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Artigo N.º 3341 - O estado de graça é a melhor defesa contra malefícios diabólicos
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Postado em: 12/10/09 às 07:07:03 por: James
Categoria: Artigos
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Pergunta

Existem em nosso País muitas casas de macumbas ou trabalhos do mal, como são chamados. Esses “trabalhos” podem realmente intervir na vida do ser humano? Que problemas podem causar? Somente a oração é que pode me defender?

Por Cônego José Luiz Villac

 

Resposta

O espírito agnóstico, tão difundido em nossos dias, caracteriza a sociedade moderna e secularizada, baseada no ateísmo prático (isto é: “eu não sei se Deus existe ou não existe; então vou proceder como se Ele não existisse”). Tal espírito deveria levar incontáveis pessoas a rir desses “trabalhos” ou macumbas. Pois quem duvida da existência de Deus, normalmente deveria duvidar também da existência dos demônios, a quem são oferecidos esses “trabalhos” em troca de algum benefício para si mesmos e, em contrapartida, de malefícios para os outros.

Para um católico os demônios existem realmente e podem causar espantosos prejuízos aos homens. E mesmo quando trazem inicialmente algum traiçoeiro proveito ou favorecimento, o preço desse “benefício” é a entrega da alma ao demônio. Isto significa dizer que a pessoa abdica da felicidade eterna no Céu em troca de riquezas, cargos ou prestígio neste mundo. Vantagens que, de qualquer maneira, chegam ao fim com a morte, à qual se segue a condenação ao inferno por toda a eternidade, pois tal foi o “trato” que ela fez com o demônio. Péssimo negócio, portanto, o pior que se poderia fazer.

Filhas-de-santo numa sessão de candomblé, prática religiosa que predispõe a alma para receber a ação diabólica

 

O demônio é o pai da mentira

Os tais “trabalhos”, “despachos”, feitiços ou macumbas costumam ser colocados em encruzilhadas ou nas esquinas das ruas, ao pé de uma árvore ou de um poste de luz. São uma oferenda ao demônio para que ele cause dano a algum desafeto, ou mesmo elimine os obstáculos que a pessoa encontra em seu caminho para obter uma honraria, bom emprego, casamento vantajoso, ou até a satisfação de paixões libidinosas.

Quem for tentado a fazer esse torpe trato com o demônio deveria lembrar que o diabo é o pai da mentira, e que ele nunca dá o que promete. E mesmo que o homem alcance o pseudo-benefício que almeja, em geral este vem acompanhado de tantas desgraças e prejuízos, que o saldo vai ser negativo ainda neste mundo (quanto mais no outro!).

Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

O estado de graça é a melhor defesa contra malefícios diabólicos

 

A pergunta que o consulente põe é se esses “trabalhos” atingem realmente os outros, sobretudo pessoas inocentes, e como se livrar deles.

Algumas vezes Deus permite que isso aconteça, a começar pelos que riem desses feitiços, por não acreditarem neles nem no demônio. E não acreditam nesses poderes maléficos como conseqüência de duvidarem da existência de Deus. “Se Deus não existe, então o demônio também não existe” — pensam eles. Há pessoas que, para manifestar sua descrença, chegam até a se servir dos alimentos ou bebidas oferecidos nesses “trabalhos” ou “despachos” aos espíritos infernais. Não é de estranhar que Deus permita, nessas condições, que o malefício os atinja. E são numerosos os fatos narrados nesse sentido.

Por isso, bons teólogos recomendam que se passe longe desses “trabalhos”. Mesmo porque nem sempre estamos com a alma tão limpa quanto deveria estar, e o pecado em nossa alma é um ponto de império do demônio, através do qual ele adquire o poder de desencadear sobre nós o malefício que lhe foi solicitado.

Normalmente, Deus não permite que uma alma habitualmente em estado de graça (livre do pecado mortal) seja presa dos malefícios do demônio. Por isso, a melhor maneira de evitá-los é a freqüentação dos Sacramentos da Confissão e da Eucaristia, que nos mantêm a alma limpa de pecado. Recomenda-se igualmente o recurso contínuo à oração, sobretudo o Rosário bem rezado, que possui alto efeito exorcístico (afugenta o demônio). Nossa Senhora vela especialmente pelos seus devotos, cercando-os com os seus Anjos, que impedem a aproximação do demônio.

