“Conhecimento do rebanho e das ovelhas”: o sacerdote, de acordo com João Paulo II
 
 
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Postado em: 17/02/16 às 11:08:01 por: James
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Anotações pessoais do papa polonês são publicadas pelo cardeal Dziwisz

Continua a polêmica, dentro e fora da Polônia, sobre a publicação das anotações pessoais de João Paulo II. Seu ex-secretário pessoal e sucessor como arcebispo de Cracóvia, o cardeal Stanislaw Dziwisz, as conservou após a morte do pontífice em 2005. Em seu testamento, o papa tinha pedido que os seus diários fossem queimados, mas Dziwisz os publicou recentemente com o título "Nas mãos de Deus – Anotações pessoais de 1962 a 2003". O lucro das vendas do livro será empregado na construção do Centro Não Tenham Medo, em Cracóvia.

O que esses escritos agregam à personalidade de João Paulo II que os fiéis foram conhecendo ao longo de 26 anos, 5 meses e 17 dias de pontificado?

São mais de 600 páginas de anotações, que estiveram entre os principais documentos analisados durante o processo de canonização de Karol Wojtyla. Aos textos, foram acrescentados os dois milagres atribuídos a João Paulo II e reconhecidos pela Igreja como autênticos, o que abriu o caminho para a sua canonização no próximo 27 de abril. Para quem teve acesso a essas anotações, não é possível deixar de dar razão ao arcebispo de Cracóvia: "Queimá-las teria sido um crime", diz ele. E "quantas vezes se observa que a obediência nem sempre é uma virtude, e que uma decisão tomada em consciência pode revelar-se a mais acertada? Pois bem, o cardeal Stanislaw Dziwisz fez a sua escolha e decidiu conservar as anotações" (Corrieredellasera.it, 5 de fevereiro).

São dois diários. O primeiro remonta a 1962. O outro começa em 1985. Eles contêm, conforme a síntese publicada por Marco Ansaldo e Agnieska Zakriewiczci em Repubblica.it (14 de fevereiro), as reflexões de João Paulo II "sobre grandes questões que ainda permanecem no centro dos debates na Igreja, como a condução da Cúria Romana e o celibato dos padres, mas também pareceres que combinam a espiritualidade do papa com a curiosidade do homem, do Wojtyla artista e literato. Há anotações sobre grandes figuras históricas (Hitler, Bismarck) e sobre escritores aclamados (Hemingway, Dostoievsky, Tolstoi, Manzoni, Sartre). Quem espera que as notas pessoais de João Paulo II revelem bastidores do Vaticano deverá se decepcionar. Nos dois diários, Wojtyla registrou apenas suas reflexões pessoais".

"Basta uma olhada nas páginas para perceber que estamos lendo os escritos de uma pessoa disciplinada, sistemática, muito atenta aos detalhes, com uma grande capacidade de síntese e uma relação rigorosa e íntima com o próprio diário" (Repubblica.it, 14 de fevereiro).

Algumas observações, no contexto da renovação iniciada pelo papa Francisco, chamam a atenção pela atualidade, como as referentes ao papel do sacerdote-pastor: "Pastor. Primeira característica: um verdadeiro pastor recebe o poder de Cristo. Segunda característica: conhecimento do rebanho e das ovelhas; isso explica também as estruturas, diocese, paróquias, comunidades de base. Terceira característica: ele deve ser o verdadeiro guia (não pode ir muito depressa nem muito devagar), sabendo que os outros o seguem. Quarta característica: estar pronto para procurar a ovelha perdida. Quinta característica: ser disponível" (Repubblica.it, 14 de fevereiro).

O mesmo se aplica ao governo da cúria, da qual Wojtyla desenha o papel e as prioridades: "Ser a cúria do papa na Igreja. Presidência dinâmica na caridade. Complexo antirromano. Conhecimento – e aplicação do Vaticano II. Nova evangelização. Ministério da santificação. Governa-se animando – anima-se governando. Ministério de Pedro na colegialidade. Algumas prioridades: 1. Aplicação do Vaticano II. 2. Abertura à comunhão, ao ecumenismo, outras religiões etc. 3. Referência às igrejas particulares. 4. Abertura ao laicato. 5. Espírito de serviço, bondade, palavras de Paulo VI” (Repubblica.it, 14 de fevereiro).

Os diários também registram, com o passar do tempo, a perda do vigor físico de João Paulo II: o traço vigoroso da escrita dos primeiros anos vai se desvanecendo. A partir de 2001, ele começa a ter dificuldades para manter seus escritos no traçado das linhas. “A última frase: ‘Jonas, ou seja, o medo de proclamar o amor de Deus’, foi escrita com evidente esforço em 15 de março de 2003. É um instante simbólico, em que a doença dobra as forças intelectuais do papa e ele se vê privado de seu rigor de cronista de todos os retiros espirituais no Vaticano" (Repubblica.it, 14 de fevereiro).



Fonte: www.aleteia.org





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