MÊS DE SÃO JOSÉ: Orações para o 10 dia
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Artigo N.º 16185 - MÊS DE SÃO JOSÉ: Orações para o 10 dia
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Postado em: 10/03/21 às 12:53:27 por: James
Categoria: Orações
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Invocação ao Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

OREMOS

Ó Deus, que instruístes os corações de vossos fiéis com a luz do Espírito Santos, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de suas consolações. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

ORAÇÃO PREPARATÓRIA

Com humildade e respeito aqui nos reunimos, ó Divino Jesus, para oferecer, todos os dias deste mês, as homenagens de nossa devoção ao glorioso Patriarca S. José. Vós nos animais a recorrer com toda a confiança aos vossos benditos Santos, pois que as honras que lhes tributamos revertem em vossa própria glória. Com justos motivos, portanto, esperamos vos seja agradável o tributo quotidiano que vimos prestar ao Esposo castíssimo de Maria, vossa divina Mãe a José, vosso amado Pai adotivo. Ó meu Deus, concedei-nos a graça de amar e honrar a José como o amastes na terra e o honrais no céu. E vós, ó glorioso Patriarca, pela vossa estreita união com Jesus e Maria; vós que, à custa de vossas abençoadas fadigas e suores, nutristes a um e outro, desempenhando neste mundo o papel do Divino Pai Eterno; alcançai-nos luz e graça para terminar com fruto este devoto exercício que em vosso louvor alegremente começamos. Amém.


MEDITAÇÃO:  DÉCIMO DIA

A CHEGADA A BELÉM

Vejo uma estrada mestra. Nela há muita gente. Também burrinhos que vão carregando utensílios domésticos e pessoas. Burrinhos que voltam. As pessoas exploram suas cavalgaduras, e quem vai a pé anda depressa, porque está fazendo frio.

José vai caminhando, ao lado do burrinho de Maria, segurando a rédea.    

- Estás cansada? - pergunta a ele de vez em quando.

- Não.

– Mas, na terceira vez, ela acrescenta:

- Tu, sim, que estás caminhando, é que deves estar cansado.

- Oh! Eu? Para mim isso não é nada. O que penso é que se eu tivesse achado um outro jumento, podias estar com mais comodidade e andar um pouco mais. Mas eu não achei. Agora todos estão precisando de cavalgaduras. Tem coragem! Daqui a pouco, estaremos em Belém. Atrás daquele Monte está Efrata. - Estás com frio? - pergunta José, porque o vento começa a soprar.

- Não, obrigada.

Mas José não se fia no que ela diz. Toca com as mãos os pés dela, que vão pendurados aos lados do burrinho, calçados com sandálias, e que mal se vêem apontar poder por debaixo da longa veste. A José eles devem estar parecendo frios, porque ele sacode a cabeça, pega numa coberta que ia levando a tiracolo e com ela envolve as pernas de Maria. Ele a estende também sobre o regaço, de maneira que as mãos dela fiquem bem quentes por debaixo da coberta e do manto.

Encontram-se com pastor, que está atravessando a estrada com seu rebanho, passando do pasto da direita para esquerda. José se inclina para dizer-lhe alguma coisa. O pastor responde que sim. José pára o burrinho, e depois o vai puxando pelo pasto, atrás do rebanho. O pastor apanha uma tosca escudela de um alforje e, depois de tirar o leite de uma ovelha grande que está com as tetas cheias, o dá na escudela a José, que o oferece a Maria.

- Estais vindo de longe?

- De Nazaré - responde José.

- E para onde ides?

- Para Belém.

- É uma viagem longa para uma mulher nesse estado. É tua esposa?

- É minha esposa.

- Já tem lugar para onde ficar em Belém?

- Não.

- A coisa está feia! Belém está cheia de gente vindo de toda parte, para o recenseamento ou de passagem para outro lugar. Não sei se encontrareis alojamento. Tens conhecimento do lugar?

- Não muito.

- Pois bem...eu vou te ensinar...por causa dela. Procura o albergue. Ele deve estar cheio. Mas eu falo nele somente para que sirva como ponto de referência. Ele fica numa praça, a maior praça da cidade. Vai-se até lá por esta estrada mestra. Não há engano. O albergue tem uma fonte na frente, e é largo e baixo, com um grande portão. Ele está cheio. Mas, se não encontrar lugar no albergue nem nas casas, dai a volta por detrás do albergue, para o rumo do campo. No monte há estrebarias, que às vezes servem para os mercadores que vão à Jerusalém e deixam lá seus animais, quando não acham lugar no albergue. São estrebarias, entendeis? Estão no monte e são úmidas, frias e sem porta. Mas sempre são refúgio, pois a mulher não pode ficar pela estrada. Talvez lá encontreis um lugar...e feno para se poder dormir e também para o jumento. E que Deus vos acompanhe.

Retomam a estrada. Um vale bem maior se faz ver do alto do morro que acabam de galgar. No vale, para cima e para baixo, pelos declives suave que o circundam, aparecem casas e mais casas. É Belém.

- Eis-nos, afina, na terra de Davi, Maria. Agora descansarás, pois me parece tão cansada...