A Igreja põe à disposição dos fiéis uma infinidade de outros recursos para nos preservar das insídias do demônio, tais como os sacramentais (por exemplo, a água benta, o sal e o azeite bentos), as medalhas (entre as mais conhecidas estão a Medalha Milagrosa e a medalha de São Bento) e os escapulários (o mais famoso é o de Nossa Senhora do Carmo). São elementos da natureza ou então objetos religiosos, tornados pela Igreja “sacramentais”, quando constituídos conforme o cerimonial do Ritual Romano.

Muito excepcionalmente, Deus permite que almas virtuosas sejam também vítimas das investidas do espírito do mal, para prová-las, purificá-las e santificá-las ainda mais. Neste caso a conformidade com a vontade de Deus deve prevalecer acima de tudo. Aí se aplica o princípio de que Deus tira o bem do próprio mal, ao contrário do demônio, que promete o bem e só faz o mal!

 

 

Medalha Milagrosa

Pergunta

Uma pessoa vai quase todos os sábados ou domingos à Missa, e às segundas-feiras visita os cemitérios, onde acende velas e reza pelas Almas. Mas acontece que um dia por semana essa mesma pessoa vai consultar o espiritismo. Para mim, ela está dividida, não sabe que rumo tomar. Vale rezar a toda hora, mesmo em casa, e acreditar na outra coisa? Espero que o Sr. me esclareça.

Resposta

Nossa Senhora anunciou em Fátima uma grave crise da fé, que atingiria quase toda a humanidade, a tal ponto que constituiria uma exceção o Dogma da Fé se manter em Portugal! A situação que o missivista descreve é exatamente a de uma crise de fé: uma pessoa que manifesta religiosidade não pequena para os dias de hoje, mas não vê incompatibilidade entre os dogmas e diretrizes da Igreja católica e os princípios errôneos e as práticas ilícitas do espiritismo.

As normas da Igreja a esse respeito são claras. Em 1917, foi submetida à Sagrada Congregação do Santo Ofício a seguinte pergunta: “Se é lícito, através do que chamam médium, ou sem o médium, utilizado ou não o hipnotismo, assistir a quaisquer locuções ou manifestações espíritas, ainda que tenham a aparência de honestidade ou de piedade, seja interrogando as almas ou os espíritos, seja ouvindo suas respostas, seja apenas olhando, e ainda que haja a protestação tácita ou expressa de não querer ter parte alguma com os espíritos malignos”. A resposta do Santo Ofício, datada de 24 de abril de 1917, foi peremptória: “Negativa em tudo”.

 Medalha de São Bento

 
O espiritismo é condenado pela Igreja
 

Assim, mesmo que as sessões espíritas tenham aparência de honestidade, é gravemente ilícito e proibido participar delas. Porque a “comunicação com as almas dos mortos” no centro espírita, em não sendo charlatanice, só se dará com a intervenção do demônio, que atuará diretamente ou por meio dos chamados médiuns. Ora, um católico jamais pode recorrer ao demônio para o que quer que seja.

É verdade que Deus às vezes permite, em sonhos ou de outra maneira — mas não em um centro espírita! —, que uma alma do Purgatório apareça a um ente vivo, para pedir orações ou algum outro favor. Ou então para fazer alguma comunicação para o bem da própria pessoa ou de outrem. Conta-se, por exemplo, o caso muito antigo de um sacerdote falecido, que apareceu a um confrade pedindo-lhe que rezasse, em nome dele, uma Missa que ele em vida se esquecera de celebrar, apesar de ter recebido a correspondente espórtula. Faltava-lhe remir essa dívida para ser levado do Purgatório para o Céu. Mas estas são situações absolutamente excepcionais, e não algo que se dê normalmente em “centros” ou “terreiros”, como os espíritas papagueiam.

Infelizmente, não é raro encontrar pessoas como as descritas pelo consulente, que se consideram católicas, e até “bons católicos”, e que procedem de uma maneira totalmente condenada pela Igreja católica. Isso faz parte da confusão religiosa de nossos dias.


Fonte: www.catolicismo.com.br





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