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Artigo N.º 10941 - Vária vida
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Visto: 1988
Postado em: 30/04/13 às 10:02:53 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=123&id=10941
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Marisa Bueloni

Às vezes, tenho a impressão de ouvir algo como “venha para casa, que vem chuva forte”. Ou melhor, chumbo grosso. Não posso dizer tudo o que sei. Ninguém acredita. Pegue sua capa, sua mochila, seu terno novo e traga para cá. Não posso fazer nada a não ser abrigá-lo em minha casa. Venha.

 

Digo-te, meu amor, que os dias passam como se não passassem, que o momento é misterioso e a penumbra faz sombras nas paredes. Por vezes, teu rosto aparece, límpido e claro. Noutras, é só um detalhe que vislumbro, o recorte da tua boca, teu nariz lindo, o perfil etrusco. No fundo, no fundo, é tua alma que eu busco.
 
Sobretudo, quero crer que nem tudo está perdido. Apesar do planeta decadente e poluído, há uma réstia de dignidade e de esperança aqui e ali. Onde? Não sei.
 
De uma coisa eu sei: do meu sonho de morar numa beira de praia. Um dia, ainda vou. “Vai nada!”, me alerta a amiga. “Não vá, o mar vai subir, é perigoso, agora devemos morar em lugares altos e seguros”. Lembrei-me de uma mulher “sensitiva” que vi na tevê. Contou que morava numa praia, em Peruíbe. Um dia, teve a visão de um tsunami colossal. Do nada, apareceu um aviso na tela do seu computador e ela se mudou para Campos do Jordão.
 
Nem lá no alto demais, tampouco nos baixios, vamos indo. A vida não é um salto alto. A vida é luta. A vida contém uma dose exata de beleza, de alegria e de sofrimento, que é para ninguém enjoar dela. Tem também uma dose intrínseca de esperança. Talvez tenha a sua parcela inevitável de horror. Há os dois lados, que é para equilibrar o ato político de viver.
 
A vida está ficando cada vez mais complicada. Antigamente, se dizia: “Para o mundo que eu quero descer!”. E agora? Qual é o grito de socorro?
 
Em geral, acordo com uma grande certeza: de que tudo vale a pena neste mundo de Deus. Por alguma razão especial, esta geração foi escolhida para estar aqui, nesta fase da presente história. A esta geração está reservado um conhecimento que abalará os corações.
 
Há momentos em que todos os ruídos cessam e o mapa da noite expõe seu relevo mais denso. No entanto, é essa massa inexata e difusa chamada silêncio que se transforma em eloqüência absoluta, se o coração deseja falar.
 
Falar de poesia, da palavra a serviço da abstrata beleza, do toque profundo no fundo da alma, algo que existe sem que saibamos. Quando descoberto, ó, que alumbramento, que êxtase!
 
Poesia é coisa metafísica. Poeta. Para que serve ser poeta, pergunto. Escrever a palavra, fundir o verso, marcá-lo em carne viva, assim, em automutilação, para que outros leiam? Nem sempre a palavra é cortante, eu sei. Mas sempre carrega em si mesma as dores de cada um.
 
Bateu uma saudade funda dele. Destas que fazem o coração ficar pequenininho... Então, era um domingo em que o tricolor ganhou. Eu fui lá, beijei a foto dele e falei, apertando o retrato contra o peito: dois a zero, lindo!
 
Às vezes, um tanto surpresa, concluo que a vida é só uma questão de arregaçar as mangas. E crer. A fé remove montanhas.
 
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marisabueloni@ig.com.br



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