- Não. Eu pensava... estou pensando...

– Maria agarra mão de José e lhe diz com um alegre sorriso:

- Acho que o tempo chegou mesmo!

- Deus de Misericórdia! Como vamos fazer?

- Não tenhas medo, José. Procura ficar firme. Não vês como eu estou calma?

- Mas estás sofrendo muito?

- Oh! Não. Estou cheia de alegria.

Mas José não se sente invadido por aquela alegria dela. Ele está pensando na necessidade urgente de encontrar um abrigo, e aperta o passo. De porta em porta, vai pedindo um abrigo. Nada. Tudo ocupado. Chegam ao albergue. Está cheio, até por baixo dos pórticos rústicos, que circundam o grande pátio interno, com gente que acampou por ali. José deixa Maria sobre o burrinho, dentro do pátio, e sai procurando pelas outras casas. Volta desanimado. Não se acha nada. O rápido escurecer deste tempo de inverno já começa a se estender sobre a terra. José vai suplicar ao albergador. Súplica aos viajantes, e lhes diz que eles são homens  e estão com saúde, e que aqui há uma mulher que está para dar à luz um filho, e que eles tenham piedade. Mas nada.

Maria pousa a mão sobre o pulso de José, para acalmá-lo, e lhe diz:

- Não insistas! Vamos. Deus providenciará.

- Escuta, ó galileu! – grita-lhe um velho que vem vindo por detrás. -Lá no fundo, por baixo daquele desmoronamento, existe uma toca. Quem sabe ninguém a tenha ocupado ainda.

Eles se apressam para chegar àquela toca. É mesmo uma toca. Por entre os escombros da construção em ruína, há uma abertura depois da qual aparece uma gruta, que nada mais é do que uma escavação feita no monte. Parecem ser os fundamentos de antiga construção que ficaram servindo de teto aos entulhos escorados por troncos de árvores.

- Vem, Maria. Está vazia. Aí dentro há somente um boi. - José sorri. - É melhor do que nada.
Maria apeia do burrinho e entra.

Por todos os lados a gruta está cheia de teias de aranha. O solo é de terra batida e todo cheio de buracos. de pedrinhas, de detritos, excrementos e coberto com fragmentos de palha. Lá no fundo, o boi se vira e fica olhando com seus olhos mansos, enquanto o feno está pendente de seus beiços. Dentro da Gruta há também um assento rústico e duas pedras a um canto, perto de uma fresta. A cor enegrecida daquele canto nos diz que lá dentro se costuma acender fogo. Maria se aproxima do boi. Ela está com frio. Põe as mãos no pescoço do boi,  para sentir a temperatura. O boi muge, e deixa-se ser tocado. Parece estar compreendendo. Mesmo quando o José o afasta dali para tirar mais feno da manjedoura e fazer uma cama para Maria. A manjedoura é dupla, isto é, onde o boi come e, mais acima, numa espécie de prateleira esta outro feno de reserva. José apanha um punhado deste feno. O boi o deixa fazer tudo isso. José arranja um lugar também para o burrinho que, cansado e com fome, logo se põe a comer.

José descobre por ali também um cântaro emborcado e todo amassado. Sai com este cântaro porque lá fora já descobriu um riacho. Volta trazendo água para o burrinho. Depois, apanha um feixe de ramos que está posto num canto, procura varrer um pouco o chão. Em seguida, estende o feno. Faz com ele uma enxerga, perto do boi, no canto que está mais enxuto e resguardado. Mas percebe que o feno está úmido, e dá um suspiro. Passa,então, a procurar acender o fogo e, com uma paciência de Jô, vai enxugando o feno aos punhados, conservando-o perto da fonte de calor. Maria, sentada no banco, está cansada e olha sorrindo. Está tudo pronto. Maria se acomoda melhor sobre o feno fofo, com as costas apoiadas em um tronco. José completa...as alfaias, estendendo o seu manto como uma cortina sobre a abertura que serve de porta. É um resguardo muito precário. Depois oferece pão e queijo a Virgem, e lhe dá água de um cantil para beber.

- Dorme agora – lhe diz ele – Eu ficarei acordado para não deixar o fogo apagar. Por sorte temos, ainda a lenha; esperamos que ela dure e seja boa para o fogo. Assim poderemos economizar azeite para candeia.
Maria se estende, obediente. José a cobre com manto da própria Maria e com a coberta que ele havia posto sobre os pés dela.

- Mas tu...ficarás com frio, tu.

- Não, Maria. Eu estou perto do fogo.  Procura descansar. Amanhã tudo será melhor. 

“Não há ditado”, diz Maria.A visão fala por si mesma. A vós compete compreender a lição de caridade, humildade e pureza que emana dela.  Descansa. Descansa velando, como eu velava, esperando Jesus. Ele virá trazer-te a Sua paz”.


ORAÇÃO FINAL

Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes eleger o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima concedei-nos, nós vos pedimos, que mereçamos ter como intercessor no céu aquele a quem veneramos na terra como nosso Protetor. Vós que viveis e reinais com Deus Padre na unidade do Espírito Santo. Amém.




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