A
VIDA É BREVE!
LEIA E MEDITE!

Espacojames:
É, o tempo urge, quanto tempo já se passou e você
continua por aqui, respirando o ar e sentindo a sensação
de estar vivo, quantos momentos felizes passamos, quantas pegadas
deixamos na areia. Momentos únicos que não voltam
mais e ficam registrado para sempre em nossas lembranças.
Pense
bem no que você vai fazer! Um erro aqui pode carimbar
o passaporte para a eternidade, seja ela boa (Céu) ou
má (inferno). Pense bem! Busquem sempre as coisas do
alto onde vem de Deus. Busquem enquanto há tempo, pois
a morte é traiçoeira, vem quando menos se espera.
"Louco, esta noite te pedirão
a tua alma, e o que tens preparado para quem será? Assim
é aquele que para si ajunta tesouros e não é
rico para com Deus." (Lucas 12.16-21)
“Diligência, meu filho,
— diz o Espírito Santo, — em empregar bem
o tempo, porque é a coisa mais preciosa, riquíssimo
Dom que Deus concede ao homem mortal. Até os próprios
gentios (pagãos) tinham conhecimento de seu valor. Sêneca
dizia que nada pode equivaler ao valor do tempo. Com maior estimação
ainda o apreciaram os Santos. Afirma São Bernardino de
Sena que um só momento vale tanto como Deus, porque nesse
instante, com um ato de contrição ou de amor perfeito,
pode o homem adquirir a graça divina e a glória
eterna.
O tempo é um tesouro que só se acha nesta vida,
mas não na outra, nem no céu, nem no inferno.
É este o grito dos condenados: “Oh!
Se tivéssemos uma hora!”... Por
todo o preço comprariam uma hora a fim de reparar sua
ruína; porém, esta hora jamais lhes será
dada. No céu não há pranto; mas se os bem-aventurados
pudessem sofrer, chorariam o tempo perdido na sua vida mortal,
o qual lhes poderia ter servido para alcançar grau mais
elevado na glória; porém, já se passou
a época de merecer... (É
chegada a hora que a misericórdia divina cessará...).
E tu, meu irmão, em que empregas o tempo?... Por que
sempre adias para amanhã o que podes fazer hoje? Reflete
que o tempo passado desapareceu e já não te pertence;
que o futuro não depende de ti. Só dispões
do tempo presente para agir... “Ó
infeliz!... — adverte São Bernardo, — por
que ousas contar com o vindouro, como se Deus tivesse posto
o tempo em seu poder?”. E Santo Agostinho
disse: "Como te podes prometer
o dia de amanhã, se não dispões de uma
hora de vida?" Daí conclui Santa
Teresa: “Se não estiveres
preparado hoje para morrer, teme morrer mal...”
(Santo Afonso Maria de Ligório, Preparação
para a Morte, Consideração XI).
Artigo
N.º 7017 - A Morte – O que dizem os Santos

