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Artigo N.º 14439 - Ainda acha que católicos adoram imagens? Parte 02
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Postado em: 19/08/16 às 12:36:01 por: James
Categoria: Artigos
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Artigo N.º 14438 - “Ei, católicos, vocês adoram imagens!” Parte 01

 

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Nos últimos meses, nosso blog (http://ocatequista.com.br)  tem atraído um número muito grande de protestantes. De uma hora para outra, o nosso post sobre a idolatria de imagens começou a bombar. Todos os dias, recebemos vários comentários de refutação; aqueles nos escreveram apresentando questionamentos razoáveis merecem uma resposta. Vamos esclarecer algumas questões que foram levantadas nos comentários do post “Ei, católicos, vocês adoram imagens!”.

O maior problema para o entendimento dos não-católicos é que fomos muito mal interpretados quando dissemos que Antigo Testamento deu lugar ao Novo Testamento:

Não há texto bíblico algum que comprove que os dez mandamentos bíblicos, de êxodo 20, escritos pelo dedo de Deus, foram anulados com o novo testamento.” (leitor Rafael Sousa)

A morte de Cristo aboliu a Lei? ‘Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra.’ Mateus 5,17-18.” (leitor Vinícius Eduardo)

Reparem que colocarem as palavras mais loucas na nossa boca. Em nenhum momento sugerimos, nem de leve, que os Dez Mandamentos não valem mais (e como poderíamos, se os Dez Mandamentos estão expostos com destaque no Catecismo da Igreja!?). Também não dissemos que o texto do Antigo Testamento deve ser desprezado. Então, agora que vocês já sabem o que NÃO dissemos, vamos entender o que realmente dissemos…

A Antiga Aliança nunca foi revogada, mas só podemos compreendê-la corretamente à luz do Novo Testamento, que lhe dá o pleno sentido. A Primeira Aliança é imperfeita e provisória; isso está claro na Bíblia:

Jesus, porém, foi encarregado de um serviço sacerdotal superior, pois é mediador de uma aliança melhor, que promete melhores benefícios. De facto, se a primeira aliança não tivesse defeito, nem lugar haveria para segunda aliança.

– Hebreus 8,6-7

Jesus veio cumprir plenamente a lei, mostrando a todos a sua ESSÊNCIA. Vamos tomar como exemplo o Mandamento “não adulterarás”.

Nos tempos do Antigo Testamento, era de entendimento geral que a poligamia e o divórcio não feriam esse mandamento. Mas Jesus explicou essas coisas foram toleradas por Deus por razões circunstanciais, mas isso não correspondia ao Seu plano original para o matrimônio. Jesus disse que Deus fez homem e mulher para ficarem juntos até a morte, causando espanto a seus discípulos. E disse mais: se um homem alimenta maus pensamentos por uma mulher, ele já pecou por adultério.

Notem que o mandamento continua o mesmo – “não adulterarás” –, mas houve uma revolução na sua interpretação. E assim ocorreu com os demais mandamentos que, sob a luz de Cristo, foram despidos de seus elementos periféricos e circunstanciais, para reluzirem o brilho da verdade eterna e imutável.

 

Dentro da mesma lógica do “não adulterarás”, o Primeiro Mandamento também foi polido por Cristo de seus aspectos periféricos, restando a partir de então somente a sua substância essencial. Confiram a seguir a prova.

Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”

Jesus respondeu: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento.”

– Mateus 22,36-38

Uéééééé… O Mestre não fala nada sobre o culto a imagens. Que estranho, não é mesmo? Vejamos a mesma passagem narrada por Marcos:

Um doutor da Lei que ali estava ouviu a discussão. Vendo que Jesus tinha respondido bem, aproximou-se d’Ele e perguntou: ‘Qual é o primeiro de todos os mandamentos?’

Jesus respondeu: ‘O primeiro mandamento é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor! E amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças.’”

– Marcos 12,28-30

Será que fui só eu que notei que Jesus NÃO considera a condenação do culto a imagens um ponto integrante do Primeiro Mandamento? Ah, vejo que não estou sozinha; esse protestante aqui embaixo acaba de cair na real… Alguém traz uma água com açúcar pro rapaz!

 

 

É difícil conter o riso quando nos damos conta de que a grande obsessão dos protestantes – o culto a imagens – nunca foi objeto das pregações de Jesus. Como Ele deixou de repreender um pecado tão abominável? Que vacilo, Jesus, que vacilo esse seu lapso!

Basta, desliguei meu botão de “ironic mode”. É evidente que, a partir de Jesus, podemos entender que o primeiro mandamento, essencialmente, é: ADORAR SOMENTE AO DEUS DE ISRAEL, o único Deus vivo e verdadeiro, E PONTO. A orientação do Êxodo sobre a proibição de prestar culto a imagens era um apenas anexo, que teve um valor inestimável um dado momento, mas que seria mais tarde superada. Tanto que Jesus nem sequer menciona isso.

 

Será que os protestantes – ou evangélicos, como preferirem – não desconfiam que é preciso saber diferenciar na lei de Deus o que é essencial e eterno, e o que é circunstancial e relativo a cada cultura e tempo?

O culto a imagens, para os hebreus, era tão proibido quanto raspar a barba do lado e cortar o cabelo em redondo (Lev 19,27). E, de fato, os judeus ortodoxos até hoje seguem esse preceito.

O povo hebreu, ainda engatinhando nos princípios da verdadeira fé, precisava entender que a Aliança com o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó não tinha nada a ver com as crenças pagãs. Era preciso tomar medidas radicais de diferenciação…

…se os pagãos tinham uma aparência X, o visual do povo de Deus deveria ser Y;

…se os pagãos cultuavam seus deuses por meio de imagens, o culto dos israelitas não poderia ter isso;

…se os pagãos comiam no Mac Donald’s, os hebreus comeriam somente no Bob’s.

Naturalmente, com o tempo, o contexto mudou, e a proibição sobre a barba e o cabelo perdeu o sentido; o mesmo ocorreu com a questão do culto a imagens!

A idolatria continuou a ser condenada pelo Novo Testamento; os cristãos sempre foram proibidos de prestar culto a imagens dos falsos deuses, e até hoje o são. Mas é muita má vontade – pra não dizer burrice – não fazer um mínimo esforço para entender que o carinho que os católicos têm pelas imagens de Jesus e de seus santos não é idolatria.

 

 

Uma imagem de Jesus não é a imagem de ídolo, pois Ele é o verdadeiro Deus.

Uma imagem de um santo não é a imagem de um ídolo, pois os santos são testemunhas de Deus – e não deuses – e por isso não são adorados pelos católicos.

Na impossibilidade de beijar alguém que amamos, beijamos sua foto. Na impossibilidade de nos colocar aos pés de Jesus, nos colocamos aos pés de uma imagem sua. E fazemos orações, sim, não direcionadas à matéria da imagem – a madeira, o gesso – porque não somos imbecis; nossas preces são direcionadas àqueles que a imagem representa.

Não somos idólatras, assim como não eram idólatras os cristãos primitivos que produziram numerosas imagens de santos nas paredes das catacumbas. Cremos que Jesus é o Único Salvador. Somos membros pecadores da Igreja que compilou a Bíblia, a única Igreja fundada por Jesus Cristo, a única Igreja que até hoje – e até o Fim dos Tempos – se fundamenta sobre Pedro e guarda a herança dos Apóstolos.

Que fique claro: não abriremos aqui um fórum de debate com pessoas que só têm a intenção de atacar a nossa fé. Ainda acha que católicos adoram imagens?


Fonte: http://ocatequista.com.br/archives/13732





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