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Artigo N.º 11407 - Por que viver a castidade?
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Visto: 1913
Postado em: 06/09/13 às 06:26:29 por: James
Categoria: Artigos
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=1&id=11407
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Ígor Carneiro

De todos os desafios que podemos viver como jovens, no mundo de hoje, não existe maior do que a castidade. O mundo, infelizmente, quer nos ensinar que não há motivos para vivê-la e que devemos buscar a felicidade numa vida cheia de prazeres e satisfação. Castidade, pelo que se entende por aí, é sinônimo de privação, de angústia e de luta contra a própria natureza, já que também somos animais. A pergunta que mais se deve fazer, em contrapartida, é a seguinte: “Castidade, por que vivê-la?”.

Um primeiro grande motivo para se viver a castidade é o amor a Deus. Diz-se isto em razão de se tratar de um mandamento, do sexto mandamento: não pecar contra a castidade. Quem ama a Deus busca a castidade por seu amor e quer viver unicamente conforme a Sua santa vontade. A propósito, Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja, afirma, no livro Diálogo, ser este o pecado que mais ofende a Deus. Por que abrir mão da castidade então, se fazer tal coisa desagrada tanto o coração de Deus?
 
Não convencendo pela razão acima, argumenta-se que o incasto é um idólatra, idólatra do prazer, do próprio corpo e do outro. A castidade não abrange tão somente a vida sexual, mas também a afetiva, porque castidade é dar a Deus o seu lugar, o centro, em detrimento de todas as outras coisas. Não é casto aquele que coloca outra pessoa no lugar de Deus, e não se diz isto só com relação namorados, falo também de mães, pais, amigos e o que mais couber. Repete-se: aquele que coloca qualquer pessoa no lugar que Deus deve estar, qual seja, o primeiro e absoluto, é tudo menos casto.
 
Não obstante, o pecado de impureza também é idolatria do próprio corpo, quando o colocamos acima daquilo que Deus quer para nós; e, ainda, o pior de tudo, é quando somos impuros por puro desejo de saciar a nossa vontade de obter prazer. O prazer, de fato, é bom, se não Deus não o teria criado, mas o prazer deve ser obtido nas coisas lícitas e santas, nas singelas alegrias da vida comum que não são somente sexo, e na devida ordem e no devido tempo.
 
Não sendo suficiente, vale salientar que o casto é, antes de tudo, livre. Não é escravo das paixões, do próprio corpo, dos próprios desejos, mas sabe ordenar toda a sua vida sem muito esforço. Muitas vezes, quando não se consegue viver uma vida organizada, mas, pelo contrário, tudo se encontra numa bagunça, num total descontrole, deve-se pensar que o que se falta é um pouquinho ou um bocado de castidade.
 
Não convincentes ainda, os argumentos supracitados, que se saiba que a humanidade é santa, em sua essência, e não composta somente de corpo, mas de uma alma espiritual. O homem tem uma alma (aliás, os santos místicos testemunham prazeres espirituais muito mais elevados do que qualquer um que a carne possa proporcionar). Esta alma, de que se falou, é pura, irrepreensível e onde Deus habita. Deus habita em cada ser humano, em cada homem e em cada mulher, no mais profundo do seu ser. Desse modo, viver esta pureza, esta ordem, em configurando todo nosso ser a nossa alma, realidade que é puramente ontológica, dado que é inerente a todo ser humano, não pode trazer angústia nenhuma, mas, ao contrário, uma verdadeira pacificação, visto que assim a pessoa se realiza por completa, em todos os aspectos de seu ser.
 
Embora possa se racionalizar toda uma argumentação favorável à vivência da castidade, não se pode vivê-la pelo próprio esforço, trata-se, verdadeiramente e irrefutavelmente, de tarefa impossível. É algo que se pode viver tão somente com o auxílio da graça de Deus. Sem esta, o homem, mesmo sabendo de todos os males, de todos os porquês, e de todas as consequências, não granjeia de modo algum. Esquece-se, perde as forças, derrama-se num sofrimento e angústia que não consegue suprir sem a união com Deus e insiste em preencher o infinito vazio que existe em si com coisas passageiras. A castidade, a nível carnal, só se vive com o infinito da graça de Deus; e a nível ordinal, com o eterno que é tudo aquilo proveniente, unicamente, de Deus.


Fonte: http://blog.comshalom.org





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