Por
São João Bosco

-
A morte consiste na separação da alma e do corpo,
ficando absolutamente abandonadas todas as coisas deste mundo.
Considera,
meu filho, que tua alma deve necessariamente separar-se do corpo,
mas não sabes quando, nem onde, nem como te surpreenderá
essa separação.
Não
sabes se ela te apanhará na cama, no trabalho, na rua
ou noutro lugar.
A
ruptura de uma veia, uma infecção pulmonar, uma
febre, um ferimento, um tombo, um terremoto, ou um raio são
suficientes para te tirar a vida.
E
isso pode acontecer-te dentro de um ano, de um mês, de
uma semana, de uma hora ou talvez mal acabes de ler estas páginas.
Quantos
estavam bem à noite, quando se deitaram, e foram encontrados
mortos no dia seguinte!. Quantos, atacados de apoplexia, morreram
rapidamente. E para onde foram depois?
Se
estavam na graça de Deus, felizes deles, são eternamente
felizes. Se estavam no pecado, serão atormentados para
todo o sempre.
E
tu, meu filho, se morresses neste momento, o que seria de tua
alma? Infeliz de ti se não estás preparado, porque
o que não está pronto para morrer bem hoje, corre
grande risco de morrer mal!
-
O lugar e a hora de tua morte não te são conhecidos,
mas é certíssimo que ela virá. Ainda supondo
que não te surpreenda uma morte repentina ou violenta,
sem embargo, a última hora da tua vida há de chegar.
Nessa
hora, estendido sobre o leito, assistindo por um sacerdote que
rezará junto de ti as orações dos agonizantes,
rodeado por tua família que chora, com o crucifixo numa
mão e uma vela acesa na outra, te encontrarás
às portas da eternidade.
Tua
cabeça sentirá dores e não encontrará
repouso; tua visão estará obscurecida; tua língua
estará ardendo; tua garganta, seca, teu peito, oprimido,
o sangue se gelará nas tuas veias; teu corpo será
consumido pela enfermidade e teu coração trespassado
por mil dores.
Quando
a alma tiver abandonado o corpo, este coberto com uma mortalha,
será lançado a um buraco, onde se converterá
em podridão; os vermes o devorarão, e de ti só
restarão alguns ossos descarnados e um pouco de pó
mal cheiroso.
Abre
um túmulo e observa o que restou de um jovem rico, de
um homem poderoso no mundo; pó e podridão…O
mesmo te acontecerá a ti.
Lê
estas considerações com atenção,
meu filho, e lembra-te de que elas se aplicam a ti, como a todos
os outros homens.
Agora
o demônio, para induzir-te a pecar, se esforça
e distrair-te deste pensamento, em encobrir e escusar a culpa,
dizendo-te que não há grande mal em tal prazer,
em tal desobediência, em faltar à Missa nos dias
festivos; mas no momento da morte te fará conhecer a
gravidade das tuas faltas e as representará a todas vivamente,
diante de ti.
Que
farás tu naquele terrível instante? Desgraçado
de quem então se encontrar em pecado mortal!
-
Considera também que do momento da morte depende tua
felicidade ou desgraça eterna.
Estando
para dar o último suspiro e à luz daquela última
chama, quantas coisas veremos!
A
Igreja acende duas velas por nós: uma no nosso Batismo,
outra na hora da nossa morte; a primeira, para mostrar-nos os
preceitos da lei de Deus, que devemos observar; a segunda no
transe da nossa morte, para examinarmos se os observamos correctamente.
Por
isso, meu filho, à claridade daquela última luz
verá se amaste a Deus durante a tua vida ou se O desprezaste;
se respeitaste seu santo Nome ou se O ofendeste com blasfémias.
Verás
as festas que profanaste, as Missas que não ouviste,
as desobediências a teus superiores, os escândalos
que destes a teus companheiros.
Verás
aquela soberba e aquele orgulho que te enganaram; verás…
Mas
(oh! meu Deus) tudo aquilo verás no momento em que se
abre diante de ti o caminho da eternidade, momento do qual depende
a eternidade inteira. Sim, daquele momento depende uma eternidade
de glória ou de tormentos.
Compreendes
bem o que te estou dizendo? Daquele momento depende para ti
o Paraíso ou o Inferno; o ser para sempre feliz ou desgraçado,
para sempre filho de Deus ou escravo do demónio, para
sempre gozar com os Anjos e Santos no Céu ou gemer e
arder para todo o sempre com os condenados no Inferno.
Teme
muito por tua alma, e reflecte que de uma vida santa e boa dependem
a boa morte e a eterna glória.
Sem
perda de tempo, põe em ordem tua consciência com
uma boa Confissão, prometendo ao Senhor perdoar a teus
inimigos, reparar os escândalos que deste, ser mais obedientes,
abster-te de comer carne nos dias proibidos, não perder
mais o tempo, santificar os dias consagrados a Deus, cumprir
os deveres de teu estado.
E
deste já, lançando-te aos pés de Jesus,
diz a Ele:
“Meu
Senhor e meu Deus, desde agora me converto a Vós; amo-Vos
e quero-Vos amar e servir até à morte. Virgem
Santíssima, minha Mãe, ajudai-me naquele momento
terrível. Jesus, Maria e José, que minha alma
expire em paz em vossos braços”.
Por São Francisco de Sales

Considera, minha alma, a incerteza do dia da morte. Um dia sairás
do teu corpo.Quando será? Será no inverno ou no
verão ou em alguma outra estação do ano?no
campo ou na cidade, de noite ou de dia? Será de um modo
súbito ou com alguma preparação? Será
por algum acidente violento ou por uma doença? Terás
tempo e um sacerdote para te confessares? Tudo isto é
desconhecido, de nada sabemos, a não ser que havemos
de morrer indubitavelmente e sempre mais cedo que pensamos.
Grava
bem em teu espírito que então para ti já
não haverá mundo, vê-lo-ás perecer
antes teus olhos; porque então os prazeres, as vaidades,
as horas, as riquezas, as amizades vãs, tudo isso se
te afigurará como um fantasma que se dissipará
ante tuas vistas.
Ah! Então haverás de dizer: por umas bagatelas,
umas quimeras, ofendi a Deus, isto é, perdi o meu tudo
por um nada. Ao contrário, grandes e doces parecer-te-ão
então as boas obras, a devoção e as penitências,
e haverás de exclamar: Oh! Porque não segui eu
esta senda feliz? Então, os teus pecados, que agora tens
por uns átomos, parecer-te-ão montanhas e tudo
o que crês possuir de grande em devoção
será reduzido a um quase nada.
Medita
esse adeus grande e triste que tua alma dirá a este mundo,
as riquezas e as vaidades, aos amigos, a teus pais, a teus filhos,
a um marido, a uma mulher, a teu próprio corpo, que abandonarás
imóvel, hediondo de ver e todo desfeito pela corrupção
dos humores.
Prefigura
vivamente com que pressa levarão embora este corpo miserável
para lançá-lo na terra, e considera que, passadas
essas cerimónias lúgubres, já não
se pensará mais de todo em ti, assim como tu não
pensas nas pessoas que já morreram.“Deus o tenha
em paz” – há de dizer-se – e com isso
terá tudo acabado para ti neste mundo.Oh! morte, sem
piedade és tu! A ninguém poupas neste mundo.
Advinhas,
se podes, que rumo seguirá tua alma, ao deixar o teu
corpo.
Ah!
Para que lado se há de voltar?Por que caminho entrará
na eternidade? – É exactamente por aquele que encetou
já nesta vida.