perdão, sem mágoas, com serenidade, que todo gelo que há nele possa se derreter com o calor do amor de Deus, e que surja o desejo sincero de seguir Jesus, de não o abandoná-lo e traí-lo com o nosso orgulho mundano. 

Sabemos mãe que é na vontade de Deus que está a nossa paz, a nossa alegria e felicidade! Agradecemos mãe, porque a senhora nos ensina a não temer, a caminhar na paz, a abrir o nosso coração a Jesus Ressuscitado que quer nos dar uma nova vida, e pela fé sabemos também que hoje, neste momento o Senhor coloca um anjo diante de nós, que está apenas esperando a nossa resposta, o nosso “sim a Deus”.  

Amém!! 

PERMANECEI NA PAZ E CAMINHAI SEMPRE NELA!

UM FRATERNO ABRAÇO!!!!!!

PANIE JEZU UFAM TOBIE!!!


Pe. Mateus Maria, FMDJwww.mosteiroreginapacis.org.br
http://rainhadapaz.blog.terra.com.br/
paniejezuufamtobie@terra.com.br





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